{"id":475,"date":"2021-03-13T15:26:13","date_gmt":"2021-03-13T18:26:13","guid":{"rendered":"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/?post_type=portfolio&#038;p=475"},"modified":"2021-04-08T17:19:36","modified_gmt":"2021-04-08T20:19:36","slug":"alev-adil","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/portfolio\/alev-adil\/","title":{"rendered":"An Architecture of Forgetting: Journeys in the Dead Zone"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Alev-Cover-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"857\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Alev-Cover-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-476\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Alev-Cover-2.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Alev-Cover-2-300x214.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Alev-Cover-2-1024x731.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Alev-Cover-2-768x548.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><figcaption>Zona Morta em Lefkosa\/Lefkosia, 2006. Foto: Alev Adil.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2>An Architecture of Forgetting: Journeys in the Dead Zone<\/h2>\n\n\n\n<h4>Alev Adil<\/h4>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Este ensaio visual apresenta uma s\u00e9rie de filmes-poemas e uma s\u00e9rie de slides de imagens capturadas na Zona Tamp\u00e3o em Nic\u00f3sia, produzidas pela escritora e artista Alev Adil sob o t\u00edtulo <em>An Architecture of Forgetting: Journeys in the Dead Zone (Uma arquitetura do esquecimento: jornadas na Zona Morta)<\/em>, em 2008.<\/p>\n\n\n\n<h3>Zona Morta (25 imagens tiradas em Lefkosa\/Lefkosia, 2006)<\/h3>\n\n\n\n<p>A Zona Morta \u00e9 uma parte de todos n\u00f3s, a terra de ningu\u00e9m onde reside a mem\u00f3ria. Onde h\u00e1 mem\u00f3ria, mesmo como uma mercadoria pol\u00edtica degradada, h\u00e1 morte e h\u00e1 poesia. Essa arquitetura arruinada da mem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 apenas uma met\u00e1fora, mas uma metodologia. A mem\u00f3ria \u00e9 a arquiteta da Zona Morta, desse labirinto no cora\u00e7\u00e3o da identidade cipriota.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"slideshowimagesbuffer\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/523241647?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"500\" height=\"375\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3>O Cinema Arruinado (4 minutos)<\/h3>\n\n\n\n<p>O cinema arruinado \u00e9 a chave de tudo: \u00e9 o cen\u00e1rio da tela sobre a qual a mem\u00f3ria \u00e9 projetada. A neve penetra pelo teto desabado, part\u00edculas derretem e dan\u00e7am \u00e0 luz do projetor. As cortinas de veludo vermelho est\u00e3o rasgadas e carbonizadas, uma rica mortalha despeda\u00e7ada de um passado glamoroso. Tudo est\u00e1 devastado e lindo, t\u00e3o irremediavelmente estranho e perdido quanto Salamina.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"theruinedcinema\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/523242594?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"320\" height=\"240\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3>Uma Pequena Guerra Esquecida (4 minutos)<\/h3>\n\n\n\n<p>No cora\u00e7\u00e3o da cidade, h\u00e1 essa ferida. A Zona Proibida chega a ser quase bela na maneira como indica a todos n\u00f3s os nossos fracassos, nossa culpabilidade \u2013 a menos que optemos por esquecer nossas pr\u00f3prias responsabilidades, nossos pr\u00f3prios legados sangrentos e nos vermos sempre apenas como v\u00edtimas dos outros. A minha \u00e9 uma guerra pequena e esquec\u00edvel, mas todas as guerras d\u00e3o \u00e0 luz a ru\u00ednas. A ru\u00edna eterniza e naturaliza a destrui\u00e7\u00e3o, como se sempre tivesse sido assim, e vai sempre continuar a ser.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"asmallforgottenwar\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/523238758?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"500\" height=\"375\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3>A Mem\u00f3ria e a Impossibilidade da Fidelidade (2 minutos)<\/h3>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo dia de sua vida, \u00e0 tarde, Lysandros sussurrou seu \u00faltimo poema sobre Apolo, o guerreiro resplandecente agora disfar\u00e7ado de mil p\u00e1ssaros cambaleantes, e deslizou de forma irrepar\u00e1vel da palavra falada para a escrita. Onde est\u00e1 a trai\u00e7\u00e3o mais injusta? O luto apaga os que foram perdidos, sempre os traduz apenas como aus\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"memoryandtheimposibilityoffidelity\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/523240455?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"480\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3>O Nome de Todas as suas Bonecas (3 minutos)<\/h3>\n\n\n\n<p>Todos os nomes de suas bonecas. Ela se lembrava de todos os nomes de todas as suas bonecas. Seus rostos cegos alinhados, um j\u00fari silencioso no seu quarto testemunhando a agita\u00e7\u00e3o azul e turva nas sombras selvagens da inf\u00e2ncia. Existe apenas a mem\u00f3ria de todos os nomes, suas bonecas; o resto \u00e9 um manto de esquecimento. O desejo de lembrar e a for\u00e7a de resist\u00eancia, que quer esquecer, n\u00e3o se anulam, mas chegam a um acordo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"thenamesofallherdolls\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/523241911?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"500\" height=\"375\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3>Hotel Amnesia (2 minutos)<\/h3>\n\n\n\n<p>Os hot\u00e9is se deixam levar pela fantasia de que as consequ\u00eancias podem ser eliminadas pela camareira. Amanh\u00e3 vou recome\u00e7ar: dois copos na pia do banheiro, frascos em miniatura de xampu e sais de banho, frigobar e lista de pre\u00e7os, menu do servi\u00e7o de quarto, disque 9 para a linha externa. Eu me sentei em caf\u00e9s, em Vilnius, Praga, Porto, Sevilha, a escrever itiner\u00e1rios fugitivos, embora nunca tenha tido a certeza se estava a fugir dos meus fantasmas ou a segui-los. O desejo de lembrar e a compuls\u00e3o de esquecer est\u00e3o bloqueados na cumplicidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"hotelamnesia\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/523239682?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"480\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3>Meu Sonho Favorito (3 minutos)<\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00f3 consigo me lembrar da neve e do zumbido do projetor. Estamos falando t\u00e3o intensamente que na primeira vez que tive o sonho n\u00e3o prestei nenhuma aten\u00e7\u00e3o \u00e0 tela, mas nas repeti\u00e7\u00f5es subsequentes tento assistir, lembrar o que \u00e9 o filme, pois sei que n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de relembrar suas palavras, sua voz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"myfavouritedream\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/523240918?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"480\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Alev Adil<\/em><\/strong><br>Poetisa cipriota angl\u00f3fona, artista perform\u00e1tica e acad\u00eamica que foi inclu\u00edda em mais de 10 antologias de poesia cipriota em ingl\u00eas, grego e turco e foi traduzida para oito idiomas. Alev se apresentou em Londres, incluindo em Queen\u2019s House no Maritime Museum, British Museum, Tate Britain, e internacionalmente, da Finl\u00e2ndia \u00e0 Austr\u00e1lia. Alev tem PhD pela Central Saint Martin&#8217;s, University of the Arts, Londres, e ampla experi\u00eancia no ensino de arte e literatura em n\u00edvel de gradua\u00e7\u00e3o e mestrado em universidades no Reino Unido e como professora visitante no Chipre, Gr\u00e9cia, Holanda, Trindade e \u00cdndia. Contato: alev.adil@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An Architecture of Forgetting: Journeys in the Dead Zone Alev Adil Este ensaio visual apresenta uma s\u00e9rie de filmes-poemas e uma s\u00e9rie de slides de imagens capturadas na Zona Tamp\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"portfolio-tags":[],"portfolio-category":[19],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/475"}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/types\/portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=475"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio-tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio-tags?post=475"},{"taxonomy":"portfolio-category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio-category?post=475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}