{"id":816,"date":"2021-03-28T15:21:14","date_gmt":"2021-03-28T18:21:14","guid":{"rendered":"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/?post_type=portfolio&#038;p=816"},"modified":"2021-04-08T22:48:07","modified_gmt":"2021-04-09T01:48:07","slug":"raquel-danielli","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/portfolio\/raquel-danielli\/","title":{"rendered":"Somos \u00e1rvore:  escreviv\u00eancias e (des)constru\u00e7\u00e3o[i]"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image alignnone size-full\"><a href=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Capa_arvore.jpeg\"><img loading=\"lazy\" width=\"1280\" height=\"960\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Capa_arvore.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-817\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Capa_arvore.jpeg 1280w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Capa_arvore-300x225.jpeg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Capa_arvore-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Capa_arvore-768x576.jpeg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Capa_arvore-200x150.jpeg 200w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><figcaption>A \u00e1rvore, Col\u00e9gio Estadual Professora Odyss\u00e9a Silveira de Siqueira, S\u00e3o Gon\u00e7alo, Rio de Janeiro, 2020.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 id=\"block-04cc8842-7d97-4163-83f8-16f15c808727\">Somos \u00e1rvore: &nbsp;escreviv\u00eancias e (des)constru\u00e7\u00e3o<sup>1<\/sup><\/h2>\n\n\n\n<h4>Raquel Danielli Mota<\/h4>\n\n\n\n<h4>Nossa \u00e1rvore<\/h4>\n\n\n\n<p><em>Somos. Bom dia, hoje vamos apresentar a nossa performance: Somos. <\/em>Naquela sala escura, cujo \u00fanico ponto de luz desvelava apenas sombras, ouvi, surpresa, a palavra <em>Somos. <\/em>A surpresa me veio pela potencialidade da escolha de um t\u00edtulo, n\u00e3o acordado previamente durante todos os in\u00fameros encontros que constru\u00edram coletivamente a apresenta\u00e7\u00e3o, t\u00e3o simb\u00f3lico e que diz tanto sobre o processo que nos levou at\u00e9 aquele momento.<\/p>\n\n\n\n<p><em>E no come\u00e7o era tudo espanto. <\/em>Lugar ocupado pelo mobili\u00e1rio, fileira de carteiras separando dois grupos &#8211; tamb\u00e9m enfileirados &#8211; que dividiam o mesmo espa\u00e7o, mas n\u00e3o partilhavam olhares, experi\u00eancias. Leituras, discuss\u00f5es interrompidas pela imposi\u00e7\u00e3o de <em>j\u00e1-ditos, pr\u00e9-constru\u00eddos<\/em> que interditavam a escuta. Foi preciso tempo, tempo para desconstruir, para criar um espa\u00e7o democr\u00e1tico e de horizontalidade das vozes, para dar vaz\u00e3o aos questionamentos. <em>Professora, a senhora fica s\u00f3 botando perguntas na minha cabe\u00e7a. <\/em>Repensar, desconstruir, ressignificar.<\/p>\n\n\n\n<p>Sala de aula? Escolheram a \u00e1rvore. O nosso primeiro exerc\u00edcio de liberdade, de cria\u00e7\u00e3o coletiva foi esse deslizamento de sentidos do espa\u00e7o de ensino e aprendizagem. <em>Queremos ir l\u00e1 pra fora, escolhemos a \u00e1rvore. <\/em>Ali, embaixo daquela \u00e1rvore, nosso pequeno espa\u00e7o verde, nossa resist\u00eancia ao concreto que abra\u00e7a quase completamente a escola, era onde faz\u00edamos nossas leituras. Assim, mergulhamos na escreviv\u00eancia da Concei\u00e7\u00e3o Evaristo na qual, n\u00e3o por acaso, a mulher \u00e9 presente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"738\" height=\"418\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2-Roda-conversa.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2243\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2-Roda-conversa.png 738w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2-Roda-conversa-300x170.png 300w\" sizes=\"(max-width: 738px) 100vw, 738px\" \/><figcaption>Roda de conversa.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um desdenhoso, <em>mas,<\/em> <em>professora, hoje a gente vai s\u00f3 ler? <\/em>precedeu a primeira leitura. Como s\u00f3 ler? Ler? S\u00f3? Continuamos nos organizando ao redor da nossa \u00e1rvore, sem impedimentos ao olhar para o outro, sem paredes que nos roubasse a brisa daquela manh\u00e3, ch\u00e3o de terra, luz, liberdade. Apenas n\u00f3s, nossas vozes e nossos textos<em>. Vozes-mulheres, vozes-<sup>1<\/sup>meninas-meninos. <\/em>Sil\u00eancio repleto de sentidos. <em>Rimas de sangue<br>e fome. Deve ser o J\u00f3quei. <\/em>S\u00e3o Gon\u00e7alo ecoa. A literatura provocando diferentes efeitos nas subjetividades, a escuta do texto, de si e do outro, atravessando o sujeito-leitor, suscitando olhares outros sobre si e sobre o mundo. Olhos curiosos dos que passavam n\u00e3o interrompiam o nosso processo. A leitura coletiva foi crescendo, cada estrofe uma voz, cada sil\u00eancio tantos sentidos. <em>O texto liter\u00e1rio trouxe o estranhamento, <\/em>abrindo possibilidades, falas, escuta, experi\u00eancias compartilhadas. <em>Turbilh\u00e3o de sentimentos. <\/em>Naquele dia, intensamente<em>, s\u00f3 lemos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>E agora? <em>Posso falar<\/em>? Adolescentes querem falar, querem ser ouvidos para al\u00e9m de respostas direcionadas \u00e0s expectativas conteudistas num modelo de educa\u00e7\u00e3o tradicional. <em>Posso falar<\/em>? Vamos para a Roda de Conversa. <em>Nas rodas, as falas irrompem. Liberdade, respeito, escuta. Ideias, afetos, solidariedade. <\/em>N\u00e3o significa que em outros momentos n\u00e3o houvesse espa\u00e7o para a fala, mas que havia ali um momento dedicado \u00e0s vozes. Embaixo da nossa \u00e1rvore, nos reun\u00edamos para falar sobre o texto lido, sobre a forma como cada um havia sido <em>afectado<\/em><sup>2<\/sup><em> <\/em>pela leitura, pela experi\u00eancia daquele momento de constru\u00e7\u00e3o. O texto reverbera, ecoa, propostas pensadas coletivamente, <em>tudo \u00e9 importante<\/em>, que mudan\u00e7a de paradigmas! Professora, sem planejamento pr\u00e9vio? E o controle?&nbsp; Alunos\/as e professora sugerindo, debatendo, pensando as pr\u00e1ticas, elaborando juntos as propostas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O que fazemos com os nossos sentimentos, afectos, sonhos, imagina\u00e7\u00e3o? <\/em>O anonimato requerido se dissolve na assun\u00e7\u00e3o inesperada da autoria. <em>Fui eu que escrevi. Esse \u00e9 meu. <\/em>Confian\u00e7a, import\u00e2ncia, solidariedade. Tecemos uma rede de apoio, de escuta respeitosa, de compreens\u00e3o dos lugares de fala. <em>O que fazemos com os nossos sentimentos?<\/em> Voltamos ao texto. Nova leitura, mais um contato com a palavra, com os versos impressos no papel, com nossos afectos. <em>Vozes-mulheres <\/em>que agora se fazem ouvir na<em> e<\/em>scrita dos di\u00e1rios de leitura. <em>Vozes-mulheres-sentimento-ancestralidade<\/em>. Nas oficinas de Abayomi<sup>3<\/sup>, o texto, a arte, a desestabiliza\u00e7\u00e3o de conceitos socialmente sedimentados e a valoriza\u00e7\u00e3o de um saber que provoca novos olhares<em>. Aquela ideia de Coisa de menina, coisa de menino, <\/em>n\u00e3o cabe mais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-medium\"><img loading=\"lazy\" width=\"300\" height=\"297\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-3-Oficina-300x297.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2245\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-3-Oficina-300x297.png 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-3-Oficina-150x150.png 150w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-3-Oficina.png 643w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption>Oficina de abayomi.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Olhos d\u2019\u00e1gua. Qual era a cor dos olhos da minha m\u00e3e? <\/em>A pergunta que nos inquietava na nova leitura. A \u00e1rvore, a roda, o texto. Vozes atravessadas pela emo\u00e7\u00e3o provocada por cada par\u00e1grafo lido e pela pergunta que marcava a cad\u00eancia po\u00e9tica do texto. <em>Afinal, qual era a cor dos olhos da minha m\u00e3e? Como assim, professora, ela n\u00e3o lembra a cor dos olhos da m\u00e3e? <\/em>Perguntas, perguntas, constata\u00e7\u00f5es, identifica\u00e7\u00f5es, empatia. <em>Quem lembra da cor dos olhos da m\u00e3e?<\/em> Sil\u00eancio. Leitura. Choro, emo\u00e7\u00e3o, abra\u00e7o. <em>Amor, carinho, supera\u00e7\u00e3o, inspira\u00e7\u00e3o. <\/em>Ah! a pot\u00eancia do texto liter\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Comovente \u00e9 ver olhos que choram<\/em>. O olhar, olhar para si, olhar para o outro, nos impactou. Na Roda, decidimos trocar olhares, <em>os olhos de um s\u00e3o o espelho dos olhos do outro.<\/em> Explorando outros espa\u00e7os, fomos ocupar a biblioteca da escola. Sentados frente ao outro, olhares, conversa, aproxima\u00e7\u00e3o, sensibilidade, conex\u00e3o. <em>Tanto tempo estudando na mesma sala e eu nunca tinha reparado nos olhos dele. <\/em>Foi preciso tempo e a provoca\u00e7\u00e3o do pensamento, a problematiza\u00e7\u00e3o, a aprendizagem de si, via leitura do texto liter\u00e1rio, para a compreens\u00e3o de que somos subjetividades desejantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Final do projeto se aproximando, come\u00e7amos a pensar em formas de representar o percurso trilhado. <em>Uma performance<\/em>? <em>Professora, n\u00e3o quero aparecer, n\u00e3o<\/em>. Que vejam nossas sombras numa performance, um teatro de sombras. Produ\u00e7\u00e3o de um texto coletivo, cartaz, roteiro, pap\u00e9is, cen\u00e1rio, materiais, alunos\/as em processo, professora coadjuvante. Ensaio, ensaio, ensaio. <em>Professora, ele n\u00e3o est\u00e1 levando a s\u00e9rio, vou tirar da pe\u00e7a.<\/em> Calma. Algu\u00e9m sugere uma m\u00fasica emoldurando a leitura durante a apresenta\u00e7\u00e3o. Conversa. Pausa para leitura, <em>Da calma e do sil\u00eancio.<\/em> Decidimos terminar a apresenta\u00e7\u00e3o com poesia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-medium\"><img loading=\"lazy\" width=\"169\" height=\"300\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-4-Pode-entrar-169x300.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2247\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-4-Pode-entrar-169x300.png 169w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-4-Pode-entrar.png 500w\" sizes=\"(max-width: 169px) 100vw, 169px\" \/><figcaption>Pode entrar, terminamos com arte.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Somos. Bom dia, hoje vamos apresentar a nossa performance: Somos. <\/em>Naquela sala escura, cujo \u00fanico ponto de luz desvelava sombras, ouvi surpresa a palavra <em>somos. <\/em>S\u00f3 ent\u00e3o me dei conta de que n\u00e3o hav\u00edamos pensado em um nome para a performance, que eles\/elas se organizaram sozinhos, arrumaram o espa\u00e7o e decidiram que se chamaria <em>Somos<\/em>. Todo caminho percorrido dessa turma, estigmatizada como aquela que \u201cn\u00e3o quer nada\u201d, da desagrega\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao pertencimento contido na palavra <em>Somos, <\/em>passou pela minha cabe\u00e7a. &nbsp;E compreendi que aquela turma que <em>n\u00e3o queria nada<\/em>, s\u00f3 queria outras coisas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"663\" height=\"400\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-5-Somos.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2249\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-5-Somos.png 663w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-5-Somos-300x181.png 300w\" sizes=\"(max-width: 663px) 100vw, 663px\" \/><figcaption>Performance: <em>Somos<\/em>.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Raquel Danielli Mota<\/em><\/strong> <br>Professora da rede estadual do Rio de Janeiro de educa\u00e7\u00e3o desde 2007, ministrando aulas de l\u00edngua portuguesa, l\u00edngua inglesa e literatura. Mestre em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro \u2013 UERJ. Bacharel e Licenciada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro \u2013 UFRJ. Membra do grupo de pesquisa NELID \u2013 N\u00facleo de Estudos em L\u00edngua e Discurso.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><br><sup>1<\/sup> Texto baseado no projeto de mestrado profissional \u2013 Pofletras, pela UERJ, desenvolvidos com alunos do nono ano do ensino fundamental do Col\u00e9gio Estadual Professora Odyss\u00e9a Silveira de Siqueira. <\/p>\n\n\n\n<p>MOTA, Raquel Danielli. A an\u00e1lise de discurso em sala de aula: promovendo outras leituras sobre os sentidos do masculino e do feminino \/ Raquel Danielli Mota. \u2013 2020. 300f.: il.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>2<\/sup> Uso a palavra \u2015afecto aqui no sentido de desobstruir a capacidade de ser afetado pelo outro, pelo texto. Deleuze (<em>Spinoza: Filosofia da pr\u00e1tica<\/em>, 2002, p. 56) afirma que a affectio (afec\u00e7\u00e3o) remete a um estado do corpo afetado e implica a presen\u00e7a do corpo afetante, ao passo que o affectus (afeto) remete \u00e0 transi\u00e7\u00e3o de um estado \u00e0 outro, tendo em conta a varia\u00e7\u00e3o correlativa dos corpos afetantes.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>3<\/sup> Organizamos uma oficina para confec\u00e7\u00e3o das bonecas Abayomi, na qual fizemos leituras, falamos sobre as narrativas que envolvem as suas poss\u00edveis origens e confeccionamos as bonecas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somos \u00e1rvore: &nbsp;escreviv\u00eancias e (des)constru\u00e7\u00e3o1 Raquel Danielli Mota Nossa \u00e1rvore Somos. Bom dia, hoje vamos apresentar a nossa performance: Somos. 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