Nº7 Corpo chão coração
Imagem capa: Entrevista Raça, gênero e território: agenda das mudanças climáticas  
Entrevista com Diosmar Filho, 2023. Frame.

Raça, gênero e território: agenda das mudanças climáticas
Entrevista com Diosmar Filho

Por Susan Thomson

Em colaboração com Luiz Guilherme Vergara e Jessica Gogan

Diosmar Filho se reconhece como geógrafo-documentarista. Nascido em 1979, é filho de Osàlufan e Ogan de Omolu no Ilê Asè Oyà Tolà no distrito de Passagem dos Teixeiras (Candeias, Bahia). Há mais de duas décadas vive na cidade de Salvador, onde encontrou, no movimento de luta contra o racismo e a exclusão socioambiental da população negra urbana e rural, caminhos para viver a Geografia do Sul. Geógrafo formado pela Universidade Católica do Salvador (UCSal) e mestre em geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), tem desenvolvido estudos, pesquisas e publicado livros e artigos que contribuem para os processos de reconhecimento e conquista dos territórios ancestrais da população negra quilombola e povos de terreiro de candomblé no estado da Bahia. É doutor em geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), no estado do Rio de Janeiro. 

Pesquisador da agenda ambiental e climática, coordenou o projeto “Mudanças Climáticas em face do Reconhecimento dos Territórios Negros” da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN). É cofundador e pesquisador da IYALETA: Pesquisa, Ciências e Humanidades, onde coordena o projeto “Amazônia Legal Urbana: Análises socioespaciais de Mudanças Climáticas” (2020/2022) e lidera a linha de pesquisa “Desigualdades e Mudanças Climáticas”. É autor do livro A Geopolítica do Estado e o Território Quilombola no século XXI (Paco Editorial, 2018). Como documentarista, assina a direção do Igi Oba Nile – Memórias de Mãe Raidalva (N5 Filmes, 2014, 66 min).

Sua obra mais recente é a autoria e direção do documentário Terras que libertam – histórias dos Cupertinos (Ajayô Filmes, 2021, 52 min), que retrata uma trajetória da população negra quilombola na Chapada Diamantina. O filme conta a história de um movimento de liberdade liderado pelos irmãos Júlio Cupertino e Jaime Cupertino, insurgentes em consciência negra — no sentido de terem nascido e viverem nas terras ancestrais quilombolas da Caatinga —, e revela a contemporaneidade da luta quilombola pelos direitos territoriais e sociais, a defesa do Território Quilombola de Vazante contra a Barragem Baraúnas e a liberdade do guerreiro Júlio Cupertino, ancestral no Território de Baixão Velho.

Diosmar foi entrevistado como parte da residência artística de Susan Thomson com o Instituto Mesa, em 2022, que contou com o apoio internacional do Programa Plural do British Council. Ao longo da residência, Susan realizou o curta-metragem Tybyra e o Arlequim. Trechos da entrevista com Diosmar aparecem em seu filme, aqui publicado na íntegra numa edição especial em colaboração com Diosmar. 

Agradecemos imensamente a Diosmar Filho e Susan Thomson, a Rodolfo Rizzo, da Maçã Verde Filmes, pela edição, e a British Council, pelo apoio fundamental. Um agradecimento especial pela colaboração com as imagens e a música a Alexandra Pessoa, a Amazônia Real, a Associação de Pesquisa Iyaleta pelos dados da pesquisa Amazônia Legal Urbana: Análises Socioespaciais de Mudanças Climáticas, a Maurício Lorenço e a Nelson Maca.

Links adicionais
@diosmarfilho

Amazônia Real
https://amazoniareal.com.br/por-que/

Associação de Pesquisa Iyaleta
https://iyaleta.org/quem-somos/conselho-cientifico/

Música: “Baba”
Poema de Nelson Maca “O rei que seja eu”
Voz e extintor: Alexandra Pessoa
Piano elétrico: Maurício Lorenço
Álbum: Visita, 2017
https://deezer.page.link/nuxAriwGYg4Ht3Jy9

Trailer: Terras que Libertam
https://youtu.be/qXzds1wmoU0?feature=shared