{"id":1656,"date":"2021-03-23T17:43:27","date_gmt":"2021-03-23T20:43:27","guid":{"rendered":"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/?post_type=portfolio&#038;p=1656"},"modified":"2021-05-16T22:55:26","modified_gmt":"2021-05-17T01:55:26","slug":"priscilla-grimberg-maria-ignes-albuquerque","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/portfolio\/priscilla-grimberg-maria-ignes-albuquerque\/","title":{"rendered":"Casa Museu Rancho Verde: Um campo em constru\u00e7\u00e3o, uma ideia for\u00e7a, uma utopia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/capa-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1657\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/capa-1.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/capa-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/capa-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/capa-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Casa Museu Rancho Verde \u2013 Bumba 2019. Foto: Tiago Cortes.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2>Casa Museu Rancho Verde: Um campo em constru\u00e7\u00e3o, uma ideia for\u00e7a, uma utopia<\/h2>\n\n\n\n<h4>Priscila Grimberg e Maria Ign\u00eas Albuquerque<\/h4>\n\n\n\n<p>Vivemos uma crise civilizat\u00f3ria, visivelmente expressa, dentre tantas outras, na crise sanit\u00e1ria (em face da Covid-19) e na crise ecol\u00f3gica (com a ultrapassagem de v\u00e1rios limites planet\u00e1rios<sup>1<\/sup>, em especial nas perdas da biodiversidade)<sup>2<\/sup> refletida nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.&nbsp;Para o fil\u00f3sofo Edgar Morin, uma policrise<sup>3<\/sup> que \u00e9 primordialmente uma crise de valores,<sup>4<\/sup> originada em rupturas de v\u00e1rias ordens, como entre o homem e a natureza, a economia e a \u00e9tica, e o objetivo e o subjetivo.<sup>5<\/sup> Tantas dicotomias, notadamente, n\u00e3o se compatibilizam com a complexidade e a urg\u00eancia dos desafios contempor\u00e2neos, especialmente em se tratando da loteria natural em que se encontram os cidad\u00e3os do Sul Global,<sup>6<\/sup> como n\u00f3s aqui no Brasil<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lidar com a complexidade da crise planet\u00e1ria requer uma racionalidade complexa, diz o soci\u00f3logo e um dos principais intelectuais latino-americanos no \u00e2mbito da problem\u00e1tica ambiental Enrique Leff.<sup>7<\/sup> Neste mesmo sentido, em contraposi\u00e7\u00e3o ao paradigma da ci\u00eancia moderna,<sup>8<\/sup> Edgar Morin prop\u00f5e o paradigma da complexidade como nova forma de estabelecer pontes e articular diversas \u00e1reas de conhecimento.<sup>9<\/sup> Compreender a complexidade do homem e do mundo nos dias de hoje, significa compreender a interliga\u00e7\u00e3o existente entre o uno e o m\u00faltiplo,<sup>10<\/sup> tal como o termo latino <em>complexus<\/em> indica: o que \u00e9 tecido junto, uma realidade onde tudo se relaciona, a come\u00e7ar pela nossa casa comum \u2013 a Terra. Nas palavras dele, a Terra-P\u00e1tria, onde:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>A tomada de consci\u00eancia da comunidade de destino terrestre deve ser o acontecimento chave do novo mil\u00eanio: somos solid\u00e1rios desse planeta, nossa vida est\u00e1 ligada \u00e0 sua vida. Devemos arrum\u00e1-lo ou morrer. Assumir a cidadania terrestre \u00e9 assumir nossa comunidade de destino.<sup>11<\/sup><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1659\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-1.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Oficina Tear em aros de bicicletas parceria com o artista Henrique Viviani e Bretas Bike, Casa Museu Bumba, 2017.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Assumir a cidadania terrestre, proposta por Morin,<sup>12<\/sup> aumentando nossa conscientiza\u00e7\u00e3o social e planet\u00e1ria, \u00e9 consoante com a ideia de sustentabilidade, tal como um campo em constru\u00e7\u00e3o, uma ideia for\u00e7a, uma utopia necess\u00e1ria.<sup>13<\/sup> Para ele, a transi\u00e7\u00e3o ou a metamorfose s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel a partir de uma mudan\u00e7a de consci\u00eancia e de comportamento, logo, a no\u00e7\u00e3o de sustentabilidade tamb\u00e9m se situa necessariamente como contracultura<sup>14<\/sup> e, naturalmente, como arena de disputas e conflitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 neste sentido que a Casa Museu Rancho Verde se torna um projeto socioambiental coletivo apontando para a dimens\u00e3o de casa-museu desenvolvida processualmente a partir dos encontros e agenciamentos no\/do \u201cRancho Verde\u201d, desde a casa-amor de Seu Hernandes \u2013 feita de objetos e lixos reciclados, transformados e pintados por ele no Morro de Bumba em Niter\u00f3i \u2013 \u00e0 sua constitui\u00e7\u00e3o como \u201cCasa\u201d, enquanto micro resist\u00eancia \u00e0 racionalidade fragmentada. Tal qual acontece na pr\u00e1tica f\u00edsica e espiritual do \u201c<em>do-in<\/em>\u201d \u2013 palavra de&nbsp;origem&nbsp;japonesa que significa literalmente &#8220;o caminho de casa&#8221;, onde casa \u00e9 corpo, morada do esp\u00edrito e do ki, a energia vital \u2013 abra\u00e7amos juntas com Seu Hernandes os processos de microgeografias de \u201c<em>do-in<\/em>\u201d, literalmente incorporando a vis\u00e3o pol\u00edtica e sociocultural de Gilberto Gil como \u201c<em>do-in<\/em> antropol\u00f3gico\u201d, pela pr\u00e1tica \u201ccelular\u201d sist\u00eamica que alimenta e catalisa potencialidades existentes e &#8220;escondidas&#8221; nas localidades perif\u00e9ricas \u2013 fora dos grandes centros. Pode-se considerar que este \u201c<em>do-in<\/em>\u201d coletivo e po\u00e9tico conduziu a processos de transmuta\u00e7\u00e3o no Rancho, na vida do Seu Hernandes e na nossa, ao longo dos \u00faltimos 10 anos. Nesta trajet\u00f3ria podemos apontar poss\u00edveis caminhos de restaura\u00e7\u00e3o existencial, social e ambiental buscando cocriar pr\u00e1ticas de cura na tessitura social como um \u201c<em>do-in<\/em>\u201d, ativando tomadas de consci\u00eancia, saindo da separa\u00e7\u00e3o rumo a uma \u201ccomunidade de destino\u201d,<sup>15<\/sup> como sugere Morin, inspirando pensamentos e pr\u00e1ticas para transi\u00e7\u00f5es voltadas a pessoas comuns, em lugares comuns, em especial nas periferias, como \u00e9 o nosso caso no Morro do Bumba em Niter\u00f3i.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo como eixo principal o cuidado que descortina uma vis\u00e3o que a tudo entrela\u00e7a nas diferentes dimens\u00f5es das rela\u00e7\u00f5es do indiv\u00edduo, do outro e do planeta, como t\u00e3o bem sintetizado pelo artista, arquiteto e ativista austr\u00edaco Hundertwasser, no desenho da teoria das cinco peles<sup>16<\/sup> (representado na figura abaixo), seguimos nos \u00faltimos 10 anos integrando saberes e realiza\u00e7\u00f5es \u2013 atrav\u00e9s da ativa\u00e7\u00e3o da nossa rede de parceiros que transforma pouco a pouco a racionalidade vigente (a nossa, inclusive) atrav\u00e9s e principalmente, da articula\u00e7\u00e3o dos eixos da arte e de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, fundidos em cuidados diversos por agenciamentos e conflu\u00eancias rumo a pequenos movimentos para a materializa\u00e7\u00e3o de uma racionalidade complexa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1014\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-2-1024x1014.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1661\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-2-1024x1014.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-2-300x297.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-2-150x150.jpg 150w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-2-768x760.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-2.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>As cinco peles do Homem. In: RESTANY, Pierre, The Power of Art Hundertwasser: The Painter-King with the Five skins, Cologne: Taschen, 1998, p. 10.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma vez situados alguns dos conceitos que nos inspiram e nosso lugar nesse debate, as pr\u00f3ximas linhas contam um pouco acercado contexto hist\u00f3rico-pol\u00edtico da forma\u00e7\u00e3o da Casa Museu Rancho Verde, seguido pelo breve desenrolar da jornada at\u00e9 aqui e de sua teia, com uma pequena lupa em como cuidamos do nosso quintal. Por fim, compartilhamos algumas reflex\u00f5es sobre desafios, sonhos e oportunidades de futuro para esse processo laborat\u00f3rio de afetos, que chamamos de Casa Museu Rancho Verde ou, simplesmente, de Casa.<\/p>\n\n\n\n<h3>Genealogia<\/h3>\n\n\n\n<p>Um dia, em 2010, atravessamos a Ba\u00eda de Guanabara para conhecer uma pessoa especial. O que n\u00e3o sab\u00edamos \u00e9 o quanto que este encontro iria gerar de viv\u00eancias e conviv\u00eancias, conectando pessoas e institui\u00e7\u00f5es, transformando vidas e criando uma rede de afetos e cuidados m\u00fatuos em torno de uma pequena casa verde. O \u201crancho verde\u201d \u00e9 a pr\u00f3pria casa em transforma\u00e7\u00e3o constante onde vive Hernandes Jos\u00e9 da Silva (HJS ou Seu Hernandes), no Morro do Bumba, Niter\u00f3i, j\u00e1 com seus 92 anos completados. Conforme Seu Hernandes conta, a cor verde surgiu depois de um sonho no qual ele sobrevoava uma imensa \u00e1rea verde e uma voz dizia:<sup>17<\/sup> \u201co verde que voc\u00ea v\u00ea \u00e9 o verde da sua esperan\u00e7a, vai para casa, l\u00e1 voc\u00ea tem tudo de que precisa.\u201d Foi assim que a cor verde passou a fazer parte do seu imagin\u00e1rio, sendo imantada nas paredes e em toda a mob\u00edlia reunida a partir de objetos achados e restaurados do seu redor e do pr\u00f3prio lixo nas ruas. Algumas recorr\u00eancias tamb\u00e9m podem ser reconhecidas, chegando a formar s\u00e9ries, tais como cadeiras de diferentes tipos, ventiladores, rel\u00f3gios, bonecas, garrafas, luzes, espelhos, pe\u00e7as de madeira e at\u00e9 mesmo brinquedos. Ao percorrer essa casa viva, por todos os cantos tem-se a manifesta\u00e7\u00e3o de sua aura de encantamento\/pintura\/batismo, um ritual de entrada no mundo HJS, em harmonia monocrom\u00e1tica com o verde da vegeta\u00e7\u00e3o, cheia de esp\u00e9cies de Mata Atl\u00e2ntica, um microcosmo bot\u00e2nico preservado bem no Morro do Bumba, no seu pequeno quintal onde passamos tamb\u00e9m a sonhar sonhos diurnos em forma de arte como resist\u00eancia e engajamento social.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u2026o sonho abre a possibilidade de a gente se conectar com solu\u00e7\u00f5es coletivas e os sonhos s\u00e3o uma grande matriz de imagina\u00e7\u00e3o. Se as pessoas n\u00e3o sonham, elas n\u00e3o v\u00eaem futuro. Se a gente n\u00e3o v\u00ea sa\u00edda n\u00e3o \u00e9 por falta de ci\u00eancia, \u00e9 por falta de sonho.<sup>18<\/sup><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Que o verde que ele viu, possa ser tamb\u00e9m o verde da nossa esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro encontro com seu Hernandes se realizou a partir da men\u00e7\u00e3o de sua carta de amor, por sugest\u00e3o de seu vizinho,<sup>19<\/sup> que participava dos encontros do Programa &#8220;Fam\u00edlia em Tr\u00e2nsito&#8221;, do N\u00facleo Experimental de Educa\u00e7\u00e3o e Arte (2010 \u2013 2013)<sup>20<\/sup> do Museu de Arte Moderna do Rio (MAM) em parceria com a Central de Penas e Medidas Alternativas (CPMA), desenvolvido por Maria In\u00eas Albuquerque. Um dos focos principais do N\u00facleo era estabelecer estrat\u00e9gias para novas rela\u00e7\u00f5es entre o museu e a cidade, focando nas quest\u00f5es: como construir e instituir novos v\u00ednculos, um lugar de afetos entre o museu e a sociedade; como avan\u00e7ar ou ampliar o sentido de educa\u00e7\u00e3o para al\u00e9m do servi\u00e7o de atendimento praticado mais regularmente pelos museus; como acessar pessoas e grupos considerando o campo dos acontecimentos da vida real como um espa\u00e7o privilegiado de atua\u00e7\u00e3o para o museu?<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto de partida do \u201cFam\u00edlia em Tr\u00e2nsito\u201d foi a parceria experimental com o Tribunal de Justi\u00e7a, com um grupo de aproximadamente 25 pessoas que viviam um momento de crise, vulnerabilidade e uma esperan\u00e7a de justi\u00e7a restaurativa. Como parte da colabora\u00e7\u00e3o entre o N\u00facleo-MAM e a CPMA,<sup>21<\/sup> foi elaborado um programa especial de visitas e di\u00e1logos sobre o sentido de museu, cole\u00e7\u00e3o e os exerc\u00edcios de produ\u00e7\u00e3o de novas narrativas e mem\u00f3rias compartilhadas. Foi nesse contexto de conversas sobre mem\u00f3ria, afetos e relic\u00e1rios em nossas vidas que o grupo decidiu visitar o \u201cRancho Verde\u201d, levando a pr\u00e1tica pedag\u00f3gica e terap\u00eautica de \u201croda de conversa\u201d. \u00c9 a partir desse momento que a vida em isolamento, luto e solid\u00e3o de HJS ganhou seu lugar de renascimento, a partir de sua integra\u00e7\u00e3o ao programa e \u00e0 sua agenda, tornando seu rancho um dos pontos de encontro para o grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, com o encerramento do N\u00facleo em 2012 e a chegada de Priscilla Grimberg, inauguramos uma abordagem mais transdisciplinar, que aproximava as curadorias educativas, as pr\u00e1ticas museol\u00f3gicas sociais e as po\u00e9ticas participativas das apropria\u00e7\u00f5es com o conceito de sustentabilidade, jogando luzes em um vi\u00e9s socioambiental latente no Rancho Verde. Reeditamos a roda de conversa &#8211; franqueada e aberta \u00e0 coparticipa\u00e7\u00e3o de novas pessoas e institui\u00e7\u00f5es,&nbsp; com vistas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um novo ciclo de cidadania terrestre. Com a a\u00e7\u00e3o \u201cPode uma Casa virar Museu?\u201d<sup>22<\/sup> o Rancho Verde d\u00e1 inicio \u00e0 sua metamorfose para Casa Museu, hoje uma premiada a\u00e7\u00e3o local de Niter\u00f3i (2019).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"468\" height=\"351\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-3-a.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1663\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-3-a.png 468w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-3-a-300x225.png 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-3-a-200x150.png 200w\" sizes=\"(max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><figcaption>Encontro da CPMA no MAM \u2013 Rio de Janeiro. 2010 Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-3-b.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1665\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-3-b.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-3-b-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-3-b-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-3-b-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-3-b-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Encontro da CPMA no MAM \u2013 Rio de Janeiro. 2010 Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1672\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-a.jpg 960w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-a-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-a-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-a-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption>Fachada da Casa &#8211; Bumba 2010. Foto: Maria Ignes Albuquerque.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/rancho.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3369\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/rancho.jpg 960w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/rancho-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/rancho-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/rancho-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption>Fachada da Casa e HJS Bumba 2017 Foto: Leandro Almeida.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1671\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-1671 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_1671\">\n        <div id=\"metaslider_1671\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-1685 ms-image\"><img width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-b.jpg\" class=\"slider-1671 slide-1685\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig. 5 b\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-b.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-b-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-b-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-b-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Linha do tempo da metamorfose da Casa - Quarto da Casa Bumba 2010. Arquivo C3.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3149 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"844\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-4-b.jpg\" class=\"slider-1671 slide-3149\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig.-4-b\" style=\"margin: 0 auto; width: 94.24509140149%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-4-b.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-4-b-300x211.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-4-b-1024x720.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-4-b-768x540.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Linha do tempo da metamorfose da Casa - Quarto da Casa \u2013 Bumba 2017 Foto: Gustavo Stephan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1686 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"890\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-c.jpg\" class=\"slider-1671 slide-1686\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig.-5-c\" style=\"margin: 0 auto; width: 89.373996789727%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-c.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-c-300x223.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-c-1024x759.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-c-768x570.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Linha do tempo da metamorfose da Casa - Sala da casa Bumba 2012 Foto: Arquivo C3.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1688 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"800\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-e.jpg\" class=\"slider-1671 slide-1688\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig.-5-e\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.428571428571%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-e.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-e-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-e-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-e-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Linha do tempo da metamorfose da Casa - Sala da Casa Bumba 2018 Foto Tiago Cortes.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1687 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"962\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-d.jpg\" class=\"slider-1671 slide-1687\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig.-5-d\" style=\"margin: 0 auto; width: 82.684882684883%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-d.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-d-300x241.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-d-1024x821.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-d-768x616.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Linha do tempo da metamorfose da Casa - Varanda da Casa Bumba 2010. Arquivo C3. <\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1689 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"800\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-f.jpg\" class=\"slider-1671 slide-1689\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig.-5-f\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.428571428571%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-f.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-f-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-f-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-5-f-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Linha do tempo da metamorfose da Casa - Varanda da Casa Bumba 2018 Foto: Leandro Baptista. <\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h3>HJS \u2013 Seu Hernandes<\/h3>\n\n\n\n<p>Seu Hernandes nasceu em 1931 em Teres\u00f3polis. Em 1942, aos 11 anos de idade, fascinado pelo r\u00e1dio pega um trem com destino ao Rio de Janeiro para realizar seu primeiro sonho: conhecer a R\u00e1dio Nacional que apresentava naquela \u00e9poca a primeira&nbsp;radionovela do pa\u00eds, &#8220;Em busca da Felicidade&#8221;, \u00e0 qual todos os dias ele acompanhava de um armaz\u00e9m pr\u00f3ximo a sua casa. A paix\u00e3o pelo Rio de Janeiro foi \u00e0 primeira vista, e um ano depois, aos 12 anos de idade, pegou o trem mais uma vez para o Rio de Janeiro, mas dessa vez indo para ficar definitivamente \u2013 e ao desembarcar na \u201ccidade maravilhosa\u201d, em um ritual de autobatismo, pede a ben\u00e7\u00e3o da cidade para que ela o adote como filho. Foi em 1955, como ele conta, que a sua vida mudaria para sempre ao conhecer dona Edin\u00e9ia de Matos Silva, Mineira de Belo Horizonte com quem viveu at\u00e9 2009, quando ela partiu depois de 56 anos de uma linda hist\u00f3ria de AMOR, \u00e0 qual HJS at\u00e9 hoje reverencia atrav\u00e9s da mem\u00f3ria viva que traz em suas obras, como <em>O ber\u00e7o da saudade<\/em> e em tantas outras.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1691\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-6.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-6-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-6-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-6-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>O ber\u00e7o da saudade &#8211; Cole\u00e7\u00e3o HJS. Foto: Tiago Cortes.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1694\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>A carta de amor de dona Edneia para HJS &#8211; Cole\u00e7\u00e3o HJS 2010. Foto: Leandro Batista.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O artista e arquiteto austr\u00edaco Hundertwasser, no Manifesto do Mofo contra o racionalismo em Arquitetura,<sup>23<\/sup> afirma de forma mais radical que s\u00f3 se pode chamar de arquitetura o projeto em que o arquiteto, o pedreiro e o ocupante formam uma unidade, isto \u00e9, quando se trata da mesma pessoa. Este \u00e9 o caso do Seu Hernandes, que sonhou, projetou e construiu a pr\u00f3pria casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi aos setenta anos de idade \u2013 quando, no ano de 2000, ao se aposentar como zelador de edif\u00edcio, no qual residira por grande parte de sua vida \u2013 que de repente se viu sem casa. A sa\u00edda foi vender seu \u00fanico bem, um antigo Opala 1975, para comprar um pequeno terreno no Morro do Bumba. Foi iniciada assim, segundo ele, a maior tarefa da sua vida: a constru\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria casa, quando n\u00e3o tinha nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas de alguma forma as lembran\u00e7as da casa da inf\u00e2ncia se expressam na maquete feita por ele durante o processo autodidata de constru\u00e7\u00e3o com poucos recursos e utilizando materiais reciclados. O terreno precisava ser aterrado e foi assim que ele come\u00e7ou a pr\u00e1tica de coletar materiais pelos arredores da comunidade, inicialmente madeiras e pneus, que foram&nbsp; preenchidos com areia. Ap\u00f3s dois anos de constru\u00e7\u00e3o e sete de conviv\u00eancia com sua amada, HJS se v\u00ea mergulhado no luto, n\u00e3o vendo sentido em nada, at\u00e9 que um dia encontrou uma carta de amor para ele, escrita por dona Edineia, que n\u00e3o foi entregue em vida e surge como um b\u00e1lsamo, possibilitando reencontros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-8.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1696\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-8.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-8-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-8-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-8-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-8-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>A carta de amor lida em roda na Casa. Bumba 2012 Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3>Amor, arte e justi\u00e7a<\/h3>\n\n\n\n<p>Foi justamente nesse momento da vida de HJS, no ano de 2010, que n\u00f3s o conhecemos, atra\u00eddos pela sua hist\u00f3ria de luto e uma carta de amor. Ler e reler a carta se tornou vital para ele, especialmente quando lida para outras pessoas com quem ele pudesse compartilhar sua dor, mem\u00f3rias, saudades e as muitas hist\u00f3rias de vida. Pode-se dizer que os encontros e as rodas de Terapia Comunit\u00e1ria Integrativa,<sup>24<\/sup> somadas \u00e0 carta de amor, imantaram uma s\u00e9rie de encontros que vivenciar\u00edamos juntos ao longo de quase dois anos, inaugurando o Rancho Verde como espa\u00e7o coletivo e curativo de um programa que entrela\u00e7ava arte e justi\u00e7a restaurativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante ressaltar que o Brasil e o mundo v\u00eam discutindo a necessidade de evitar o encarceramento<strong>, <\/strong>investindo na aplica\u00e7\u00e3o das penas e medidas alternativas \u00e0 pris\u00e3o. Segundo Rossana Xavier, assistente social da CPMA, as penas alternativas s\u00e3o uma oportunidade para aqueles que cometeram pequenos delitos evitarem a segrega\u00e7\u00e3o e<strong>,<\/strong> ao mesmo tempo, para colocar a sociedade envolvida no processo de (re) socializa\u00e7\u00e3o do sujeito. Acredita-se que o per\u00edodo de cumprimento possa ser uma oportunidade de interrup\u00e7\u00e3o do ciclo de viol\u00eancia, estimulando a diminui\u00e7\u00e3o da judicializa\u00e7\u00e3o dos conflitos e desmistificando a Justi\u00e7a como espa\u00e7o apenas de puni\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m do cumprimento das Penas, a CPMA introduziu em Niter\u00f3i, de forma pioneira, a Roda de Terapia Comunit\u00e1ria Integrativa, adotada tamb\u00e9m como pr\u00e1tica preventiva de sa\u00fade pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, naquele mesmo ano de 2010. A abordagem da roda com sua terap\u00eautica de acolhimento sem hierarquia e onde todos aprendem com todos atrav\u00e9s da partilha das experi\u00eancias de vida, contribuiu n\u00e3o apenas para a humaniza\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o penal proposta pela CPMA, como tamb\u00e9m abriu uma zona de conflu\u00eancia para uma poss\u00edvel cidadania cultural dos museus de arte como pontos de agenciamentos, onde nossas a\u00e7\u00f5es pudessem ser identificadas como pr\u00e1ticas e pol\u00edticas sociais restaurativas envolvendo colabora\u00e7\u00f5es entre institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de arte, cultura e direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-9.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1698\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-9.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-9-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-9-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-9-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-9-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Encontro com o grupo da CPMA no Tribunal Niter\u00f3i (preservando a identidade do grupo), 2010. Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-10.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1700\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-10.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-10-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-10-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-10-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-10-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Encontro com o grupo da CPMA no MAM &#8211; Rio 2011 Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3>Trag\u00e9dias, terra, embri\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p><em>Terra e trag\u00e9dias<\/em><strong><em><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O contexto sociopol\u00edtico mundial da primeira d\u00e9cada dos anos 2000 foi prop\u00edcio para reflex\u00f5es acerca do modelo vigente. O mundo debatia o \u2018desenvolvimento\u2019 como um tema comum e central da humanidade<sup>25<\/sup> vinte anos depois de sua inser\u00e7\u00e3o na pauta global. A RIO +20 (2012)<sup>26<\/sup> acabou por potencializar essas discuss\u00f5es, tanto em n\u00edvel internacional, quanto nacional e local \u2013 como no Bumba, uma favela do Estado do Rio de Janeiro. A Europa por sua vez, entendendo a gera\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de res\u00edduos como express\u00e3o exemplar do falido modelo linear de produ\u00e7\u00e3o-consumo-descarte, passa a promover uma semana para estimular essa reflex\u00e3o (Semana Europeia de Redu\u00e7\u00e3o de Res\u00edduos-EWWR)<sup>27<\/sup> e qui\u00e7\u00e1 alterar pr\u00e1ticas predat\u00f3rias. No Brasil, essa quest\u00e3o ainda figurava na Idade da Pedra, dada a inexist\u00eancia de diretrizes e atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidades da sua gest\u00e3o, vis\u00edvel na horda de catadores informais e muita degrada\u00e7\u00e3o socioambiental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso munic\u00edpio, Niter\u00f3i, se revelou como um peculiar e contradit\u00f3rio mirante para a quest\u00e3o: pioneiro no pa\u00eds na coleta seletiva nos anos 80<sup>28<\/sup> e, ao mesmo tempo, s\u00edmbolo da irresponsabilidade socioambiental evidenciada na trag\u00e9dia ocorrida no Morro do Bumba, fruto direto da permissividade e negligencia no tocante \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00f5es sobre lix\u00f5es . Em abril de 2010, o deslizamento ou explos\u00e3o do morro do Bumba deixou at\u00e9 60 casas soterradas e pelo menos 46 pessoas morreram com uma estimativa de 150 moradores desaparecidos ou mortes escondidas e in\u00fameros outros desabrigados.<sup>29<\/sup><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-11.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1702\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-11.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-11-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-11-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-11-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Trag\u00e9dia do Bumba Vi\u00e7oso Jardim 2010 Foto: Dimitrius Borja.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"779\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-12.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1704\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-12.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-12-300x195.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-12-1024x665.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-12-768x499.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Exposi\u00e7\u00e3o de fotos sob as lentes de Dimitrius Borja, na Casa Bumba 2018. Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os sentimentos dos agentes que viveram um deslizamento como o do Bumba podem se assemelhar aos das v\u00edtimas de um naufr\u00e1gio, como retratado no conto de Edgar Alan Poe \u201cUma descida no <em>maelstr\u00f6m<\/em>\u201d:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Est\u00e1vamos agora no cintur\u00e3o de espuma que sempre circunda o torvelinho; e pensei, \u00e9 claro, que dali a um instante ser\u00edamos tragados pelo abismo&#8230; Era como uma imensa muralha contorcendo-se entre n\u00f3s e o horizonte.<sup>30<\/sup><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O conto&nbsp;foi o ponto de partida para a obra \u201cTale as a tool\u201d dos artistas Aur\u00e9lien Gamboni e Sandrine Teixido, na 9\u00aa Bienal do Mercosul (2013), e \u00e9 usado como ferramenta de cura de feridas e prepara\u00e7\u00e3o para os desafios clim\u00e1ticos contempor\u00e2neos, como ocorrido no morro do Bumba e em parceria com a Casa seis anos depois da trag\u00e9dia.<sup>31<\/sup>&nbsp;Tal iniciativa exemplifica o agenciamento, que org\u00e2nica e naturalmente articula redes, sintonizando a\u00e7\u00f5es de metamorfose em escalas n\u00e3o imaginadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-13.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1706\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-13.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-13-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-13-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-13-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Encontro com parceiros na Casa -Bumba 2015. Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-14.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1708\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-14.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-14-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-14-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-14-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Encontro com parceiros na Casa -Bumba 2017. Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em>O Embri\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A trag\u00e9dia do Bumba e o debate internacional sobre o modelo de desenvolvimento vigente do inicio do s\u00e9culo XXI acabaram por estimular a promulga\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s uma d\u00e9cada de discuss\u00e3o, do arcabou\u00e7o regulat\u00f3rio brasileiro para gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos.<sup>32<\/sup> \u00c9 tamb\u00e9m nessa \u00e9poca que nosso primeiro encontro se deu por interm\u00e9dio dos filhos marcando o embri\u00e3o desta caminhada conjunta calcada nos muitos pontos comuns entre n\u00f3s duas, como o trabalho social em favelas e o estranhamento com o rumo escolhido pela sociedade e seus impactos. Tendo os res\u00edduos s\u00f3lidos como um interesse primeiro, visto como uma das evidencias mais dram\u00e1ticas do destruidor modelo linear, surgiu ali um ponto de partida para pensarmos juntas a\u00e7\u00f5es no sentido da urgente mudan\u00e7a de trajet\u00f3ria em prol de pr\u00e1ticas para uma nova consci\u00eancia planet\u00e1ria.<sup>33<\/sup>Al\u00e9m de decidir por onde come\u00e7ar, buscamos intuitivamente, naquela longa conversa, o como faz\u00ea-lo. Nesse sentido, um encontro com HJS em sua casa no Bumba, chamada por ele de Rancho Verde, iluminou a possibilidade de uma sonhada metamorfose, tangibilizada inicialmente por aquela vida e morada escondidas.&nbsp; Segundo o pr\u00f3prio HJS, sua chama de vida foi reencontrada no lixo, ganhando express\u00e3o nas lumin\u00e1rias e canecas feitas de latas de tinta reutilizadas, vindas dos restos e abandonos do entorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma longa conversa sintonizou os nossos sonhos e utopias (de a\u00e7\u00f5es representativas de uma cidadania terrestre) com os sonhos de HJS (de compartilhar a sua hist\u00f3ria de vida, seus inventos e sua f\u00e9 interplanet\u00e1ria no \u201csistema\u201d com mais pessoas). O Rancho Verde \u2013 que vinha se configurando desde 2010 como um ponto de encontro fechado, deixa de ser somente uma morada, para, naquele momento, projetar-se tamb\u00e9m como um espa\u00e7o aberto para pensar e promover novas vis\u00f5es e desenhos de mundo a partir das reflex\u00f5es e pr\u00e1ticas de ressignifica\u00e7\u00e3o da racionalidade fragmentada. Um lugar de aprendizagem e multiplica\u00e7\u00e3o, ancorado em pr\u00e1ticas de cuidado, desde as vidas sofridas, as mem\u00f3rias e as dores que se tornaram amor. Com o tempo, surgiram as garrafas, as flores, os brinquedos velhos e tantas outras cria\u00e7\u00f5es em s\u00e9rie, que passaram a ser catalogadas e dispostas em instala\u00e7\u00f5es, transformando um cois\u00e1rio em relic\u00e1rio.<sup>34<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Observamos que o patrim\u00f4nio primeiro desse laborat\u00f3rio de sustentabilidade, batizado de Casa Museu Rancho Verde \u00e9 a pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o de afeto dessa tr\u00edade, emoldurada, acima de tudo, pela sinergia de afinidades que segue em curso at\u00e9 os dias de hoje e que se torna rede, semeando pequenos pontos de luz verde a irradiar em v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es, conforme contado brevemente adiante.<\/p>\n\n\n\n<h3>Germinando, florescendo e frutificando \u2013 A amplia\u00e7\u00e3o de saberes e fazeres<\/h3>\n\n\n\n<p>Como construir uma &#8220;comunidade de destino&#8221; a partir da experi\u00eancia do dia a dia? Intencionando dar respostas a esta pergunta, organizamos a 1\u00aa Semana de Redu\u00e7\u00e3o de Res\u00edduo em Niter\u00f3i (SNRR), colocando o tema na pauta do dia para sensibilizar e engajar principalmente o cidad\u00e3o comum nas discuss\u00f5es globais, como a Europeia, na defesa de que o melhor res\u00edduo \u00e9 aquele que n\u00e3o \u00e9 gerado. <strong><em><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A promo\u00e7\u00e3o de tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es da SNRR (2012 a 2015) junto \u00e0 Uni\u00e3o Europ\u00e9ia foi um potencializador e uma plataforma de a\u00e7\u00f5es e atores da cidade em prol da nova racionalidade, a partir do olhar cr\u00edtico e informativo direcionado aos res\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es foram concentradas em dois eixos:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Interven\u00e7\u00f5es, oficinas, exibi\u00e7\u00e3o de filmes, e debates com foco socioambiental, como o Observat\u00f3rio da Varanda \u2013 MAC 360\u00ba, abordando o lixo marinho e a polui\u00e7\u00e3o da Ba\u00eda de Guanabara.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-15.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1710\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-15.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-15-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-15-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-15-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-15-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Ocupa\u00e7\u00e3o de tampas na rampa do MAC, SNRR 2012. C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-16.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1712\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-16.jpg 640w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-16-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-16-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Debates no observat\u00f3rio da Varanda, MAC, SNRR, 2013. C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>2. \u00canfase em pr\u00e1ticas locais modelares em favelas, tendo como representantes da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o o Rancho Verde no morro do Bumba, o Maquinho no Morro do Pal\u00e1cio e o Projeto Arquiteto de fam\u00edlia no morro Vital Brazil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1714\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-1714 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_1714\">\n        <div id=\"metaslider_1714\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-1722 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-17.jpg\" class=\"slider-1714 slide-1722\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig.-17\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-17.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-17-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-17-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-17-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-17-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">A\u00e7\u00f5es em Favelas: Painel mosaico no morro do Vital Brazil, SNRR, 2012. Arquivo C3.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1721 ms-image\"><img width=\"1280\" height=\"960\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-18.jpg\" class=\"slider-1714 slide-1721\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig. 18\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-18.jpg 1280w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-18-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-18-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-18-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-18-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">No morro do Pal\u00e1cio, SNRR 2012. Arquivo C3.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1723 ms-image\"><img width=\"992\" height=\"696\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2.jpg\" class=\"slider-1714 slide-1723\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig\" style=\"margin: 0 auto; width: 94.47619047619%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2.jpg 992w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2-300x210.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2-768x539.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 992px) 100vw, 992px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Pode uma casa virar museu? Teatro Institucional na Casa Morro do Bumba, SNRR 2012. Arquivo C3.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Ao incluirmos na agenda da 1\u00aa SNRR uma a\u00e7\u00e3o no Rancho Verde, t\u00ednhamos como convic\u00e7\u00e3o, e ao mesmo tempo sonho, que a amplia\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias de ressignifica\u00e7\u00e3o do lixo e renascimento, como a de HJS, poderiam revelar outras formas de fazeres, e, quem sabe, inspirar mais transi\u00e7\u00f5es para a racionalidade complexa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os anos de 2012 e 2016 foram divisores de \u00e1guas para n\u00f3s, que constitu\u00edmos a C3- Cole\u00e7\u00f5es, coletas e coletivos &#8211; A\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis , com rebatimentos tamb\u00e9m para o Rancho verde, tanto do ponto de vista da: (a) escala e alcance das pr\u00e1ticas de agenciamentos socioambientais, quanto de (b) um recorte curatorial da cole\u00e7\u00e3o emergente das obras de HJS.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambas as frentes iniciadas em 2012, foram base para uma culmin\u00e2ncia em 2016, por ocasi\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o dos vinte anos do Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Niter\u00f3i- MAC. O convite envolveu a integra\u00e7\u00e3o na exposi\u00e7\u00e3o \u00c1guas e Vidas Escondidas,<sup>35<\/sup> a concep\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o da agenda regular de discuss\u00e3o s\u00f3cio ambiental (MAC F\u00f3rum), e a participa\u00e7\u00e3o e lan\u00e7amento do curta-metragem internacional <em>The Discarded<\/em>,<sup>36<\/sup> dentro do contexto dos Jogos Ol\u00edmpicos Rio 2016.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-20.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1728\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-20.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-20-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-20-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-20-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Exposi\u00e7\u00e3o Casa Museu Rancho Verde, MAC 2016. Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-21.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1731\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-21.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-21-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-21-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-21-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Roda de Debates socioambientais \u2013 MAC F\u00f3rum, conduzido pela C3, MAC 2016. C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-22.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1733\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-22.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-22-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-22-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-22-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Lan\u00e7amento mundial do filme Discarded com Priscilla Grimberg e Daniel Marques no MAC. 2016, Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Esta gama de agenciamentos com foco socioambiental foi definida naquele momento pelo diretor do MAC, Guilherme Vergara, como um marco critico curatorial para um museu:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Cultura, meio ambiente e sociedade se unem entre forma e s\u00edmbolo pela aprecia\u00e7\u00e3o do visitante.<sup>37<\/sup><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A ativa\u00e7\u00e3o da segunda frente de atua\u00e7\u00e3o (curadoria das obras de HJS e a amplifica\u00e7\u00e3o de seu exemplo) iniciou em 2012 com uma reflex\u00e3o: \u201cPode uma casa virar museu?\u201d Partia tanto da ressignifica\u00e7\u00e3o de uma \u201ccarta de amor\u201d como potencial in\u00edcio de uma cole\u00e7\u00e3o, e do reconhecimento da arte na cria\u00e7\u00e3o cotidiana de HJS, como tamb\u00e9m de uma pergunta para n\u00f3s, a fim de experimentarmos a pot\u00eancia das conflu\u00eancias entre nossas vis\u00f5es de mundo e as trocas de viveres e saberes que vinham acontecendo.<sup>38<\/sup> Tal provoca\u00e7\u00e3o deflagrou a constru\u00e7\u00e3o de uma escultura viva de reinven\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, existencial e terap\u00eautica do habitar, como um marco do perfil desse laborat\u00f3rio de sustentabilidade.<sup>39<\/sup> Em 2016, j\u00e1 com curadoria da C3, integr\u00e1vamos como \u201cCasa Museu\u201d a varanda do MAC+20, como um projeto de irradia\u00e7\u00e3o e parte de processos ativistas e art\u00edsticos relacionados as quest\u00f5es ambientais da Baia de Guanabara e da cidade, fato este que iria se repetir em outras exposi\u00e7\u00f5es posteriores como no MADD (2017) e no Museu Bispo do Ros\u00e1rio Arte Contempor\u00e2nea (2019).<sup>40<\/sup><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1296\" height=\"864\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-23.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1735\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-23.jpg 1296w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-23-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-23-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-23-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1296px) 100vw, 1296px\" \/><figcaption>Exposi\u00e7\u00e3o Casa Museu Rancho Verde \u2013 MADD, conduzido pela C3, MAC 2016. C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1032\" height=\"581\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-24.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1737\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-24.jpg 1032w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-24-300x169.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-24-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-24-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1032px) 100vw, 1032px\" \/><figcaption>Exposi\u00e7\u00e3o Casa Museu Rancho Verde \u2013 Museu Bispo do Ros\u00e1rio, conduzido pela C3, MAC 2016. C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Todos esses processos alimentam e tamb\u00e9m s\u00e3o alimentados de conscientiza\u00e7\u00e3o e afeto, como relata Cristiana Seixas<sup>41<\/sup>, em seu enlace entre as poesias de HJS e os poemas de Manoel de Barros, ocorridos na Casa em 2018 e presentes nesta edi\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Voltei outras vezes&#8230; para abrir espa\u00e7o para conviver e apreender outra l\u00f3gica de ler e habitar o mundo.<sup>42<\/sup><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h3>A Casa Hoje: pr\u00e1ticas de cuidados e metamorfoses<\/h3>\n\n\n\n<p>Os \u00faltimos eventos pr\u00e9-pandemia do Covid ocorridos com e na Casa Museu (2019),<sup>43<\/sup> a premiaram,<sup>44<\/sup> a certificaram,<sup>45<\/sup> e a integraram \u00e0 rede de a\u00e7\u00f5es locais municipais e aos alunos e professores da rede p\u00fablica de ensino, ilustrando a concretiza\u00e7\u00e3o de sonhos e o culminar de esfor\u00e7os de m\u00faltiplos atores em prol de uma transi\u00e7\u00e3o baseada no cuidado e na complexidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-25.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1741\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-25.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-25-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-25-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-25-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Oficina com ressignifica\u00e7\u00e3o de latas \u2013 Integra\u00e7\u00e3o com morro do Pal\u00e1cio &#8211; Josemias Moreira, Otavio e coletivo Re Afrodite na Casa Bumba 2016 C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Hoje a Casa Museu atua especialmente como:<\/p>\n\n\n\n<p>A. Ponto de encontro e de experimenta\u00e7\u00f5es para reconex\u00e3o e fomento da cidadania terrestre atrav\u00e9s de novas formas de atua\u00e7\u00e3o de museus;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-26.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1743\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-26.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-26-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-26-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-26-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-26-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Encontro com alunos de Escola Municipal Local em parceria com Projeto Social Educar e Instituto Ambiente em Movimento na Casa Bumba 2019. Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-27.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1745\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-27.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-27-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-27-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-27-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-27-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Encontro escolas criativas em parceria com FAN e o educativo da Casa Eva Klabin &#8211; 2019.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-28.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1747\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-28.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-28-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-28-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-28-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-28-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Oficina com ressignifica\u00e7\u00e3o de grades &#8211; Agrade-se, Projeto Social Educar, 2019. Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>B. Modelo de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, tangibilizando no Bumba, uma realidade poss\u00edvel e acess\u00edvel a todos, por todos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1749\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-1749 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_1749\">\n        <div id=\"metaslider_1749\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-1758 ms-image\"><img width=\"960\" height=\"639\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-30.jpg\" class=\"slider-1749 slide-1758\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig. 30\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.584171696848%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-30.jpg 960w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-30-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-30-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cria\u00e7\u00e3o de cadeiras recicladas para edi\u00e7\u00e3o do Makers Meal  MAC. HJS, Josemias e Otavio do Macquiho 2016 Arquivo C3.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1761 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"800\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-31.jpg\" class=\"slider-1749 slide-1761\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig.-31\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.428571428571%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-31.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-31-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-31-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-31-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Oficina de compostagem - Instituto Ambiente e Movimento, 2018. C3.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1759 ms-image\"><img width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-32.jpg\" class=\"slider-1749 slide-1759\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig. 32\" style=\"margin: 0 auto; width: 66.285714285714%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-32.jpg 200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-32-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Doa\u00e7\u00e3o de tinta AkzoNobel Tintas Coral, 2016. Arquivo C3.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Desta maneira, as comunidades passam a localizar microssolu\u00e7\u00f5es ao inv\u00e9s de problemas, onde \u00e9 semeado um ponto de esperan\u00e7a dali para fora, fazendo da Casa e sua rede, pontos verdes, focos de muta\u00e7\u00f5es e do despertar de que outro viver pode ser poss\u00edvel.<sup>46<\/sup><\/p>\n\n\n\n<h3>Cuidando do quintal<\/h3>\n\n\n\n<p>No sentido de trazer coer\u00eancia entre nossa reflex\u00e3o e a\u00e7\u00e3o, temos desde a origem a preocupa\u00e7\u00e3o em (a) fomentar e dar continuidade ao legado iniciado por HJS, com fornecimento de tinta verde<sup>47<\/sup> e obras (b) ampliar a adequa\u00e7\u00e3o dos aspectos ambientais centrais da Casa. Nessa toada, trabalhamos prioritariamente o nosso quintal, o que incluiu a redu\u00e7\u00e3o de nosso impacto ambiental e autogera\u00e7\u00e3o de energia. Pr\u00e1ticas que incluem melhor gest\u00e3o de res\u00edduos<sup>48<\/sup> e principalmente, a execu\u00e7\u00e3o de obras com eco tecnologias &#8211; como aquecimento de \u00e1gua ou de tratamento de efluentes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1763\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-1763 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_1763\">\n        <div id=\"metaslider_1763\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-1774 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-33.jpg\" class=\"slider-1763 slide-1774\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig.-33\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-33.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-33-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-33-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-33-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-33-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Material reutilizado via doa\u00e7\u00e3o da Tetrapak,2018. C3.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1772 ms-image\"><img width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-34.jpg\" class=\"slider-1763 slide-1772\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig. 34\" style=\"margin: 0 auto; width: 66.285714285714%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-34.jpg 1080w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-34-300x300.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-34-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-34-150x150.jpg 150w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-34-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Obra de Aquecimento solar de baixo custo liderado pela Solarize, 2016. C3.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1773 ms-image\"><img width=\"960\" height=\"640\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-35.jpg\" class=\"slider-1763 slide-1773\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig. 35\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.428571428571%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-35.jpg 960w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-35-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-35-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Obra de esgotamento sanit\u00e1rio com bacia de evapotranspira\u00e7\u00e3o, liderado pelo Engenheiros sem fronteira \u2013ESF .2016. C3.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1775 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1800\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-36.jpg\" class=\"slider-1763 slide-1775\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig.-36\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.190476190476%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-36.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-36-200x300.jpg 200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-36-683x1024.jpg 683w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-36-768x1152.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-36-1024x1536.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Obra de seguran\u00e7a da conten\u00e7\u00e3o da encosta da Casa Museu- PRODUIS Bumba 2017. Arquivo C3.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Parte destas iniciativas da Casa tamb\u00e9m figura em dois dos treze epis\u00f3dios do Manual de Sobreviv\u00eancia para o S\u00e9culo XXI.<sup>49<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Com particular zelo pela dimens\u00e3o social das interven\u00e7\u00f5es, mantivemos como princ\u00edpio basilar a transfer\u00eancia de conhecimento e de renda, via capacita\u00e7\u00e3o e a contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra local, seja no primeiro caso para tornar atores sociais multiplicadores das eco-tecnologias ou no segundo, com o fornecimento local de refei\u00e7\u00f5es para as oficinas, ou de ajudantes das obras e limpeza.<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente, valores recebidos com premia\u00e7\u00f5es, doa\u00e7\u00f5es<sup>50<\/sup> e parcerias s\u00e3o destinados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, como conten\u00e7\u00e3o de encostas, a reforma do telhado,<sup>51<\/sup> muro de tr\u00e1s e a cria\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o multiuso, que possibilitou a exibi\u00e7\u00e3o de filmes e a realiza\u00e7\u00e3o de oficinas e shows abrigados da chuva.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-37.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1777\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-37.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-37-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-37-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-37-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Inaugura\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o multiuso da Casa Museu, 2018. Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3>As incertezas e o campo futuro de poss\u00edveis de uma micro \u201ccomunidade de destino\u201d<\/h3>\n\n\n\n<p>Nesta breve retrospectiva, a Casa mostrou algumas possibilidades de aproxima\u00e7\u00e3o com uma micro &#8220;comunidade de destino&#8221;, tendo operado como espa\u00e7o de exemplos do cotidiano e centro de multiplica\u00e7\u00e3o. A partir do resultado obtido, dois elementos parecem centrais para pensar na extrapola\u00e7\u00e3o do que ocorreu no Bumba: de uma experi\u00eancia individual\/oculta para uma experi\u00eancia em rede \u2013 com pot\u00eancia de ag\u00eancia para a metamorfose.<sup>52<\/sup> O primeiro diz respeito \u00e0 sincronia do encontro e ao perfil dos agentes e das ideias que subjazem sua a\u00e7\u00e3o coletiva, incluindo: suas motiva\u00e7\u00f5es, disposi\u00e7\u00f5es, partilhas, empatias e utopias para outras realidades que permitam a sobreviv\u00eancia humana na Terra. O segundo elemento reside na efic\u00e1cia da articula\u00e7\u00e3o de redes, cujos agenciamentos desembocaram em pequenas a\u00e7\u00f5es-exemplo a irradiar uma \u201ccomunidade de destino\u201d em \u00e2mbito local, nacional e internacionalmente. Um terceiro elemento, este muito particular do nascimento e vida da Casa, partiu do Rancho Verde, e diz respeito a essa figura s\u00e1bia, amorosa, inventiva e acolhedora que \u00e9 o nosso querido e singular parceiro HJS,<sup>53<\/sup> com quem temos a honra de compartilhar esse processo\/laborat\u00f3rio, cuja hist\u00f3ria aqui pincelamos, e que chega em 2021 em plena adolesc\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fazermos esse resgate da germina\u00e7\u00e3o e florescimento da Casa, tamb\u00e9m matutamos sobre as enormes dificuldades de se contribuir com o agenciamento dessa metamorfose, seja por suas facetas internas seja pelas externas. As primeiras envolvem sobretudo: (1) a viol\u00eancia e demais delongas, t\u00edpicas de um ambiente de periferia no Rio de janeiro, que comprometem a nossa&nbsp; seguran\u00e7a, a&nbsp; do espa\u00e7o e a dos visitantes; (2) o estabelecimento de uma estrutura remunerada para manter as atividades da Casa, que vem demandando investimento volunt\u00e1rio de seus organizadores e colaboradores h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada; (3) o fato de ser um ambiente privado, cujo propriet\u00e1rio se aproxima de um s\u00e9culo de vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os desafios oriundos do ambiente externo se relacionam principalmente com o momento atual civilizat\u00f3rio de mudan\u00e7as de paradigmas<sup>54<\/sup> e de \u2018policrises\u2019, ainda na transi\u00e7\u00e3o de uma racionalidade fragmentada para uma racionalidade complexa, que se concretizam em mudan\u00e7as concomitantes entre modelos (de estrat\u00e9gias empresariais, do sistema mundial e de microrresist\u00eancias), limitando a colabora\u00e7\u00e3o da Casa. Apesar do incentivo \u00e0 revis\u00e3o do modelo vigente ocorrer desde o inicio do processo (seja no reaproveitamento de latas de tinta para elabora\u00e7\u00e3o de canecas e abajures de HJS, \u00e0 sua amplia\u00e7\u00e3o em oficinas da SNRR em 2012), somente na segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI as empresas iniciaram sua jornada, como na internaliza\u00e7\u00e3o de conceitos de economia circular em suas a\u00e7\u00f5es. &nbsp;\u00c9 a partir da sintonia dessas novas racionalidades que as perspectivas de atua\u00e7\u00e3o da Casa passam a abrilhantar ideias de futuro, como, por exemplo, servindo como ponto de ressignifica\u00e7\u00e3o de res\u00edduos via oficinas e exposi\u00e7\u00f5es no Bumba, ou agenciando cooperativas e pontos de forma\u00e7\u00e3o, e\/ou at\u00e9 mesmo como parte inicial desta cadeia como ponto de coleta seletiva, como no caso das parcerias com Akzonobel e Tetrapak.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, as dificuldades n\u00e3o s\u00e3o impeditivas para nossos sonhos e para o oceano de possibilidades que se descortinam a todo o momento, como a desta escrita. Alimentadas pelo amor e pela esperan\u00e7a que se renovam a cada a\u00e7\u00e3o e a cada encontro, s\u00e3o muitos&nbsp; sonhos que ainda nutrimos. A amplia\u00e7\u00e3o da escala de a\u00e7\u00f5es de capacita\u00e7\u00e3o dos atores locais e o consequente alargamento dos seus horizontes e condi\u00e7\u00f5es para a metamorfose desejada \u00e9 o cerne desta utopia, seja na forma\u00e7\u00e3o para implanta\u00e7\u00e3o de novas eco-teconologias na Casa (como as ainda inexistentes capta\u00e7\u00f5es de \u00e1gua de chuva e energia fotovoltaica), seja na amplia\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de professores para pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o fortalecimento de parcerias e expans\u00e3o da Casa ficam muito comprometidos com a condu\u00e7\u00e3o do atual governo federal brasileiro. Em resposta \u00e0 crise do Covid-19, com a interrup\u00e7\u00e3o do programa de renda emergencial, de um lado, e o desmonte da \u00e1rea ambiental e cultural de outro, colocam-se desafios adicionais de transposi\u00e7\u00e3o das desigualdades estruturais e de valoriza\u00e7\u00e3o do \u2018ter humano\u2019 sobre o ser humano,<sup>55<\/sup> especialmente naqueles de \u2018agrupamentos subnormais\u2019 como no morro do Bumba, sede da Casa. Em sentido contr\u00e1rio, o cen\u00e1rio do governo municipal descortina v\u00e1rias potencialidades de amplia\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es ocorridas a partir da recente premia\u00e7\u00e3o (2019) concedida \u00e0 Casa, tais como espa\u00e7o para expans\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o de multiplicadores e alunos junto \u00e0s Secret\u00e1rias de Educa\u00e7\u00e3o, Meio Ambiente e Cultura do munic\u00edpio, e tamb\u00e9m a rede privada de ensino da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 pot\u00eancia latente tamb\u00e9m com parceiros antigos da sociedade civil organizada, em sonhos de estabelecimento no Bumba: um n\u00facleo de musicaliza\u00e7\u00e3o (da ONG Orquestra de cordas da Grota), e a forma\u00e7\u00e3o de ecoagentes comunit\u00e1rios (Projeto Ecomagente do IAM).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"798\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-38.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1780\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-38.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-38-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-38-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig.-38-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Show Non stop, M\u00fasicos da Grota 2018, Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Vimos como deveras importante e desafiadora a tarefa de documenta\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o da obra e vida de HJS, que daqui a pouco completar\u00e1 100 anos. Para que tal sabedoria e legado sejam compartilhados, importa mais que as organiza\u00e7\u00f5es sejam perenes \u2013 para al\u00e9m das pessoas. \u00c9 nesse sentido, que a Casa poderia ser vista como um patrim\u00f4nio p\u00fablico, vivo, atemporal e impessoal para o uso da comunidade do Bumba e de Niter\u00f3i. Seja fisicamente, na continuidade deste ponto de esperan\u00e7a como parte dos equipamentos socioculturais da cidade ou livro de fotografias com a\u00e7\u00f5es da Casa, e textos de HJS e parceiros convidados (projeto sonhado h\u00e1 tempos), ou seja, virtualmente. A \u201cCasa Museu virtual\u201d \u00e9 hoje uma demanda sobre a qual temos nos debru\u00e7ado, entendendo sua pot\u00eancia exponencial para gerar conex\u00f5es e diluir barreiras geogr\u00e1ficas para novas participa\u00e7\u00f5es. Entendemos que ao potencializar um local espec\u00edfico, podemos irradiar para seu entorno e al\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Num universo de tantas inc\u00f3gnitas diante das incertezas do presente e do futuro da pequena Casa, enquanto agente de vida e metamorfose, espa\u00e7o de uma micro \u201ccomunidade de destino&#8221;, nos inquietam as perguntas: como nos mantermos unidos, criativos e esperan\u00e7osos para enfrentarmos os desafios projetados para o mundo p\u00f3s pand\u00eamico? Como podemos encaminhar a Casa para uma independ\u00eancia do nosso agenciamento?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig.-39.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1782\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig.-39.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig.-39-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig.-39-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig.-39-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Obra o Tempo HJS. S\u00e9rie rel\u00f3gios da cole\u00e7\u00e3o Casa Museu 2013, Arquivo C3.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Estas perguntas ressoam desafiando e tamb\u00e9m reunindo nossas for\u00e7as. Uma luta infinita que compartilha a certeza de que h\u00e1 mais \u201cvidas escondidas\u201d a serem desvendadas e potencializadas em outras camadas sutis desta hist\u00f3ria. Para al\u00e9m de HJS, da casa-museu, dos encontros e das pr\u00e1ticas, queremos agradecer presen\u00e7as \u00edmpares, sem as quais n\u00e3o ter\u00edamos esta hist\u00f3ria para contar. Segundo Bert Hellinger,<sup>56<\/sup> todos fazem parte, e a exclus\u00e3o e invisibilidade \u00e9 o que adoece os sistemas viventes, seja na fam\u00edlia ou na sociedade, e n\u00e3o \u00e9 diferente dentro de um trabalho. O ato de reconhecer fortalece o senso de pertencimento e a for\u00e7a que cada um de n\u00f3s representa dentro dos sistemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa lista de agradecimentos se inicia voltando ao come\u00e7o do come\u00e7o \u2013 \u00e0s genealogias que (co) habitam este sistema, trazendo \u00e0 tona uma constela\u00e7\u00e3o de vidas escondidas que se entrela\u00e7aram em algum momento em algum lugar: Guilherme Vergara e Jessica Gogan que acreditaram e apoiaram as fr\u00e1geis e incertas ideias iniciais do \u201cPrograma Fam\u00edlia em Tr\u00e2nsito\u201d;&nbsp; Rossana Xavier que topou e viabilizou a parceria com a CPMA; nosso amigo F. que nos conectou ao Seu Hernandes; o pr\u00f3prio HJS que abriu a sua casa e cora\u00e7\u00e3o; Dona Edmeia, que antes de partir deixou uma carta de amor que a tudo e a todos uniria; e, por fim, a for\u00e7a criadora que nos uniu (Priscilla Grimberg e Maria Ignes Albuquerque), e nos conectou a este fluxo virtuoso e ascendente de luz e colabora\u00e7\u00e3o inimagin\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>A lista se estende \u00e0 nossa teia, composta por:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Museus<\/strong>, como o Bispo do Ros\u00e1rio, MADD e o Programa Arte A\u00e7\u00e3o Ambiental do MAC de Niter\u00f3i; Produtoras audiovisuais como Provis\u00f3rio Permanente, Amorim Filmes, \u00datero, Sound off films e Faz Digital; <strong>Universidades<\/strong>, como o Programa de Extens\u00e3o da UFF &#8211; Museus Laborat\u00f3rios sem Paredes; <strong>ONGs<\/strong> como Engenheiros sem Fronteiras- RJ, Instituto Mesa, Casa Museu Eva Klabin, Instituto Ambiente em Movimento &#8211; IAM, Projeto Social Educar, Grupo musical Non stop, encubado pela Orquestra de cordas da Grota, Ponto Org, Projeto Makers Meal; Bem TV, projeto Grael; <strong>Empresas<\/strong>, como Icarahy Canoa Clube, Solarize, Ampersand design, Brettas bike, AkzoNobel \u2013 Tudo de cor, Tetrapak; al\u00e9m da <strong>Prefeitura <\/strong>de Niter\u00f3i,PRODUIS e sua Secretaria de cultura com a recente rede de a\u00e7\u00f5es locais. Dentre os <strong>artistas e ativistas<\/strong> contempor\u00e2neos de diversos campos, temos o coletivo Re Afrodite (Chipre), Sandrine Teixido (Fran\u00e7a), Daniel Marques, Leandro Almeida, Marcia Campos, Agrade-se e Henrique Viviani, Diana Kolker, Maria Jo\u00e2o, Robson Lemos, Josemias Moreira, Gustavo Stephan, Silvia Pires, Marcus Vinicius Fattor, Duda Mattar, Breno Platais e Marcos Palmeiras,<sup>57<\/sup> al\u00e9m dos <strong>apoios locais<\/strong> e primordiais de Henrique, Flavio, Seu Ant\u00f4nio e fam\u00edlia, Felipe e nossa querida Ang\u00e9lica.<\/p>\n\n\n\n<p>Lista que segue sempre aberta a novas colabora\u00e7\u00f5es e desdobramentos \u2013 agradecendo todes que apoiaram este \u201c<em>do-in<\/em>\u201d local planet\u00e1rio e lan\u00e7ando uma convocat\u00f3ria para mais que mais magnetos, tal como cartas de amor, sejam usados como dispositivos de despertar para o senso de pertencimento t\u00e3o necess\u00e1rio para supera\u00e7\u00e3o da crise civilizat\u00f3ria vigente.&nbsp; Pertencer \u00e9 igual a sobreviver, e, como n\u00e3o existe um destino individual que possa sobreviver isoladamente, precisamos nos unir. Como diz Sorokin:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>O amor pode fornecer uma <strong>\u201c<\/strong>cola social\u201d vital para nos manter unidos ao enfrentarmos desafios. Se nos separamos, um colapso evolucion\u00e1rio parece garantido. Se nos unirmos de forma autentica, contudo, temos o potencial real de darmos um salto evolutivo. E, para nos unirmos, precisamos reconciliar as muitas diferen\u00e7as que, hoje, nos dividem. Precisamos encontrar harmonia onde hoje h\u00e1 disc\u00f3rdia. Precisamos cultivar o respeito e considera\u00e7\u00e3o pelos outros algo que, afinal est\u00e1 nas bases do amor.<sup>58<\/sup>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Priscila Grimberg<\/em><\/strong><br>Designer, mulher 50+, m\u00e3e, curiosa e interessada em tudo o que caminhe para sua melhor vers\u00e3o.\u00a0Integra o laborat\u00f3rio de Justi\u00e7a Ambiental -UFF, o conselho de ONG\u00b4s, \u00e9 cofundadora da Casa Museu Rancho Verde e entusiasta da metamorfose para uma comunidade de destino, a partir da ampla a\u00e7\u00e3o coletiva de atores da sociedade como forma de viabilizar sua sobreviv\u00eancia no 3\u00ba mil\u00eanio. Mestre em Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (UFRJ), Doutoranda em Pol\u00edticas P\u00fablicas, Estrat\u00e9gia e Desenvolvimento (UFRJ), atua h\u00e1 mais de 15 anos como consultora na rela\u00e7\u00e3o entre neg\u00f3cios e sociedade, especialmente nos setores extrativos, de infraestrutura e habita\u00e7\u00e3o em periferias. Interesse especifico no enfoque territorial do desenvolvimento.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Maria Ign\u00eas Albuquerque<\/em><\/strong><br>M\u00e3e de 4, Pedagoga, Designer em Sustentabilidade (Gaia Education), mulher 50+, h\u00e1 25 anos concebe e realiza curadorias educativas para Museus nacionais (Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Niter\u00f3i &#8211; MAC, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro- MAM e Oi Futuro) e internacionais (Metropolitan Museun of Art no &#8220;Parent Child Workshop&#8221; e no \u201cDoing Art Together\u201d da rede p\u00fablica de ensino de Nova Iorque). Junto ao N\u00facleo Experimental de Educa\u00e7\u00e3o e Arte do MAM, desenvolveu o programa Fam\u00edlia em Tr\u00e2nsito. H\u00e1 10 anos incorpora a tem\u00e1tica ambiental, sendo cofundadora e gestora do projeto Casa Museu Rancho Verde. \u00c9 artista\/ativista ambiental com foco em lixo marinho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Casa Museu Rancho Verde<\/em><\/strong><br>Facebook: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Casa-Museu-Rancho-Verde-1780444935503933\/\">https:\/\/www.facebook.com\/Casa-Museu-Rancho-Verde-1780444935503933\/<\/a><br>Instagram: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/casamuseur\/\">https:\/\/www.instagram.com\/casamuseur\/<\/a><br>Youtube: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCDoEY4C9ONpuYgSbgGIug7A\">https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCDoEY4C9ONpuYgSbgGIug7A<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><sup>1<\/sup> ROCKSTR\u00d6M, J. et al. Planetary boundaries: exploring the safe operating space for humanity. Ecology and Society, v. 14, n. 2, p. 32. 2009.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>2<\/sup> PRATES, IRVING, 2015, p. 30<\/p>\n\n\n\n<p><sup>3<\/sup> MORIN, E.; KERN, A. B. <em>TERRA-P\u00c2TRIA<\/em>. Porto Alegre: Editora Sulina, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>4<\/sup> COMERCIO, S. S. do. <em>Para um pensamento do sul: di\u00e1logos com Edgar Morin<\/em>. Rio de Janeiro: SESC &#8211; Departamento Nacional, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>5<\/sup> ABRAMOVAY, R. MUITO ALEM DA ECONOMIA VERDE. Sao Paulo: Editora Abril, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>6<\/sup> SOUSA SANTO S, Boaventura<em>. Una Epistemolog\u00eda del Sur. La reinvenci\u00f3n del conocimiento y la emancipaci\u00f3n socia<\/em>l. Buenos Aires: Siglo XXI Editores, CLACSO, 2009. P. 160-209.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>7<\/sup>&nbsp; LEFF, Enrique. <em>Epistemologia ambiental<\/em>. 5\u00aa ed. Tradu\u00e7\u00e3o de Sandra Valenzuela. S\u00e3o&nbsp; Paulo: Cortez, 2010, pp. 23-108<\/p>\n\n\n\n<p><sup>8<\/sup> No olhar de Thomas Kuhn, a ci\u00eancia \u00e9 feita de paradigmas &#8211; modelo ou padr\u00e3o aceitos. KUHN, Thomas, S. <em>A Estrutura das revolu\u00e7\u00f5es cienti\u0301ficas<\/em>. 5a. ed. S\u00e3o Paulo: Editora Perspectiva, 1970.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>9 <\/sup>MORIN, Edgar. <em>Os sete saberes necess\u00e1rios \u00e0 educa\u00e7\u00e3o do futuro<\/em>. 2a ed. Bras\u00edlia, DF: UNESCO, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>10<\/sup> Ver mais em: MORIN, Edgar &nbsp;Introdu\u00e7\u00e3o <em>ao Pensamento Complexo<\/em>, Lisboa, Instituto Piaget, 1991.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>11<\/sup> MORIN, Edgar; KERN, Anne. B. <em>TERRA-P\u00c2TRIA<\/em>. Porto Alegre: Editora Sulina, 2003., p.178<\/p>\n\n\n\n<p><sup>12<\/sup> MORIN, E. Os sete saberes necess\u00e1rios \u00e0 educa\u00e7\u00e3o do futuro. 2a ed. Bras\u00edlia, DF: UNESCO, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>13 <\/sup>IRVING, Marta de A. <em>Sustentabilidade e O Futuro que n\u00e3o queremos: polissemias, controv\u00e9rsias e a constru\u00e7\u00e3o de sociedades sustent\u00e1veis.<\/em> Dossie Sustentabilidade, Rio de Janeiro, no. vol. 9 n.26 ed. Sinais Soc, p. 1\u20134, 2014. https:\/\/doi.org\/10.15713\/ins.mmj.3.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>14<\/sup>&nbsp;IRVING, Marta de A.; OLIVEIRA, Elizabeth. <em>Sustentabilidade e Transforma\u00e7\u00e3o Social<\/em>. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>15<\/sup> Edgar Morin. Comunidade de destino. (\u2026) &#8221; precisamos fundar a solidariedade humana n\u00e3o mais numa ilus\u00f3ria salva\u00e7\u00e3o terrestre, mas na consci\u00eancia &#8230; de nossa perten\u00e7a ao complexo comum tecido pela era planet\u00e1ria, na consci\u00eancia de nossos problemas comuns de vida ou de morte,na consci\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o ag\u00f4nica de nosso come\u00e7o de mil\u00eanio. In. MORIN, Edgar; KERN, Anne B. <em>TERRA-P\u00c2TRIA<\/em>. Porto Alegre: Editora Sulina, 2003. p. 179<\/p>\n\n\n\n<p><sup>16<\/sup> The five skins (as cinco peles): 1 Epiderme; 2 Roupas; 3 Casa; 4 Identidade, Fam\u00edlia, Natureza, Pa\u00eds, Outras Pessoas; 5 Terra, Ecologia, Natureza in RESTANY, Pierre, <em>The Power of Art Hundertwasser: The Painter-King with the Five skins<\/em>, Cologne: Taschen, 1998, pp. 10-11<\/p>\n\n\n\n<p><sup><sup>17<\/sup><\/sup> Seu Hernandes tinha diferentes refer\u00eancias a essa voz. O Sistema como sendo seu pr\u00f3prio pensamento, outras vezes como a Voz de Deus ou dos anjos. Dependendo da narrativa ele alterna ou funde essas perspectivas na fala.<\/p>\n\n\n\n<p><sup><sup>18<\/sup><\/sup> RIBEIRO, Sidarta in VARGAS, Bruna, Sidarta Ribeiro: &#8220;Se as pessoas n\u00e3o sonham, n\u00e3o veem futuro&#8221;, SAUDE MENTAL, 2020. Dispon\u00edvel emhttps:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/saude\/vida\/noticia\/2020\/07\/sidarta-ribeiro-se-as-pessoas-nao-sonham-nao-veem-futuro-ckcqd85v4001o013gx3n50nnf.html (Acessado em mar\u00e7o 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup><sup>19<\/sup><\/sup> Mantivemos o anonimato do vizinho de HJS, respeitando o c\u00f3digo de sigilo da CPMA.<\/p>\n\n\n\n<p><sup><sup>20<\/sup><\/sup> MAM, blogspot. <a href=\"https:\/\/nucleoexperimental.wordpress.com\/2013\/06\/17\/despedida-o-nucleo-experimental-de-educacao-e-arte\/\">Despedida: O N\u00facleo Experimental de Educa\u00e7\u00e3o e&nbsp;Arte<\/a>, 2017. Dispon\u00edvel em https:\/\/nucleoexperimental.wordpress.com\/ (Acessado em mar\u00e7o 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>21 <\/sup>Depois de um ciclo de 3 anos (2009 a 2012), o N\u00facleo Experimental de Educa\u00e7\u00e3o e Arte no&nbsp;Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro encerrou seus trabalhos e esfor\u00e7os que exploraram e refletiram as buscas por novas possibilidades e sentidos dos museus de arte para a educa\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>22<\/sup> Detalhada mais adiante neste documento<\/p>\n\n\n\n<p><sup>23 <\/sup>SCHMIED, Wieland. For a More Human Architecture in Harmony with Nature. German, Hardcove. 1997<\/p>\n\n\n\n<p><sup>24<\/sup> SILVA, M. Z. da; BARRETO, A. de P.; RUIZ, J. E. L.; CAMBOIM, S. P.; LAZARTE, R.; FERREIRA FILHA, M. de O. O cen\u00e1rio da Terapia Comunit\u00e1ria Integrativa no Brasil: hist\u00f3ria, panorama e perspectivas.&nbsp;Temas em Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade,&nbsp;<em>[S. l.]<\/em>, v. 16, n. esp.1, p. 341\u2013359, 2020. DOI: 10.26673\/tes.v16iesp.1.14316. Dispon\u00edvel em: https:\/\/periodicos.fclar.unesp.br\/tes\/article\/view\/14316. Acesso em: 8 mar. 2021<\/p>\n\n\n\n<p><sup>25<\/sup> Das na\u00e7\u00f5es-membro da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>26<\/sup> A Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, conhecida por RIO+20:<\/p>\n\n\n\n<p><sup>27<\/sup> Ver mais em EWWR, European Week for Waste Reduction. Disponivel em: <a href=\"https:\/\/ewwr.eu\/project\/\">https:\/\/ewwr.eu\/project\/<\/a> (Acessado em mar\u00e7o 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup><sup>28<\/sup><\/sup> A primeira experi\u00eancia brasileira sistem\u00e1tica e documentada de coleta seletiva teve in\u00edcio em abril de 1985 no bairro de S\u00e3o Francisco, em Niter\u00f3i (RJ) com o professor Emilio Eigenheer da UFF.<\/p>\n\n\n\n<p><sup><sup>29<\/sup><\/sup> Ver mais em Morro do Bumba: triste s\u00edmbolo do problema do lixo, Revista em discuss\u00e3o, 2010, Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.senado.gov.br\/noticias\/Jornal\/emdiscussao\/revista-em-discussao-edicao-junho-2010\/noticias\/morro-do-bumba-triste-simbolo-do-problema-do-lixo.aspx\">https:\/\/www.senado.gov.br\/noticias\/Jornal\/emdiscussao\/revista-em-discussao-edicao-junho-2010\/noticias\/morro-do-bumba-triste-simbolo-do-problema-do-lixo.aspx<\/a> (Acessado em mar\u00e7o de 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>30<\/sup> POE, Edgar A., <em>Contos de imagina\u00e7\u00e3o e mist\u00e9rio<\/em>.&nbsp;Tordesilhas; 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o, 2012, p. 111.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>31<\/sup> Sandrine Teixedo <a href=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/portfolio\/sandrine-teixido\/\">\u201cUm conto como ferramenta\u201d<\/a> <em>Revista MESA<\/em> no.6 \u201cVidas escondidas\u201d <\/p>\n\n\n\n<p><sup>32<\/sup> Atrav\u00e9s da Politica Nacional de Res\u00edduos s\u00f3lidos (PNRS) &#8211; Lei n\u00ba 12.305\/2010<\/p>\n\n\n\n<p><sup>33<\/sup> MORIN, Edgar.; KERN, Annr B. TERRA-P\u00c2TRIA. Porto Alegre: Editora Sulina, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>34<\/sup> Muito textos de HJS come\u00e7aram a ser escritos na \u00e9poca e hoje, h\u00e1 uma profus\u00e3o dos mesmos, assunto para uma sonhada publica\u00e7\u00e3o futura.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>35<\/sup> NITER\u00d3I, Cultura. Ba\u00eda de Guanabara, \u00c1guas e Vidas escondidas, 2012. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/culturaniteroi.com.br\/blog\/index.php?id=2294&amp;equ=macniteroi\">http:\/\/culturaniteroi.com.br\/blog\/index.php?id=2294&amp;equ=macniteroi<\/a> (Acessado em janeiro de 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>36<\/sup> Annie Costner e Carla Dauden (diretoras) The Discarded, 2016. Dispon\u00edvel em https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Rb23MGDsQ2c&amp;feature=player_embedded<\/p>\n\n\n\n<p><sup>37<\/sup> VERGARA, Guilherme in: ALBUQUERQUE, Maria In\u00eas e GRIMBERG, Priscilla.&nbsp;\u201cComo nasce uma ideia?\u201d Relat\u00f3rio da 1\u00aa Semana Niteroiense de Redu\u00e7\u00e3o de Res\u00edduos, 2013, p.3<\/p>\n\n\n\n<p><sup>38<\/sup> ALMEIDA, Leandro. <em>Como nasce uma experi\u00eancia<\/em>, 2016. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/youtu.be\/dDKMFtG_lBg\">https:\/\/youtu.be\/dDKMFtG_lBg<\/a> (Acessado em mar\u00e7o 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>39<\/sup> Nas dimens\u00f5es do cuidado com o individuo e com o planeta e enquanto metamorfose, entendida como mudan\u00e7a de consci\u00eancia e de comportamento In COMERCIO, S. S. do. Para um pensamento do sul\u202f: di\u00e1logos com Edgar Morin. Rio de Janeiro: SESC &#8211; Departamento Nacional, 2011..<\/p>\n\n\n\n<p><sup>40<\/sup>ALVES, Bruno<em>, Casa-Museu Rancho Verde integra exposi\u00e7\u00e3o no Museu Bispo do Ros\u00e1rio<\/em>, 2019.&nbsp; Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/brunoeduardoalvesmultijornalista.blogspot.com\/2019\/09\/casa-museu-rancho-verde-integra.html\">https:\/\/brunoeduardoalvesmultijornalista.blogspot.com\/2019\/09\/casa-museu-rancho-verde-integra.html<\/a> (Acessado em mar\u00e7o 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>41<\/sup> Psic\u00f3loga, biblioterapeuta, especialista em arteterapia<\/p>\n\n\n\n<p><sup>42<\/sup> Cris Seixas <a href=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/portfolio\/cristiana-seixas\/\">\u201cPo\u00e9tica de resgate\u201d<\/a> <em>Revista MESA<\/em> no.6 \u201cVidas escondidas\u201d 2021<\/p>\n\n\n\n<p><sup>43 <\/sup>GOVSERV, Niter\u00f3i. Casa Museu promove tarde especial na pr\u00f3xima sexta-feira (04), no Morro do Bumba!, 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.govserv.org\/BR\/Niter%25C3%25B3i\/2139912266147347\/Cultura-Viva-Niter%25C3%25B3i#location\">https:\/\/www.govserv.org\/BR\/Niter%C3%B3i\/2139912266147347\/Cultura-Viva-Niter%C3%B3i#location<\/a> (Acessado em mar\u00e7o 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>44 <\/sup>KALICHESKI, Daniela, A\u00e7\u00f5es de trabalho volunt\u00e1rio em Niter\u00f3i ganham pr\u00eamio de apoio \u00e0 cultura, Jornal O GLOBO, 2019.&nbsp; Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/bairros\/acoes-de-trabalho-voluntario-em-niteroi-ganham-premio-de-apoio-cultura-23609725\">https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/bairros\/acoes-de-trabalho-voluntario-em-niteroi-ganham-premio-de-apoio-cultura-23609725<\/a> (Acessado em mar\u00e7o 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup><sup>45<\/sup><strong><em> <\/em><\/strong><\/sup>Como Ponto de Cultura pelo Governo Federal<\/p>\n\n\n\n<p><sup><sup>46<\/sup><\/sup> NEDER, L\u00edvia, Em Niter\u00f3i, projetos locais promovem a defesa do meio ambiente: Atitudes simples promovem o despertar da consci\u00eancia ecol\u00f3gica e s\u00e3o exemplos positivos para esta e futuras gera\u00e7\u00f5es adotarem boas pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, O GLOBO, 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/bairros\/em-niteroi-projetos-locais-promovem-defesa-do-meio-ambiente-23710754%2520.%2520(%2520Acessado\">https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/bairros\/em-niteroi-projetos-locais-promovem-defesa-do-meio-ambiente-23710754 .<\/a> (Acessado em mar\u00e7o de 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup><sup>47<\/sup><\/sup>&nbsp;Fruto de parceria com a Akzo Nobel<\/p>\n\n\n\n<p><sup><sup>48<\/sup><\/sup> Com reaproveitamento nos materiais das oficinas, coleta seletiva e compostagem). Ver mais em: Amstel&nbsp;, Jay M. N. van, Oficina de Compostagem, Blogspot Ecomagente,&nbsp; 2017.&nbsp; Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/ecomagentegrota.blogspot.com\/2017\/10\/visita-tecnica.html?m=1\">http:\/\/ecomagentegrota.blogspot.com\/2017\/10\/visita-tecnica.html?m=1<\/a>(Acessado em mar\u00e7o 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>49<\/sup> S\u00e9culo XX, Manual de Sobreviv\u00eancia para, Epis\u00f3dio 10, 2018. Dispon\u00edvel em&nbsp; <a href=\"https:\/\/youtu.be\/zVCRtXzvPWk\">https:\/\/youtu.be\/zVCRtXzvPWk<\/a>&nbsp;(minuto 11:40) (Acessado em mar\u00e7o 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup><sup>50<\/sup><\/sup> SOLARIZE, Doa\u00e7\u00e3o da Solarize na campanha para reforma do telhado da Casa Museu Rancho Verde, 2020. Dispon\u00edvel em&nbsp; <a href=\"https:\/\/www.solarize.com.br\/site-content\/11-blog\/435-doacao-da-solarize-na-campanha-para-reforma-do-telhado-da-casa-museu-rancho-verde\">https:\/\/www.solarize.com.br\/site-content\/11-blog\/435-doacao-da-solarize-na-campanha-para-reforma-do-telhado-da-casa-museu-rancho-verde<\/a> (Acessado em mar\u00e7o 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>51<\/sup> SODR\u00c9, Leonardo. Grupo se mobiliza para reformar museu de artista popular no Morro do Bumba, em Niter\u00f3i, O Globo, 2020. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/bairros\/grupo-se-mobiliza-para-reformar-museu-de-artista-popular-no-morro-do-bumba-em-niteroi-1-24788053\">https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/bairros\/grupo-se-mobiliza-para-reformar-museu-de-artista-popular-no-morro-do-bumba-em-niteroi-1-24788053<\/a>(Acessado em mar\u00e7o 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>52<\/sup> MORIN, E.; KERN, Anne B. TERRA-P\u00c2TRIA. Porto Alegre: Editora Sulina, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>53<\/sup> Leandro Almeida (dir) Document\u00e1rio longa metragem sobre a vida de Sr Hernandes em processo representado nesta edi\u00e7\u00e3o como ensaio fotogr\u00e1fico. http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/portfolio\/leandro-almeida\/<\/p>\n\n\n\n<p><sup>54<\/sup> Ver mais em FAVARETO, Arilson. Multiescalaridade e multidimensionalidade nas pol\u00edticas e nos processos de desenvolvimento territorial\u2013 acelerar a transi\u00e7\u00e3o de paradigmas<em>. Desenvolvimento Regional: Processos, Pol\u00edticas e Transforma\u00e7\u00f5es Territoriais.<\/em> S\u00e3o Carlos: Pedro &amp; Jo\u00e3o Editores, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>55<\/sup> IRVING, M. de A. Sustentabilidade e O futuro que n\u00e3o queremos: polissemias, controv\u00e9rsias e a constru\u00e7\u00e3o de sociedades sustent\u00e1veis. Sinais Sociais, Rio de Janeiro, vol. 9, no. 26, p. 11\u201336, 2014. p.15<\/p>\n\n\n\n<p><sup>56<\/sup> HELLINGER, Bert e HOVEL, Gabriele Ten. Constela\u00e7\u00f5es Familiares &#8211; O Reconhecimento das Ordens do Amor. Cultrix. Brasil. 2001, p.59<\/p>\n\n\n\n<p><sup>57<\/sup> RANCHO VERDE, Casa Museu. Ei, voc\u00ea! Sua presen\u00e7a \u00e9 bem vinda! Junte se a n\u00f3s tamb\u00e9m!2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/watch\/?v=1807775302770896\">https:\/\/www.facebook.com\/watch\/?v=1807775302770896<\/a> (Acessado em mar\u00e7o de 2021)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>58<\/sup> SOROKIN, Pitirim<em> <\/em>(1967) apud HASRLAND, Maddy; KEEPIN, Wiilian. A can\u00e7\u00e3o da terra: Uma vis\u00e3o de mundo cientifica e espiritual. Rio de Janeiro, Ro\u00e7a Nova, 2016, p. 210.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Casa Museu Rancho Verde: Um campo em constru\u00e7\u00e3o, uma ideia for\u00e7a, uma utopia Priscila Grimberg e Maria Ign\u00eas Albuquerque Vivemos uma crise civilizat\u00f3ria, visivelmente expressa, dentre tantas outras, na crise [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"portfolio-tags":[],"portfolio-category":[51],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/1656"}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/types\/portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio-tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio-tags?post=1656"},{"taxonomy":"portfolio-category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio-category?post=1656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}