{"id":4632,"date":"2025-09-30T11:56:26","date_gmt":"2025-09-30T14:56:26","guid":{"rendered":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/?page_id=4632"},"modified":"2025-10-15T14:36:37","modified_gmt":"2025-10-15T17:36:37","slug":"nos-somos-daquela-terra-dialogos-cruzados-entre-arte-e-territorio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/nos-somos-daquela-terra-dialogos-cruzados-entre-arte-e-territorio\/","title":{"rendered":"No\u0301s somos daquela Terra: Dia\u0301logos cruzados entre arte e territo\u0301rio"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Imagem-Capa_Foto-por-Luan-Citele.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5100\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Imagem-Capa_Foto-por-Luan-Citele.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Imagem-Capa_Foto-por-Luan-Citele-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Imagem-Capa_Foto-por-Luan-Citele-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo). Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2024. Foto: Luan Citele<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2>N\u00f3s somos daquela Terra: Di\u00e1logos cruzados entre arte e territ\u00f3rio<\/h2>\n\n\n\n<h4>M\u00e9lanie Mozzer e Savio Ribeiro<\/h4>\n\n\n\n<p>Em 2024, tivemos o grande prazer de realizar a primeira edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo), com o tema \u201cN\u00f3s somos daquela Terra: Di\u00e1logos cruzados entre arte e territ\u00f3rio\u201d. O evento contou com a presen\u00e7a de nove convidados especiais, que trouxeram suas perspectivas e experi\u00eancias nas \u00e1reas de arte, educa\u00e7\u00e3o e cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>A Coarco nasceu com o compromisso de fomentar di\u00e1logos formativos, reunindo artistas, produtores, educadores, agentes culturais e o p\u00fablico local em um espa\u00e7o de escuta, troca e reflex\u00e3o sobre a arte contempor\u00e2nea. S\u00e3o Gon\u00e7alo \u00e9 o segundo maior munic\u00edpio do estado do Rio de Janeiro, ficando atr\u00e1s apenas da capital. Localizado do outro lado da Ba\u00eda de Guanabara, na periferia da chamada \u201ccidade maravilhosa\u201d, carrega os desafios e estigmas comuns \u00e0s cidades suburbanas, marcadas por hist\u00f3ricos descasos do poder p\u00fablico e pela viol\u00eancia urbana. Ainda assim, S\u00e3o Gon\u00e7alo \u00e9 territ\u00f3rio f\u00e9rtil: abriga, forma e exporta in\u00fameros artistas, fortalecendo redes culturais e criativas que resistem e se reinventam apesar das adversidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, S\u00e3o Gon\u00e7alo tem reivindicado e exigido uma exist\u00eancia art\u00edstica mais justa e digna em seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio, buscando uma rela\u00e7\u00e3o que transcenda a antiga din\u00e2mica perif\u00e9rica em rela\u00e7\u00e3o ao centro metropolitano. Queremos que nossa cidade n\u00e3o seja apenas o ber\u00e7o de artistas, mas que se torne um espa\u00e7o que abriga arte em todas as suas formas: uma cama, uma casa, um palco, uma escola, e, acima de tudo, uma Terra que respeita e valoriza nossas vozes. Nosso objetivo \u00e9 promover o crescimento coletivo por meio de um debate que fortale\u00e7a as redes culturais locais e inspire novos caminhos para o desenvolvimento das artes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta conversa, refletimos sobre o evento, sua genealogia, os artistas e as quest\u00f5es envolvidas, bem como sua rela\u00e7\u00e3o com o tema desta edi\u00e7\u00e3o da<em> Revista MESA<\/em> \u201cCorpo, Ch\u00e3o, Cora\u00e7\u00e3o\u201d. Convidamos os leitores a mergulhar nesse encontro de ideias e experi\u00eancias.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Savio Ribeiro<\/em><\/strong>: Meu nome \u00e9 Savio Ribeiro, eu sou um dos fundadores da plataforma Defluxo, que \u00e9 uma plataforma art\u00edstica e pedag\u00f3gica voltada para investiga\u00e7\u00f5es no campo das artes contempor\u00e2neas, e um dos idealizadores, junto a M\u00e9lanie Mozzer, da Confer\u00eancia de Artes Contempor\u00e2neas de S\u00e3o Gon\u00e7alo (Coarco). Sou artista, educador, performer e atualmente mestrando do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos Contempor\u00e2neos das Artes (PPGCA) da Universidade Federal Fluminense (UFF).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>M\u00e9lanie Mozzer<\/em><\/strong>: Eu sou M\u00e9lanie Mozzer, eu sou arte-educadora, curadora e produtora cultural, formada em Artes pela Universidade Federal Fluminense. Tamb\u00e9m sou idealizadora da Plataforma Defluxo e da Coarco. Hoje tamb\u00e9m integro a equipe de educa\u00e7\u00e3o do Instituto Moreira Salles. Acho que \u00e9 isso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Savio<\/em><\/strong>: Fico pensando: por que \u00e9 interessante a cria\u00e7\u00e3o da Coarco pra gente? A cria\u00e7\u00e3o dessa proposta de confer\u00eancia, ela, principalmente, \u00e9 um exerc\u00edcio de conversar sobre arte dentro do territ\u00f3rio. Isso se faz necess\u00e1rio quando percebemos a urg\u00eancia de disputar espa\u00e7os institucionais e produzir agenciamentos coletivos em torno dos saberes art\u00edsticos perif\u00e9ricos contempor\u00e2neos. Pra mim, come\u00e7a a fazer sentido dentro dessa puls\u00e3o. Manifestar a fala, trazer o di\u00e1logo quase que como uma entidade para atuar dentro de um territ\u00f3rio que j\u00e1 tem suas rubricas enquanto perif\u00e9rico, marginalizado, ou alheio ao que prop\u00f5e a capital do estado.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-5103\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-5103 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_5103\">\n        <div id=\"metaslider_5103\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-5128 ms-image\"><img width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/1_Mesa-1-foto-por-Luan-Citele.jpg\" class=\"slider-5103 slide-5128\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"1_Mesa 1 foto por Luan Citele\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.378881987578%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/1_Mesa-1-foto-por-Luan-Citele.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/1_Mesa-1-foto-por-Luan-Citele-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/1_Mesa-1-foto-por-Luan-Citele-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">1\u00aa mesa-redonda \u201cArte educa\u00e7\u00e3o: o papel do artista na constru\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio perif\u00e9rico\u201d<br \/><br \/>Mesas redondas da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo). Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2024. Fotos: Luan Citele<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-5129 ms-image\"><img width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/2_Mesa-1_Ivan-de-Oliveiro_Foto-por-Luan-Citele-1.jpg\" class=\"slider-5103 slide-5129\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"2_Mesa 1_Ivan de Oliveiro_Foto por Luan Citele (1)\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.378881987578%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/2_Mesa-1_Ivan-de-Oliveiro_Foto-por-Luan-Citele-1.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/2_Mesa-1_Ivan-de-Oliveiro_Foto-por-Luan-Citele-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/2_Mesa-1_Ivan-de-Oliveiro_Foto-por-Luan-Citele-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Ivan de Oliveira<br \/><br \/>Mesas redondas da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo). Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2024. Fotos: Luan Citele<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-5130 ms-image\"><img width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/3_Mesa-1_Joao-Paulo-de-Ouvido_Foto-Luan-Citele.jpg\" class=\"slider-5103 slide-5130\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"3_Mesa 1_Jo\u00e3o Paulo de Ouv\u00eddo_Foto Luan Citele\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.378881987578%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/3_Mesa-1_Joao-Paulo-de-Ouvido_Foto-Luan-Citele.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/3_Mesa-1_Joao-Paulo-de-Ouvido_Foto-Luan-Citele-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/3_Mesa-1_Joao-Paulo-de-Ouvido_Foto-Luan-Citele-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jo\u00e3o Paulo Ov\u00eddio<br \/><br \/>Mesas redondas da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo). Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2024. Fotos: Luan Citele<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-5131 ms-image\"><img width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/4_Mesa-1_Jefferson-Medeiros_Foto-por-Luan-Citele..jpg\" class=\"slider-5103 slide-5131\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"4_Mesa 1_Jefferson Medeiros_Foto por Luan Citele.\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.378881987578%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/4_Mesa-1_Jefferson-Medeiros_Foto-por-Luan-Citele..jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/4_Mesa-1_Jefferson-Medeiros_Foto-por-Luan-Citele.-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/4_Mesa-1_Jefferson-Medeiros_Foto-por-Luan-Citele.-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jefferson Medeiros<br \/><br \/>Mesas redondas da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo). Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2024. Fotos: Luan Citele<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-5132 ms-image\"><img width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/5_Mesa-2-foto-por-Luan-Citele.jpg\" class=\"slider-5103 slide-5132\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"5_Mesa 2 foto por Luan Citele\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.378881987578%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/5_Mesa-2-foto-por-Luan-Citele.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/5_Mesa-2-foto-por-Luan-Citele-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/5_Mesa-2-foto-por-Luan-Citele-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">2\u00aa mesa-redonda: \u201cCorpo pendular: a performatividade do cotidiano e da jornada da periferia\u201d<br \/><br \/>Mesas redondas da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo). Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2024. Fotos: Luan Citele<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-5133 ms-image\"><img width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/6_Mesa-2_Gabriella-Marinho_Foto-por-Luan-Citele.jpg\" class=\"slider-5103 slide-5133\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"6_Mesa 2_Gabriella Marinho_Foto por Luan Citele\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.378881987578%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/6_Mesa-2_Gabriella-Marinho_Foto-por-Luan-Citele.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/6_Mesa-2_Gabriella-Marinho_Foto-por-Luan-Citele-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/6_Mesa-2_Gabriella-Marinho_Foto-por-Luan-Citele-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Gabriella Marinho<br \/><br \/>Mesas redondas da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo). Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2024. Fotos: Luan Citele<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-5134 ms-image\"><img width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/7_Mesa-2_Antonio-Amador_Foto-por-Luan-Citele.jpg\" class=\"slider-5103 slide-5134\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"7_Mesa 2_Ant\u00f4nio Amador_Foto por Luan Citele\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.378881987578%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/7_Mesa-2_Antonio-Amador_Foto-por-Luan-Citele.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/7_Mesa-2_Antonio-Amador_Foto-por-Luan-Citele-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/7_Mesa-2_Antonio-Amador_Foto-por-Luan-Citele-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Ant\u00f4nio Amador<br \/><br \/>Mesas redondas da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo). Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2024. Fotos: Luan Citele<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-5135 ms-image\"><img width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/8_Mesa-3_foto-por-Luan-Citele.jpg\" class=\"slider-5103 slide-5135\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"8_Mesa 3_foto por Luan Citele\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.378881987578%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/8_Mesa-3_foto-por-Luan-Citele.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/8_Mesa-3_foto-por-Luan-Citele-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/8_Mesa-3_foto-por-Luan-Citele-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">3\u00aa mesa-redonda: \u201cFiccionar futuros: pr\u00e1ticas insurgentes das periferias\u201d.<br \/><br \/>Mesas redondas da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo). Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2024. Fotos: Luan Citele<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-5136 ms-image\"><img width=\"667\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/9_Mesa-3_Gabi-Bandeira_Foto-por-Luan-Citele.jpg\" class=\"slider-5103 slide-5136\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"9_Mesa 3_Gabi Bandeira_Foto por Luan Citele\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.212571428571%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/9_Mesa-3_Gabi-Bandeira_Foto-por-Luan-Citele.jpg 667w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/9_Mesa-3_Gabi-Bandeira_Foto-por-Luan-Citele-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Gabi Bandeira<br \/><br \/>Mesas redondas da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo). Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2024. Fotos: Luan Citele<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-5137 ms-image\"><img width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/10_Mesa-3_Rothyer_Foto-por-Luan-Citele.jpg\" class=\"slider-5103 slide-5137\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"10_Mesa 3_Rothyer_Foto por Luan Citele\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.378881987578%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/10_Mesa-3_Rothyer_Foto-por-Luan-Citele.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/10_Mesa-3_Rothyer_Foto-por-Luan-Citele-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/10_Mesa-3_Rothyer_Foto-por-Luan-Citele-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Rothyer Kali<br \/><br \/>Mesas redondas da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo). Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, 2024. Fotos: Luan Citele<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong><em>M\u00e9lanie<\/em><\/strong>: A cria\u00e7\u00e3o da confer\u00eancia, para mim, tem um sentido de disputa simb\u00f3lica. Estamos falando de um dia inteiro dedicado \u00e0 arte dentro do Teatro Municipal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, no centro da cidade. Trata-se de afirmar esse territ\u00f3rio como espa\u00e7o de di\u00e1logo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Coarco nasce tamb\u00e9m dos nossos atravessamentos como fazedores de cultura desse lugar. Essa migra\u00e7\u00e3o pendular que realizamos diariamente em busca de conhecimento ou trabalho com arte fora do territ\u00f3rio igualmente nos impulsiona a criar a\u00e7\u00f5es e forma\u00e7\u00f5es aqui. Queremos que artistas de S\u00e3o Gon\u00e7alo possam ir ao Rio n\u00e3o por necessidade, mas por escolha.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com pouco tempo de divulga\u00e7\u00e3o e num dia de chuva intensa, o teatro recebeu um p\u00fablico significativo. Isso confirma o que j\u00e1 percebemos: h\u00e1 muitos artistas e pessoas interessadas em arte na cidade, mas que ainda precisam sair daqui para produzir e se formar. O p\u00fablico presente mostrou essa pot\u00eancia, e isso tamb\u00e9m se conecta ao tema que escolhemos para inaugurar a primeira edi\u00e7\u00e3o e que conduz os debates ao longo do dia. Voc\u00ea quer falar um pouco da escolha desse tema e do t\u00edtulo \u201cN\u00f3s somos daquela Terra: Di\u00e1logos cruzados entre arte e territ\u00f3rio\u201d?<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Savio<\/em><\/strong>: Posso sim, e para isso trouxe uma frase do N\u00eago Bispo que foi proposta quando est\u00e1vamos refletindo sobre a titula\u00e7\u00e3o dessa edi\u00e7\u00e3o da confer\u00eancia: \u201cChegamos como habitantes, em qualquer ambiente, e vamos nos transformando em compartilhantes. [&#8230;] Somos apenas moradores quando n\u00e3o temos uma rela\u00e7\u00e3o de pertencimento\u201d<strong><sup>1<\/sup><\/strong>. Ent\u00e3o, emanar nesses indiv\u00edduos, que s\u00e3o perif\u00e9ricos ou est\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o direta com essas periferias, que a experi\u00eancia territorial precisa ser performada de outra forma, contra a l\u00f3gica subjugadora, por exemplo, de cidade-dormit\u00f3rio, foi urgente pra n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s somos daquela Terra\u201d nasceu dessa provoca\u00e7\u00e3o de N\u00eago Bispo acerca da rela\u00e7\u00e3o entre moradia e pertencimento. Para n\u00f3s, essa frase carrega um duplo sentido: de um lado, expressa o v\u00ednculo profundo do sujeito com a terra, mat\u00e9ria constantemente cimentada e rejeitada em nome do desenvolvimento urbano; de outro, traduz a experi\u00eancia comum a muitos artistas gon\u00e7alenses, que vivenciam o \u00eaxodo municipal e s\u00f3 encontram seus pares, artistas e pensadores da arte, fora dos limites da cidade. Nesse deslocamento, o \u201cdaquela\u201d ganha for\u00e7a como fala de quem est\u00e1 distante, mas que afirma o pertencimento: \u201cn\u00f3s somos\u201d, mesmo em aus\u00eancia, mantendo no cora\u00e7\u00e3o a identidade atrelada ao territ\u00f3rio. Assim, \u201cN\u00f3s somos daquela Terra: Di\u00e1logos cruzados entre arte e territ\u00f3rio\u201d tornou-se um t\u00edtulo capaz de condensar imagens e desejos que nos movem: fazer da confer\u00eancia um espa\u00e7o para conversar sobre arte em S\u00e3o Gon\u00e7alo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>M\u00e9lanie<\/em><\/strong>: Voc\u00ea trouxe muito do que atravessou nossa escolha de tema. N\u00e3o poder\u00edamos inaugurar uma conversa sobre arte sem fincar os p\u00e9s nesse territ\u00f3rio. S\u00e3o Gon\u00e7alo foi nosso ponto de partida inegoci\u00e1vel. A escolha dos artistas tamb\u00e9m nasceu desse gesto. Quer\u00edamos vozes que conhecessem, no corpo, o movimento de pendula\u00e7\u00e3o: sair de suas margens em dire\u00e7\u00e3o ao chamado \u201ccentro\u201d. Mas que centro \u00e9 esse? Esses artistas, ao atravessarem essa migra\u00e7\u00e3o cotidiana, quando chegam a esse suposto centro, n\u00e3o se apresentam apenas como ceramistas, escultores, curadores ou performers. Antes de qualquer t\u00edtulo, afirmam: \u201csou de S\u00e3o Gon\u00e7alo\u201d, \u201cSou cria da ZO\u201d ou \u201csou de Caxias\u201d. Nesse gesto, n\u00e3o h\u00e1 apenas nomea\u00e7\u00e3o: h\u00e1 pertencimento. O territ\u00f3rio, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 cen\u00e1rio: \u00e9 ch\u00e3o vivo, corpo presente, eixo que sustenta e convoca cada di\u00e1logo que constru\u00edmos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Savio<\/em><\/strong>: Perfeito, M\u00e9lanie!<\/p>\n\n\n\n<p>Outro movimento basilar para a constru\u00e7\u00e3o da primeira Coarco foi a curadoria das mesas, n\u00e9! Como esses agenciadores est\u00e3o se relacionando com seus territ\u00f3rios? Que encontros gostar\u00edamos de fomentar nesse dia de conversas? Conversar em S\u00e3o Gon\u00e7alo, somente com pessoas de S\u00e3o Gon\u00e7alo para um p\u00fablico de S\u00e3o Gon\u00e7alo \u00e9 nosso objetivo para essa programa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de questionamentos como esses, percebemos que a conversa de \u201cperiferia\u201d \u00e9 tamb\u00e9m uma conversa de \u201ccentro\u201d, a conversa de \u201cmargem\u201d \u00e9 tamb\u00e9m uma conversa de \u201cmeio\u201d e, aqui, nos interessou expandir a no\u00e7\u00e3o de periferias, entendendo n\u00e3o s\u00f3 os lugares em torno do centro, mas como esse v\u00ednculo com o centro pode ser estrat\u00e9gico. Assim, S\u00e3o Gon\u00e7alo, Br\u00e1s de Pina, Duque de Caxias e Aracaju, conex\u00f5es que outrora seriam improv\u00e1veis, se tornaram essenciais na composi\u00e7\u00e3o das nossas mesas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>M\u00e9lanie<\/em><\/strong>: Outro gesto fundamental para a curadoria dessas mesas foi trazer para S\u00e3o Gon\u00e7alo artistas, professores e curadores que habitam a cena nacional. Se com alguns nomes locais j\u00e1 cultivamos di\u00e1logos \u2014 Gabriella Marinho, Gabi Bandeira ou Jefferson Medeiros \u2014, a presen\u00e7a de outros, como Guilherme Vergara, professor da Universidade Federal Fluminense, ou Ant\u00f3nio Amador, artista que esteve na 35\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo (2023), carrega um peso simb\u00f3lico. Esse movimento inverte a l\u00f3gica habitual. Esse deslocamento \u00e9 disputa, \u00e9 gesto pol\u00edtico. Ele tensiona a no\u00e7\u00e3o de centro e reorienta o olhar para S\u00e3o Gon\u00e7alo, n\u00e3o mais como periferia, mas como territ\u00f3rio de encontro. O que se produziu ali n\u00e3o foi s\u00f3 proximidade, mas v\u00ednculo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Savio<\/em><\/strong>: Essa proposta de reorientar S\u00e3o Gon\u00e7alo como lugar de encontro me fez lembrar que, no dia da confer\u00eancia, havia na plateia muitas pessoas que n\u00e3o eram da cidade. De certo modo, conseguimos instaurar um outro movimento: um fluxo capital-periferia. Esse atravessamento, inclusive, \u00e9 um dos fundamentos da plataforma art\u00edstico-pedag\u00f3gica que criamos, n\u00e9, M\u00e9lanie? Para contextualizar um pouco mais quem nos l\u00ea, a Defluxo \u00e9 um exerc\u00edcio de cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os entre fluxos \u2014 ou de suscitar fluxos contr\u00e1rios dentro das quest\u00f5es da arte contempor\u00e2nea. Chamamos isso de Plataforma Defluxo, e quem quiser conhecer mais pode encontrar nossa p\u00e1gina no Instagram com o mesmo nome. Mas, voltando \u00e0 curadoria de mesas e participantes, acho que agora podemos falar sobre os temas que dispararam cada di\u00e1logo cruzado. O que voc\u00ea acha, M\u00e9lanie?<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>M\u00e9lanie<\/em><\/strong>: Acredito que podemos come\u00e7ar pela primeira mesa, que carrega o tema \u201cArte-educa\u00e7\u00e3o: O papel do artista na constru\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio perif\u00e9rico\u201d. Podemos perceber que \u00e9 a mesa com o tema da educa\u00e7\u00e3o que abre o evento. Existe uma fala que o pr\u00f3prio cr\u00edtico de arte e professor Jo\u00e3o Ov\u00eddio vai falar no meio dessa mesa que, pra mim, faz muito sentido, que \u00e9 o fato de n\u00e3o acreditar numa produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica ou cultural que n\u00e3o considere a educa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, come\u00e7ar essa confer\u00eancia com o tema da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito potente. Al\u00e9m do Jo\u00e3o Paulo Ov\u00eddio, que \u00e9 de Caxias, tivemos o Ivan de Oliveira e o Jefferson Medeiros, ambos artistas e educadores de S\u00e3o Gon\u00e7alo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Savio<\/em><\/strong>: Inclusive a primeira fala, da primeira mesa, da primeira confer\u00eancia de arte de S\u00e3o Gon\u00e7alo, \u00e9 uma fala do Ivan de Oliveira. O Ivan \u00e9 artista e ator h\u00e1 muito tempo, tamb\u00e9m \u00e9 educador de escola p\u00fablica no munic\u00edpio de S\u00e3o Gon\u00e7alo. Conheci o Ivan de Oliveira incentivando e apoiando o trabalho do Fernando Mattos no Col\u00e9gio Walter Orlandini, onde eram realizadas oficinas de teatro para os estudantes interessados. Para al\u00e9m da imagem de um mestre vivo, tamb\u00e9m est\u00e1 no meu imagin\u00e1rio a refer\u00eancia de um trabalho art\u00edstico enraizado. Para al\u00e9m de ressoar no teatro, o Ivan ressoa na composi\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio de jovens que ainda est\u00e3o tentando entender onde podem pisar. Ele inicia sua fala assim:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Eu fa\u00e7o parte da comunidade do Complexo do Salgueiro, onde s\u00f3 a for\u00e7a policial \u00e9 presente naquele lugar. E quando a gente traz o aluno para esse momento transformador atrav\u00e9s da arte, ele descobre outras oportunidades para al\u00e9m da que ele est\u00e1 inserido. Esse \u00e9 meu papel.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, pensando no tema dessa mesa, o Ivan se porta como motor do imagin\u00e1rio perif\u00e9rico, justamente por instaurar modos de perman\u00eancia no campo art\u00edstico e art\u00edstico-pedag\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>M\u00e9lanie<\/em><\/strong>: H\u00e1 algo precioso no fato de o Ivan ter sido professor de tantos artistas. Ele encarna a pot\u00eancia do educador da escola p\u00fablica, aquele que, no cotidiano da sala de aula, abre mundos poss\u00edveis. Eu mesma, quando entrei na gradua\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o acreditava que seria vi\u00e1vel viver de arte. Imagina, ent\u00e3o, na escola b\u00e1sica. E, no entanto, quantos n\u00e3o se tornaram artistas a partir desse encontro com Ivan? Ele foi espelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso tamb\u00e9m fez sentido trazer Jo\u00e3o Paulo Ov\u00eddio para o di\u00e1logo. Ele pr\u00f3prio afirma:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Este ano completo dez anos de atua\u00e7\u00e3o no campo da arte-educa\u00e7\u00e3o, e minha primeira experi\u00eancia foi no meu territ\u00f3rio, o que n\u00e3o \u00e9 uma realidade para todo mundo.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Sua trajet\u00f3ria na Baixada \u00e9 gesto de autorrefer\u00eancia: ao publicar seu livro, escreve sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e inscreve seu territ\u00f3rio nas narrativas de hist\u00f3ria da arte.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu vejo, no trabalho curatorial e pedag\u00f3gico que Ov\u00eddio tem realizado, uma forma de se enunciar no mundo, sabe? Na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Baixada Fluminense, em Duque de Caxias, Ov\u00eddio reinventa o curr\u00edculo. Em suas aulas, convoca refer\u00eancias art\u00edsticas da Baixada, devolve \u00e0 universidade o que \u00e9 da margem, reordena os lugares de fala e de saber. \u00c9 por isso que o convidamos para S\u00e3o Gon\u00e7alo: para pensar como tamb\u00e9m podemos articular nossas pr\u00f3prias refer\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"824\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/Fig-1_Livro-Joao-Paulo-Ovidio_Foto-por-Ximenne-Freitas.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6313\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/Fig-1_Livro-Joao-Paulo-Ovidio_Foto-por-Ximenne-Freitas.jpeg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/Fig-1_Livro-Joao-Paulo-Ovidio_Foto-por-Ximenne-Freitas-300x247.jpeg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/Fig-1_Livro-Joao-Paulo-Ovidio_Foto-por-Ximenne-Freitas-768x633.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>Capa do livro de Jo\u00e3o Paulo Ov\u00eddio. <em>BXD Cria: Arte e cr\u00edtica<\/em>, 2024. Foto: Ximenne Freitas<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o que o Jefferson Medeiros trouxe para essa mesa ficou muito forte pra mim. O seu trabalho constr\u00f3i narrativas aut\u00f4nomas em corpos perif\u00e9ricos e contribui para o rompimento dos ideais coloniais. O v\u00ednculo com S\u00e3o Gon\u00e7alo me impressiona, especialmente quando ele afirma:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>O meu trabalho de arte \u00e9 a partir de S\u00e3o Gon\u00e7alo. \u00c9 a partir dessa cidade que eu construo minha vis\u00e3o de mundo, minha perspectiva de mundo.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ele fala que o trabalho dele \u00e9 uma ferramenta que projeta novos horizontes e, por isso, n\u00e3o d\u00e1 mais pra gente permitir que essa nossa hist\u00f3ria seja contada por outras pessoas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"663\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/Fig-2_-Obra-Jefferson-Medeiros.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6333\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/Fig-2_-Obra-Jefferson-Medeiros.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/Fig-2_-Obra-Jefferson-Medeiros-300x199.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/10\/Fig-2_-Obra-Jefferson-Medeiros-768x509.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>Jefferson Medeiros. <em>Sustento,<\/em> 2020, colher de pedreiro.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Foi muito importante esse momento do di\u00e1logo dessa confer\u00eancia, tanto de eles poderem ser provocados e falar quanto o momento em que a gente abriu pro p\u00fablico falar e perguntar diretamente pra eles. O que trouxe reflex\u00f5es muito importantes sobre como a gente produz esses novos horizontes. Como a gente tra\u00e7a essa hist\u00f3ria contada por n\u00f3s? Como colocamos esse trabalho como um grito?<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Savio<\/em><\/strong>: J\u00e1 na segunda mesa \u201cCorpo pendular: a performatividade do cotidiano e da jornada da periferia\u201d, buscamos refletir sobre como artistas e agentes pensam a jornada de trabalho e as demais jornadas do cotidiano. Aqui, a performatividade n\u00e3o \u00e9 entendida apenas como express\u00e3o art\u00edstica, mas tamb\u00e9m como a express\u00e3o do corpo situado nas demandas e tens\u00f5es da periferia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a presen\u00e7a de Gabriella Marinho, Alan Adi e Ant\u00f4nio Amador, iniciamos a conversa provocando nossos convidados se seria poss\u00edvel um corpo perif\u00e9rico produzir a partir do \u201c\u00f3cio criativo\u201d. \u00c0 primeira vista, nossa provoca\u00e7\u00e3o pode parecer despretensiosa, mas acredito que fomentamos trocas s\u00f3brias sobre os corpos criativos trabalhadores perif\u00e9ricos. Lembro do Alan refletindo sobre a imagem do artista-oper\u00e1rio, no\u00e7\u00e3o que atravessa suas pesquisas ao tensionar as imagens sociais associadas ao Nordeste e sua perman\u00eancia no imagin\u00e1rio nacional. Alan investiga a heran\u00e7a social dessas imagens, e em objetos, pinturas e instala\u00e7\u00f5es as conecta a quest\u00f5es centrais da sociedade brasileira, como migra\u00e7\u00e3o, economia, hist\u00f3ria e educa\u00e7\u00e3o. Uma frase que me marcou nessa reflex\u00e3o foi:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Somos oper\u00e1rios, n\u00e9? E a\u00ed: qual \u00e9 o corpo de um oper\u00e1rio? \u00c9 bravo. Cansa. Essa imagem do \u201cdom do artista\u201d, do artista com o dom, que s\u00f3 espera a inspira\u00e7\u00e3o\u2026 n\u00e3o existe. [&#8230;] Somos sapateiros, costureiros, alfaiates, cozinheiros\u2026 somos oper\u00e1rios. Dividimos, nesse sentido, as mesmas afli\u00e7\u00f5es. Ningu\u00e9m aqui \u00e9 elite.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em outro momento, percebemos na fala da Gabriella Marinho que o movimento pendular n\u00e3o se trata somente do tr\u00e2nsito entre trabalho e estudo, mas tamb\u00e9m da tarefa de equilibrar desejos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Eu nasci e vivo at\u00e9 hoje no Jardim Catarina, onde cresci. E quando me apresento falo sobre as pessoas que me criaram: minha m\u00e3e, minha av\u00f3 e minha tia \u2014 essas tr\u00eas mulheres que sempre foram pessoas em movimento. Elas sempre tentaram unir o trabalho formal, o of\u00edcio, aos processos criativos.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Isso \u00e9 algo que sempre aconteceu, desde que eu me entendo por gente. Acho que parte da minha heran\u00e7a veio justamente desse caminho: entender os processos de trabalho e conseguir unir esses processos formais com os criativos, que me formam enquanto pessoa.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A todo momento, no di\u00e1logo dessa mesa, perguntamo-nos: como produzir a partir de metodologias de reinven\u00e7\u00e3o, metodologias dissidentes ou, ainda, de recria\u00e7\u00e3o dos limites j\u00e1 inscritos em corpos perif\u00e9ricos?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nessa dire\u00e7\u00e3o que trazemos a fala de Antonio Amador, artista visual interessado em programas performativos que investigam o corpo e seus atravessamentos transdisciplinares. Junto a Jandir Jr., desenvolve o <em>Amador &amp; Jr. Seguran\u00e7a Patrimonial Ltda.<\/em>, s\u00e9rie de propostas perform\u00e1ticas realizadas em institui\u00e7\u00f5es de arte pelos pr\u00f3prios artistas trajados com uniformes de seguran\u00e7a. O trabalho parte das tens\u00f5es entre essas institui\u00e7\u00f5es e os trabalhadores que atuam cotidianamente em suas salvaguardas. Uma tens\u00e3o que existe tamb\u00e9m com as pessoas trabalhando como mediadoras, que Amador j\u00e1 assumiu em diferentes institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na fala a seguir, ele reflete sobre como uma dessas experi\u00eancias exemplifica seu pensamento em torno do \u00f3cio criativo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Veja, essa rela\u00e7\u00e3o do \u00f3cio criativo est\u00e1 muito circunscrita a um determinado tipo de classe social que o organiza nessa condi\u00e7\u00e3o. Uma pessoa que n\u00e3o necessariamente est\u00e1 preocupada, por exemplo, com o pagamento das contas, vive outra estrutura, outra sociabilidade.<\/em> <em>Eu gosto de trazer exemplos da minha vida. Em 2014 ou 2015, eu trabalhava na Caixa Cultural, no Rio de Janeiro, como monitor de exposi\u00e7\u00e3o. Naquela \u00e9poca, n\u00e3o havia banco para sentar: fic\u00e1vamos em p\u00e9 o tempo inteiro, n\u00e3o pod\u00edamos sentar. Era sempre essa din\u00e2mica, mediando as pessoas que circulavam.<\/em> <em>A Caixa era ali na Carioca, passava muita gente. Mas havia momentos em que a galeria ficava vazia e a gente precisava continuar em p\u00e9, esperando o fim do expediente. Muitas vezes, j\u00e1 t\u00ednhamos visto a exposi\u00e7\u00e3o v\u00e1rias vezes. Ent\u00e3o, tentando elaborar estrat\u00e9gias para fazer o tempo passar, eu comecei a usar os folders da programa\u00e7\u00e3o: ficava na porta, entregando e inventando falas para puxar conversa.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Por exemplo: tinha uma mostra de fotojornalismo, e eu entregava o folder dizendo \u201cOi, tudo bom? Pode tirar fotografia da realidade aqui\u201d. Muita gente s\u00f3 pegava e entrava, sem dar aten\u00e7\u00e3o. Mas algumas pessoas se interessavam, e da\u00ed a gente entrava num bate-papo ali acerca do que seria a media\u00e7\u00e3o.<\/em> <em>Esse \u00e9 um exemplo de como o \u00f3cio, nesse contexto, n\u00e3o era um tempo livre para cria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, mas uma estrat\u00e9gia de conforto mental em meio ao cansa\u00e7o corporal e \u00e0 espera.<\/em> <em>Acho que existem essas duas linhas: de um lado, a ideia moderna de \u201c\u00f3cio criativo\u201d vinculada a um sujeito artista com privil\u00e9gios; de outro, o que criamos de estrat\u00e9gias na opress\u00e3o, no sofrimento, no cansa\u00e7o cotidiano e laboral.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong><em>M\u00e9lanie<\/em><\/strong>: Realmente essa mesa foi muito preciosa. Dentro desse exerc\u00edcio de revisitar o que foi dialogado, uma fala da artista Gabriella Marinho me marcou profundamente. Ela falou sobre a experi\u00eancia de se identificar e transitar atrav\u00e9s do barro. Ao discutir o \u00f3cio criativo, explicou que cria e trabalha no mesmo territ\u00f3rio em que vive.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da pergunta se seria poss\u00edvel encontrar \u00f3cio criativo em um corpo exausto, Gabriella respondeu que, em casa, a ansiedade a consome. Seu caminho \u00e9 se voltar para o territ\u00f3rio: ela sai, caminha pelo bairro, observa o ch\u00e3o, o barro, e nessa reconex\u00e3o encontra energia para retomar o trabalho. A partir disso, ela define como enxerga sua rela\u00e7\u00e3o com seu trabalho:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Ent\u00e3o eu penso e tento me enxergar atrav\u00e9s do material que eu uso. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um material que define a linguagem do meu trabalho, mas tamb\u00e9m o jeito como eu me coloco no mundo.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito bonito como ela constr\u00f3i essa rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio, o lugar de onde vem, onde atua, onde cresce, onde reconhece v\u00ednculos com as pessoas. Mais do que isso, ela utiliza esse ch\u00e3o, esse barro, como mat\u00e9ria para desenvolver sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Para quem n\u00e3o conhece, Gabriella trabalha tanto com o barro do territ\u00f3rio onde mora quanto dos lugares por onde transita. Se est\u00e1 em S\u00e3o Paulo, coleta o barro de l\u00e1. Se est\u00e1 no Rio, usa o barro do Rio. Em resid\u00eancias fora do pa\u00eds, traz o barro desses outros lugares. Assim, sua obra se torna tamb\u00e9m um tr\u00e2nsito feito corpo-ch\u00e3o-cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"682\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-3a_Obra-Gabriella-Marinho_Serie-Caminhos-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5154\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-3a_Obra-Gabriella-Marinho_Serie-Caminhos-1.jpeg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-3a_Obra-Gabriella-Marinho_Serie-Caminhos-1-300x205.jpeg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-3a_Obra-Gabriella-Marinho_Serie-Caminhos-1-768x524.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>Gabriella Marinho. S\u00e9rie <em>Caminhos<\/em>, 2024<br>a)&nbsp;Anota\u00e7\u00f5es atr\u00e1s da tela das datas e lugares das terras coletadas de 2018 at\u00e9 2024<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"1016\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-3b_Obra-Gabriella-Marinho_Serie-Caminhos-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5156\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-3b_Obra-Gabriella-Marinho_Serie-Caminhos-1.jpeg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-3b_Obra-Gabriella-Marinho_Serie-Caminhos-1-295x300.jpeg 295w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-3b_Obra-Gabriella-Marinho_Serie-Caminhos-1-768x780.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>Gabriella Marinho. S\u00e9rie <em>Caminhos<\/em>, 2024<br>b) S\u00e9rie <em>Caminhos<\/em>, 2024<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em>Savio<\/em><\/strong>: Esse gancho do trabalho da Marinho com o que estamos tentando pensar junto dessa edi\u00e7\u00e3o da revista ficou muito interessante! Agora vai ser dif\u00edcil dissociar a pr\u00e1tica da Gabriella desse conceito. Se todos os problemas fossem bonitos como esse, n\u00e9!<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, vamos para o terceiro e \u00faltimo di\u00e1logo cruzado com o tema \u201cFiccionar futuros: pr\u00e1ticas insurgentes das periferias\u201d. Aqui, partimos da compreens\u00e3o de que imaginar \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para poder. \u00c9 preciso ficcionar sobre um futuro melhor para que um futuro poss\u00edvel exista. Quase como um exerc\u00edcio de sustentar perspectivas. Por\u00e9m, em um ambiente colonizado, os sujeitos s\u00e3o privados dessa faculdade: n\u00e3o se permite fabular, n\u00e3o se alimenta o imagin\u00e1rio, n\u00e3o se cultiva a perspectiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendemos que a cidade \u00e9 um territ\u00f3rio marcado por experi\u00eancias coletivas, e a\u00ed a gente j\u00e1 come\u00e7a a se indagar no contexto da cidade perif\u00e9rica se \u00e9 poss\u00edvel entrela\u00e7ar as rela\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de forma que essas delimita\u00e7\u00f5es territoriais sejam alteradas, mudando assim as rela\u00e7\u00f5es simbi\u00f3ticas e experi\u00eancias compartilhadas. N\u00e3o se trata apenas de trabalhar ou produzir, mas tamb\u00e9m de habitar o campo das ideias. \u00c0s vezes, at\u00e9 mesmo de habitar o descanso, para ent\u00e3o habitar o pensamento. Foi nesse horizonte que recebemos Gabriela Bandeira, Guilherme Vergara e Rothyer Kali.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>M\u00e9lanie<\/em><\/strong>: Uma das coisas mais interessantes nesse di\u00e1logo foi a sua pergunta sobre como a atua\u00e7\u00e3o de artistas como Rothyer e Gabi pode ser um prop\u00f3sito de futuros, de ficcionar esses futuros. Lembro que Rothyer, ao se apresentar, disse que era <em>pioneira<\/em> da cultura ballroom em S\u00e3o Gon\u00e7alo. A cultura ballroom \u00e9 um movimento art\u00edstico, social e pol\u00edtico criado por pessoas LGBTQIAPN+ negras e latinas, que surgiu nos Estados Unidos nos anos 70 como uma resposta \u00e0 exclus\u00e3o e uma forma de resist\u00eancia, acolhimento e afirma\u00e7\u00e3o de identidade. Ser <em>pioneira<\/em> neste contexto parece duplamente potente, assumindo ser a primeira pessoa a praticar e articular essa cultura em um territ\u00f3rio. Para isso, ela buscou conhecimento no Rio de Janeiro e j\u00e1 viajou para v\u00e1rios estados no Brasil para viver a cultura ballroom.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao responder, ela destacou como a cultura ballroom pode ser uma casa para pessoas socialmente exclu\u00eddas por diferentes raz\u00f5es. Uma casa no sentido de abrigo, de respiro, de cuidado e de possibilidade de exist\u00eancia. Afinal, como pensar em futuros se o b\u00e1sico da exist\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 garantido? Nessa perspectiva, a atua\u00e7\u00e3o na ballroom \u00e9, antes de tudo, sobre ter uma casa, um lar, um lugar para existir, para depois poder criar e caminhar artisticamente.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"1118\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-4_Rothyer-Kali_por-Axe-Bonekey-e-Mari-Muri-007.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5149\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-4_Rothyer-Kali_por-Axe-Bonekey-e-Mari-Muri-007.jpeg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-4_Rothyer-Kali_por-Axe-Bonekey-e-Mari-Muri-007-268x300.jpeg 268w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-4_Rothyer-Kali_por-Axe-Bonekey-e-Mari-Muri-007-916x1024.jpeg 916w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-4_Rothyer-Kali_por-Axe-Bonekey-e-Mari-Muri-007-768x859.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>Rothyer Kali, 2025. Foto: Ax\u00e9 Bonekey e Mari Muri.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ainda nessa mesa, tivemos a artista Gabriela Bandeira. Gabi tem um programa\/laborat\u00f3rio de a\u00e7\u00f5es chamado aGradim, onde articula for\u00e7as coletivas para examinar as muta\u00e7\u00f5es urbanas, os ecossistemas, criando uma mobiliza\u00e7\u00e3o de novas pr\u00e1ticas que desorganizam o meio e proporcionam novos modos de enxergar o cotidiano. Esse projeto acontece na Praia das Pedrinhas, em S\u00e3o Gon\u00e7alo, onde tem uma comunidade enorme de pescadores regionais. Na sua apresenta\u00e7\u00e3o, ela fala sobre como a gente tem desencantado com os nossos corpos. A cidade est\u00e1 precisando se reencantar de novo, e n\u00f3s, artistas, estamos a servi\u00e7o tamb\u00e9m de desenvolver n\u00e3o s\u00f3 a repeti\u00e7\u00e3o, mas de pensar narrativas de encantamento. E ela complementa:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>No in\u00edcio de outubro, retomei uma viv\u00eancia antiga. Quando era crian\u00e7a, frequentava muito a Praia da Luz, Itaoca e Ita\u00fana. Mas, \u00e0 medida que a seguran\u00e7a na cidade foi mudando, tornou-se cada vez mais dif\u00edcil adentrar essas regi\u00f5es, n\u00e3o s\u00f3 para pescadores, mas para toda a popula\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Gon\u00e7alo.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Consegui, ent\u00e3o, desenvolver um trabalho l\u00e1, atendendo 19 jovens de uma escola, o CIEP Carlos Marighella, que fica em Itaoca. Fui atrav\u00e9s do projeto Mangue Doce, que visa a cria\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de educa\u00e7\u00e3o ambiental ligadas ao mel produzido no manguezal. Dos 19 jovens, 16 eram filhos de pescadores artesanais. E todos eles sabiam o nome das esp\u00e9cies que viviam naquele manguezal. Isso \u00e9 ci\u00eancia e riqueza.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-5_aGradim_Gabi.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5152\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-5_aGradim_Gabi.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-5_aGradim_Gabi-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-5_aGradim_Gabi-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>Gabi Bandeira. A\u00e7\u00f5es de pescadores locais no Agradim &#8211; ano 2024, Foto: Guar\u00e1.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O que me parece mais potente nessas atua\u00e7\u00f5es, tanto de Rothyer quanto de Gabriela, \u00e9 que n\u00e3o se trata apenas de buscar conhecimentos fora, mas de retornar. A volta se torna at\u00e9 mais importante que a ida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Savio<\/em><\/strong>: M\u00e9lanie, que luxo sermos contempor\u00e2neos de Rothyer Kali e Gabi Bandeira! \u00c0s vezes fico contemplando o qu\u00e3o bonito \u00e9 compartilharmos o tempo com essas pessoas que admiramos profundamente. Podemos perceber nesses agentes (curadores, artistas, pesquisadores, educadores ou produtores) um modo de pensar que n\u00e3o se limita \u00e0 l\u00f3gica racional.<\/p>\n\n\n\n<p>Se fosse apenas pela l\u00f3gica, n\u00e3o haveria motivos para que retornassem \u00e0s suas comunidades, muitas vezes carentes de refer\u00eancias, de fomento ou de oportunidades. Mas o retorno acontece porque se pensa tamb\u00e9m com outros \u00f3rg\u00e3os, com outros organismos \u2014 um pensar visceral e desobediente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>M\u00e9lanie<\/em><\/strong>: Concordo, Savio. Penso que, ao longo da hist\u00f3ria da arte, naturalizou-se a produ\u00e7\u00e3o a partir do olhar do outro, esse outro que passa a escrever, interpretar e criticar o que emerge de nossos territ\u00f3rios. Essa l\u00f3gica nos silencia, porque deixa de registrar nossas pr\u00f3prias cria\u00e7\u00f5es, de narrar nossas pr\u00f3prias revolu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 primordial retomar o olhar para o nosso territ\u00f3rio. Como a Gabi Bandeira falou, \u201cse estivermos sempre direcionados ao centro (o centro do Rio, que \u00e9 tamb\u00e9m centro das disputas) estaremos sempre atrasados\u201d. Mas, se colocarmos nossa aten\u00e7\u00e3o, nosso corpo, no nosso ch\u00e3o, no nosso territ\u00f3rio, naquilo que estamos produzindo, pensando e articulando, a l\u00f3gica se inverte, pois estaremos produzindo a partir de onde estamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, \u00e9 fundamental pontuar: h\u00e1 gente produzindo conhecimento nesse territ\u00f3rio. H\u00e1 gente produzindo futuro nesse lugar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Savio<\/em><\/strong>: Como fechamento das nossas contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 1\u00aa Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo, deixamos uma fala, uma imagem, uma cena do \u00faltimo di\u00e1logo cruzado com nosso professor e amigo Luiz Guilherme Vergara.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Eu acho muito importante que a gente n\u00e3o transforme o termo sonhar em uma aliena\u00e7\u00e3o do real. Os artistas s\u00e3o agentes de um \u201csonhar diurno\u201d, porque eles trabalham \u2014 e trabalhar \u00e9 sonhar tamb\u00e9m. N\u00e3o \u00e9 um sonhar alienante, de fuga da realidade. \u00c9 um sonhar que se comprova. Estamos aqui para isso.<\/em> <em>A arte vem de uma forma que n\u00e3o \u00e9, muitas vezes, imediata. Mas ela toca na ess\u00eancia do que significa estar vivo. Porque, sim, voc\u00ea pode adiar seus sonhos, seus talentos, pode ir comprando compensa\u00e7\u00f5es de consumo. Mas quando a gente tem pessoas como essas aqui, elas s\u00e3o disparadoras de centelhas \u2014 e n\u00e3o \u00e9 para fugir.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Eu estou aqui porque acredito na import\u00e2ncia de todas essas pessoas-agentes de transforma\u00e7\u00f5es de S\u00e3o Gon\u00e7alo. Estive v\u00e1rias vezes com estudantes de S\u00e3o Gon\u00e7alo da UFF. Esse engajamento traz uma for\u00e7a vital que \u00e9 muito diferente de uma pessoa de classe m\u00e9dia, confort\u00e1vel. Essa resili\u00eancia \u00e9 um fator fundamental das transforma\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.<\/em> <em>\u00c9 o que eu chamo de pragmatismo ut\u00f3pico: pensar o real, mas n\u00e3o se acomodar com o real que est\u00e1 dado agora.<\/em> <em>E eu digo isso reconhecendo tamb\u00e9m o que a Gabi falou: toda essa esfera de poderes paralelos que atravessa a Baixada, os inc\u00eandios, os territ\u00f3rios ind\u00edgenas amea\u00e7ados\u2026 Existe todo um universo de alerta, de desencanto.<\/em> <em>Mas a\u00ed entra a pergunta: como a gente usa essa adversidade como entendimento de uma necessidade vital da arte?<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>N\u00f3s encerramos aqui esse di\u00e1logo a partir da primeira edi\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia de Arte Contempor\u00e2nea de S\u00e3o Gon\u00e7alo (Coarco), que agora reverbera na edi\u00e7\u00e3o <em>\u201c<\/em>Corpo, Ch\u00e3o, Cora\u00e7\u00e3o<em>\u201d<\/em> da <em>Revista Mesa<\/em>. Para quem quiser se aprofundar, estamos disponibilizando abaixo os links das conversas na \u00edntegra, junto aos nossos contatos no Instagram.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-6_Encerramento-foto-por-Citele.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5159\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-6_Encerramento-foto-por-Citele.jpg 1000w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-6_Encerramento-foto-por-Citele-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2025\/09\/Fig-6_Encerramento-foto-por-Citele-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>Encerramento da 1\u00aa Coarco de S\u00e3o Gon\u00e7alo. Foto: Luan Citele<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>N\u00f3s somos M\u00e9lanie Mozzer e Savio Ribeiro, e queremos agradecer profundamente \u00e0 <em>Revista Mesa<\/em> pelo convite e a Luiz Guilherme Vergara e Jessica Gogan, que caminharam junto conosco nesse processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguimos juntos, produzindo, pensando e sonhando futuros a partir desse ch\u00e3o. Muito obrigado!&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Link para acessar o v\u00eddeo completo das mesas: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@COARCO_SG\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Confer\u00eancia de Artes Contempor\u00e2neas de S\u00e3o Gon\u00e7alo &#8211; YouTube<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Instagram: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/plataforma.defluxo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.instagram.com\/plataforma.defluxo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>M\u00e9lanie Mozzer<\/em><\/strong> <br>M\u00e9lanie Mozzer \u00e9 arte-educadora e curadora, cria de S\u00e3o Gon\u00e7alo, territ\u00f3rio que a atravessa e ensina todos os dias. Bacharel em Artes pela Universidade Federal Fluminense, atua entre produ\u00e7\u00e3o cultural, curadoria e educa\u00e7\u00e3o, sempre a partir de uma escuta atenta e de um olhar contracolonial. Idealizou e dirige a Plataforma Defluxo, espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o em artes visuais e educa\u00e7\u00e3o. Sua pr\u00e1tica busca tensionar os modos de produ\u00e7\u00e3o de saberes, criando espa\u00e7os de escuta, presen\u00e7a e troca, onde corpos dissidentes possam imaginar juntos. Integra a equipe de educa\u00e7\u00e3o do Instituto Moreira Salles.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Savio Ribeiro<\/em><\/strong> <br>Savio Ribeiro \u00e9 mestrando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos Contempor\u00e2neos das Artes pela Universidade Federal Fluminense e graduado em Artes pela mesma institui\u00e7\u00e3o (2024) com a pesquisa <em>Bege N\u00e3o \u00c9 Cor de Pele<\/em>, dedicada \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o de cor, representa\u00e7\u00e3o e racialidade. Atua em performance, pedagogias cr\u00edticas e pr\u00e1ticas c\u00eanicas dissidentes. Cofundador da Plataforma Defluxo, territ\u00f3rio art\u00edstico-pedag\u00f3gico de curadoria colaborativa e investiga\u00e7\u00f5es performativas, onde desenvolve pesquisas e pr\u00e1ticas voltadas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e \u00e0 cr\u00edtica das artes. Integra tamb\u00e9m a equipe do Centro de Artes da UFF, colaborando na montagem de exposi\u00e7\u00f5es e no di\u00e1logo entre artistas, curadorias e institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><sup>1<\/sup><\/strong> BISPO, N\u00eago. <em>a terra d\u00e1, a terra quer<\/em>, S\u00e3o Paulo: Ubu Editora, 2023, 38.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s somos daquela Terra: Di\u00e1logos cruzados entre arte e territ\u00f3rio M\u00e9lanie Mozzer e Savio Ribeiro Em 2024, tivemos o grande prazer de realizar a primeira edi\u00e7\u00e3o da Coarco (Confer\u00eancia de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4632"}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4632"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4632\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6336,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4632\/revisions\/6336"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/7\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}