Nº7 Corpo chão coração
  • Ensaio fotográfico: Cesar Oiticica Filho

Desperto com a Guanabara:
uma conversa, um cortejo, uma coroa para Iemanjá

Cesar Oiticica Filho (fotografia)
Iazana Guizzo (texto)

Era um dia de sol em janeiro de 2025 nos fundos da Baía de Guanabara. Caminhávamos pelas brechas de um mundo em colapso. Nossos pés encontravam um capim alto que sentíamos arranhar as pernas. Entre um bambuzal e um trecho de mangue do rio Iriri, nossa imaginação percorria um futuro ancestral onde seria possível conversar com entidades de longa existência, como montanhas ou conjuntos delas em diferentes águas. Nossos cantos ecoavam um coletivo, a vontade de saudar a vida e praticar mundos menos funcionais, acumulativos e violentos.

Estávamos em uma antiga fazenda no município de Magé. Duas bandeiras imensas e diversos estandartes balançavam com marinheiros-músicos, participantes em vestes brancas e bambus de mais de seis metros de comprimento que se alinhavam em um cortejo de aproximadamente trinta pessoas. Buscávamos uma conexão com a imensa e exuberante Baía de Guanabara. Como canta Caetano Veloso, estávamos “cegos de tanto vê-la, de tanto tê-la estrela, o que é uma coisa bela”. Fazíamos um cortejo, “um desmascaro; [um] singelo grito [anunciando] que o rei está nu, mas [nós] despert[amos], porque tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nu”1. Despertamos ao buscar viver o que é evidente e, ao mesmo tempo, absurdamente negado, como a existência da entidade Guanabara.

Durante o cortejo, efetivamente despertamos, talvez na mesma intensidade com que nos olhavam as poucas vacas locais. Com esse gesto procurávamos uma metamorfose em nós mesmos a partir de um encontro e de um convite. Estávamos completamente implicados em convidar a imensa Baía de Guanabara para participar conosco de uma pequena e singela construção de bambu que o Floresta Cidade havia acordado em fazer com a Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades.

A companhia de teatro de rua e arte pública tem sua sede localizada em outra margem da baía, a 63 quilômetros de distância do ponto onde estávamos, mais especificamente na região portuária do Rio de Janeiro. E a uma distância de 57 quilômetros desse mesmo ponto, em uma das ilhas da baía, encontra-se a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da qual o projeto de extensão, ensino e pesquisa Floresta Cidade faz parte. Nossa conexão em rede criava a possibilidade de darmos um abraço na Guanabara, promovendo um encontro entre os nossos corações e o dela2.

Durante o cortejo, saudávamos a vida, a alegria, a natureza, a música, as cores dos estandartes, a cultura popular brasileira, a Bandeira da Paz3 e [uma outra bandeira que chamamos naquele dia de Bandeira] da Água4. Saudávamos a própria Guanabara como força vital com a qual desejávamos nos agenciar. Queríamos criar uma relação de coinvenção e, com isso, honrar a mudança como forma de criação5. Almejávamos pertencer, em alguma medida, às narrativas ancestrais sobre essa baía, como a do “lago de leite” da cosmogonia dos indígenas Dessana/Tucano6. Para esse povo, teria sido nesse “lago” que, embarcada na canoa da transformação, a humanidade chegou ao planeta Terra. Sentíamo-nos inspirados também pela etimologia do tronco linguístico Tupi-Guarani, presente em, ao menos, 84 aldeias da Guanabara Tupinambá antes da colonização portuguesa. Guanabara significa “seio do mar”, sendo que “guana” possui os sentidos de seio, enseada, baía, recôncavo, e “pará” de mar, rio grande ou algo similar ao mar7.

Estávamos caminhando no recôncavo da Guanabara, próximo a uma localidade chamada Barão de Iriri. Sem registros históricos da existência efetiva de um barão, a praia foi marcada por um porto movimentado nos séculos XVIII e XIX e por grandes fazendas. Após 1831, com a proibição do tráfico transatlântico, os fundos da Guanabara foram importantes portas de entrada do tráfico clandestino de escravizados8. Sabe-se, também, que no Recôncavo da Guanabara foram localizados os primeiros engenhos de açúcar nos primórdios da colonização no Brasil, no século XVI (1584)9, quando havia rios navegáveis e solo fértil na região. Ainda, “Iriri”, em Tupi-Guarani, significa concha, o que remete aos sambaquis10, montes de conchas com sepultamentos humanos, ferramentas e restos da fauna marinha e terrestre. Isso indica a presença de povos sambaquieiros na região, povos nômades ou seminômades que antecederam a ocupação Tupinambá na Baía11.         

Ao buscar dialogar com seres montanhas e seios de mar, por meio de cortejos e oferendas, o tempo se alarga e a beleza e o pesadelo da Guanabara se tornam mais evidentes. Fragmentos de histórias são como pistas que nos fazem caminhar com mais intensidade e respeito. Estávamos em cortejo, cantando, em uma dessas fazendas da baía, sob a constante ameaça de não sermos bem-vindos, seja por parecermos um culto não cristão, seja por causa de uma disputa local pelo território, que permanece viva nos corpos de quem nele habita. As montanhas testemunham as mesmas/outras histórias de violência e o tempo não linear se manifesta na paisagem enquanto percorremos o capim. “Se passara, passa, passará o raro pesadelo [colonial]… e eu vou e amo o azul, o púrpura e o amarelo. E entre o meu ir e o do sol, um aro, um elo”, parece que o cortejo é narrado pela música “Estrangeiro”, de 1989.

Esse cortejo não seria possível sem a nossa aliança com o Quilombo do Feital, comunidade remanescente de quilombolas que se organizou após a abolição, em 1888. Reconhecida 130 anos depois, em 2018, como herdeira dessa resistência e preservação cultural, a comunidade, ligada à pesca, à cata de caranguejo, ao plantio e ao artesanato, desenvolve hoje atividades de turismo de base comunitária. Seu território, entretanto, está em disputa até o momento. Eles foram removidos para o “lado de fora da porteira” em uma das sucessivas vendas da antiga Fazenda do Feital, uma grande propriedade que utilizava mão de obra escravizada desde, pelo menos, 174012. Foi na aparente ruína dessa fazenda que seguimos em cortejo até as margens do mangue do rio Iriri, onde submergimos os bambus.

O Quilombo do Feital é uma comunidade portal para a comunicação que almejávamos com a baía. Ela parecia ter embarcado na canoa da transformação Tucano/Dessana por onde teria vindo uma humanidade mais conectada com a Guanabara. A amorosidade, o respeito e a generosidade podiam ser sentidas nas relações vividas por nós, à medida que o quilombo se implicava diretamente no desenvolvimento de uma tecnologia ancestral para o tratamento ecológico do bambu, o qual seria usado no gazebo que, posteriormente, seria construído na sede da Companhia. Antes do dia do cortejo, estivemos algumas vezes no quilombo para definirmos locais, percursos e sistemas de fixação das varas. Estávamos atentos à força do vai e vem das marés, o que nos fez olhar para a armadilha de pesca Tupinambá, o curral13, ainda hoje amplamente usada pela comunidade pesqueira da baía. Com essa inspiração, desenvolvemos coletivamente uma tecnologia de “inovação ancestral”14 para fixar os bambus no fundo do rio Iriri.

Quando o cortejo chegou ao mangue, seguíamos com os estandartes erguidos — “a terra tem coração e respira”, “vem me regar mãe”, “floresta cidade”, imagens dos orixás Iansã, Oxóssi, Iemanjá e Nanã —, a Bandeira da Paz e nossa Bandeira da Água, que balançavam bravamente15, e as gargantas a pleno vapor que cantavam: “(…) são flores Nanã, são flores (…) ”, “(…) nas ondas do mar, onde ela fica, minha sereia (…)”. Assim, avistamos Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes imensas, enquanto Nanã andava no mangue como se não nos percebesse. Pedimos licença às deusas e, com muito respeito, aproveitamos para agradecer tudo o que a natureza nos ofereceu, oferece e oferecerá, diariamente, para que possamos estar vivos. Dessa forma, finalmente, fizemos o tão sonhado convite para a Guanabara participar da nossa singela construção de 9 m² na Casa de Mystérios. Explicamos que se tratava de um projeto chamado “Coroa de Iemanjá”, uma pequena cobertura de bambu que estava sendo desenvolvida coletivamente desde 2023, sem recursos, com envolvimento comunitário e estudantil, por meio de oficinas educacionais e da colaboração de alguns profissionais, além de um grande desafio de projeto.

Como ao explicar a uma mãe os detalhes de algo que se busca autorização para fazer, dissemos: “Senhora Guanabara, estamos fazendo isso porque o Floresta Cidade foi convidado pela Companhia de Mystérios e Novidades para construir uma pequena cobertura sobre os banheiros na sede da companhia. Ela abrigará a mesa de luz durante espetáculos no terreiro/palco, funcionando como nossa contrapartida pelo uso do espaço. Há anos utilizamos a Casa de Mystérios para nossos encontros mensais e outras atividades do Floresta Cidade”. E, com a certeza de que a Guanabara de alguma forma nos acompanha16, continuamos: “é aquela casa mágica cheia de estandartes, fantasias, pernas-de-pau e muitas plantas lá na Gamboa, no início da sua margem esquerda, de onde partem cortejos todos os meses. A senhora sabe, a universidade não tem recursos e o nosso projeto de extensão criou essa forma de colaboração para que possamos nos reunir no turno da noite, quando a universidade está fechada e os estudantes, enfim, estão disponíveis”.

A Baía de Guanabara compreendeu que, com esse processo, queríamos aprender sobre construções ecológicas, comunitárias e interespecíficas, e que o Floresta Cidade tinha o desafio de construir em um lugar onde se aprendia sobre cultura popular, vida encantada, cortejos e espaços imateriais. Ora, uma cobertura, mesmo que pequena, na Casa de Mystérios, não poderia ser um gazebo simplesmente funcional, nem puramente estético. Era necessário dar um salto em relação à composição arquitetônica com a qual estávamos habituados. Tínhamos que criar algo encantado como o que sentíamos vibrar em nossos corpos nesses cinco anos de parceria entre teatro de rua e arte pública e arquitetura, paisagismo e urbanismo.

Respiramos um pouco enquanto as deusas balançavam no ritmo das águas, enviando sinais de entendimento do caso. Foi quando chegamos ao ponto de, enfim, explicar por que as evocávamos naquela manhã ensolarada. O caminho criado para essa arquitetura encantada não residia na forma ou na técnica, mas na conexão com a ancestralidade. Estávamos retomando17 a comunicação com a natureza, os ritos e os cantos ao construir18, querendo estabelecer uma conversa com a paisagem, que também poderia ser chamada, nesse caso, de Iemanjá, Iara ou Nossa Senhora dos Navegantes, como na cultura popular brasileira. Evocar deusas da água é uma forma bonita, coletiva e alegre de lembrar que habitamos um planeta de vidas interdependentes, ou que moramos em lugares sagrados, não por acreditarmos em alguma religião, mas porque o que nos rodeia é absolutamente vital19. Entender um modo de habitar cósmico, ou que nossa vida depende de outros seres, era o que almejávamos com esse pequeno gesto construtivo, educativo e comunitário. Ao contrário disso, estaríamos entendendo nossa vida como separada das demais, o que talvez seja um dos motivos da grave crise climática que enfrentamos, caso optemos por usar uma linguagem mais científica e palatável aos sistemas hegemônicos.

Após essa conversa com a Baía de Guanabara, iniciamos o desembarque dos bambus da caminhonete20 que acompanhava o cortejo. De mão em mão, eles foram levados pelo interior do mangue até o ponto de entrada na baía. Poucos foram os corajosos que entraram na água para prender os bambus, uma tarefa que demorou horas e se mostrou mais difícil do que o esperado. A Baía de Guanabara havia concordado em trocar a seiva dos bambus por água salobra, comprometendo-se a cuidar deles por quarenta dias no fundo do rio. As brocas e os cupins não gostam do sabor da água salobra, mas apreciam a seiva. Portanto, ao realizar essa troca, ocorre um tratamento natural da madeira, sem o uso de produtos químicos.

O almoço, programado para depois do cortejo no restaurante do quilombo, teve que esperar enquanto as barrigas roncavam e o sol esquentava ainda mais. No momento certo, que muitas vezes independe da nossa vontade, retornamos ao quilombo e nos deliciamos com um almoço das deusas. Tão gostoso quanto o café da manhã que havíamos tomado na chegada, enquanto aprendíamos a trançar bambus com a tecnologia do curral. A Grande Companhia de Mystérios e Novidades tornou nossa chegada ao Quilombo do Feital um encontro muito bonito, com música, homenagens e alegria, como se estivéssemos nos reencontrando depois de um longo tempo.

Um reencontro e um despertar profundo. Por uma brecha em um mundo hostil, nasce uma coroa/edifício, uma conversa, uma oferenda, uma tecnologia, uma arquitetura. Afinal, o que seria construir em uma terra que “tem coração e respira”21? Talvez um encontro com a entidade Guanabara, para fazer do nosso ofício uma oferenda a ela e estabelecer com esses seres — que são escrituras do universo — “um aro, um elo”.

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Cesar Oiticica Filho
Artista, cineasta e curador, formado em jornalismo, realizou o filme Hélio Oiticica, ganhador do Prêmio Caligari e Fipresci na Berlinale, do Festival do Rio, e FILAF, em Perpignan, França. Curador com Fernando Cocchiarale da exposição Museu é o Mundo (Prêmio ABCA/2010). Curador do Projeto HO [Hélio Oiticica] desde 1997, e diretor artístico do Centro Municipal Hélio Oiticica desde 2021. Criou, com Evandro Salles, a Parada 7 em 2022. Participou da Bienal de Havana (2015) e da Bienal of Moving Image (2014). Publicou livros sobre Hélio Oiticica e Mário Pedrosa. Suas mais recentes exposições são: Espaços Quânticos e Intervenção Quântica (em 2024/2025).

Iazana Guizzo
Arquiteta e urbanista. Coordenadora do projeto de extensão, ensino e pesquisa Floresta Cidade da FAU–UFRJ, onde também é professora. É doutora em urbanismo, mestre em psicologia e formada em balé contemporâneo. A regeneração das cidades diante da urgência climática, a participação comunitária, a vida interespecífica e as cosmopercepções afro-ameríndias são temas de seu interesse. Atua no campo da arquitetura, urbanismo e arte e colabora com a Companhia de Mystérios e Novidades desde 2020.


1 Trecho da letra da música “Estrangeiro”, de Caetano Veloso, de 1989.

2 Gesto ainda mais intenso ao incluirmos a colaboração com o PPGCA-UFF, localizado em Niterói, a 52 quilômetros do cortejo, do outro lado da margem da Baía de Guanabara. Tanto eles quanto pesquisadores do Laboratório de Estudos Urbanos LEU-PROURB-UFRJ participavam do cortejo.

3 A Bandeira da Paz, símbolo associado ao Pacto da Paz (1935), também é conhecida como Bandeira da Mãe do Mundo. Essa bandeira foi criada e promulgada por um casal russo — Nicholas Roerich (1874‒1947), artista, filósofo, escritor, arqueólogo e advogado, e Helena Roerich (1879‒1955), espírito militante, escritora e ativista do movimento de mulheres — como parte de uma visão planetária de uma Ética Viva, do ativismo pela paz e da unidade pan-humana espiritual. Para mais informações ver a “Roda de Conversa: Escola sem paredes: Artes, ciências, espiritualidades em histórias vivas” nesta revista.

4 A bandeira, aqui denominada Água, foi criada pelo artista Otávio Avancini para o espetáculo teatral Férias, de Drica Moraes, e foi antes usada na festa de Iemanjá no Rio de Janeiro, no dia 2 de fevereiro, no Arpoador.

5 “Agência” no sentido proposto por Isabelle Stengers, e de “agenciamento”, de Deleuze e Guattari. O encontro com o outro é entendido como criação de si e do mundo. Um agenciamento transforma o próprio corpo de quem se agencia mudando seus afetos, percepções e ações ao criar um outro arranjo de si a partir do que o outro provoca. Trata-se da compreensão de um mundo em constante movimento, composto por elementos heterogêneos que formam ideias e corpos mutáveis. Isso é diferente de entender um corpo como a soma das partes que o constituem. Ele é entendido como invenção, um arranjo novo a partir do encontro, um terceiro corpo criado que muda todas as partes, o que caracteriza a criação como força de uma agência.

6 DIAKARA, Jaime. Rio de Janeiro: o Lago de Leite. Selvagem: ciclo de estudos sobre a vida, 2021. Disponível em: https://selvagemciclo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CADERNO14_JAIMEDIAKARA.pdf Acesso em: ago. 2025.

7 SAMPAIO, Teodoro. O Tupi na Geografia Nacional. Salvador: Livraria Progresso Editora, 1901 (e edições posteriores).

8 BETHELL, Leslie. A abolição do tráfico de escravos no Brasil: Grã-Bretanha, Brasil e a questão do tráfico de escravos, 1807-1869. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

9 Padre Anchieta, em 1584, já mencionava a existência de “inúmeras fazendas baía a dentro e três engenhos” na região, e, nos anos seguintes, chegaram a ser anotados 120 engenhos em torno da Baía de Guanabara, mostrando a relevância do açúcar para o desenvolvimento local. Cf. ABREU, Maurício de Almeida. Um quebra-cabeça (quase) resolvido: os engenhos da capitania do Rio de Janeiro, séculos XVI e XVII. Scripta Nova: revista electrónica de geografía y ciencias sociales, Barcelona, X, v. 218, 2006.

10 ANDRADE, P. L. T. Sambaquis no litoral do Rio de Janeiro: um olhar sobre a paisagem pré-colonial. Tese (Doutorado em Arqueologia), Museu Nacional/UFRJ, 2018.

11 Os sambaquieiros foram diferentes grupos indígenas, nômades ou seminômades, que não praticavam agricultura ou domesticação de animais e habitaram o litoral brasileiro durante 4 mil a 1800 anos AP. Antes do Presente, que tem como referência o ano de 1950 d. C., data aproximada da técnica de radiocarbono usada para datar matérias orgânicas antigas. Equivale a 2050 anos Antes de Cristo e 150 Depois de Cristo.

12 ARAÚJO, José de Souza Azevedo Pizarro e. Memórias históricas do Rio de Janeiro e das províncias anexas à jurisdição do vice-rei do Estado do Brasil. Publicado originalmente em 1820 (e reeditado em 1945). A informação específica sobre a Capela de Nossa Senhora de Nazareth na fazenda de Manuel Ferreira Feital pode ser encontrada no volume 3, páginas 156-157, conforme referenciado em pesquisas genealógicas sobre a família Feital. Disponível em: https://familiafeital.blog.br/arvore/790.html. Acesso em: ago. 2025.

13 Segundo conversa com a artista Gabi Bandeira, idealizadora do projeto aGradim em parceria com pescadores de São Gonçalo, que esteve no dia do cortejo no Quilombo do Feital.

14 Um termo de Yakuy Tupinambá, parceira do Floresta Cidade no projeto do Laboratório de Inovação Ancestral, dos Tupinambá de Olivença, sul da Bahia.

15 Trabalho do artista Otávio Avancini, parceiro constante dos cortejos da Companhia de Mystérios.

16 A Companhia, nesses últimos anos, está desenvolvendo o Auto da Guanabara, o que também nos estimula a fazer esse processo de diálogo com a baía.

17 O termo “retomada” vem sendo usado amplamente pelo movimento indígena no Brasil.

18 Antes da existência do Floresta Cidade, a Terceira Margem, arquiteturas e singularidades, escritório idealizado igualmente por Iazana Guizzo, já tinha uma parceria com a Companhia de Mystérios e Novidades e estávamos articulando a construção de uma biblioteca comunitária no Amapá junto com cantos populares.

19 GLEISER, Marcelo. O despertar do universo consciente: um manifesto para o futuro da humanidade. Rio de Janeiro: Record, 2024.

20 A caminhonete havia sido emprestada pela produtora Guerrilha da Paz, outro grande parceiro do Floresta Cidade e da Companhia de Mystérios e Novidades que foi fundamental para conseguirmos executar esse trabalho.

21 Conceito de lugar para os Yanomami.