{"id":914,"date":"2021-03-15T16:43:33","date_gmt":"2021-03-15T19:43:33","guid":{"rendered":"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/?page_id=914"},"modified":"2021-04-09T00:52:33","modified_gmt":"2021-04-09T03:52:33","slug":"doutsje-nauta-willem-van-goor-reverendo-val-rogers","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/doutsje-nauta-willem-van-goor-reverendo-val-rogers\/","title":{"rendered":"\u00c0 margem: arte, comunidade e cura na Ilha Achill, Irlanda"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"803\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/cover-image_crosses_landscape_DSC_0034.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-915\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/cover-image_crosses_landscape_DSC_0034.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/cover-image_crosses_landscape_DSC_0034-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/cover-image_crosses_landscape_DSC_0034-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/cover-image_crosses_landscape_DSC_0034-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Cruzes de madeira em sepulturas sem l\u00e1pide, Igreja de St. Thomas, Dugort, Ilha Achill, 2017. Foto: Jessica Gogan.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2>\u00c0 margem: arte, comunidade e cura na Ilha Achill, Irlanda<\/h2>\n\n\n\n<h4>Di\u00e1logo com Doutsje Nauta, Willem Van Goor e Reverendo Val Rogers<\/h4>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>No entanto, quando chego ao outro extremo da ilha<br>E olho para o porto nas rochas abaixo,<br>O Oceano Atl\u00e2ntico criando n\u00f3s brancos e brutos,<br>Embora eu esteja globalmente triste, estou localmente feliz<br>Por estar prestes a dirigir por aquela estrada sinuosa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Paul Durcan, \u201cThe Far Side of the Island\u201d<sup>1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p><em>O artista holand\u00eas Willem van Goor e sua esposa Doutsje Nauta emigraram da Holanda com sua filha para a Ilha Achill em 1997 e compraram a ch\u00e1cara Blean\u00e1skill, com uma casa de um s\u00f3 andar e tr\u00eas hectares de jardins, localizada na magnificamente bela Atlantic Drive.&nbsp; Remota e isolada, na costa oeste da Irlanda, a paisagem acidentada e \u00e1rida de Achill \u00e9 suscet\u00edvel aos ventos e ao ar salgado dos limites vastos do Oceano Atl\u00e2ntico. Contudo, seu cen\u00e1rio dram\u00e1tico, luz selvagem e c\u00e9us espetaculares atra\u00edram muitos artistas e escritores para suas costas, incluindo o pintor americano Robert Henri (1865-1929), o escritor Graham Green (1904-1991), o escritor alem\u00e3o Heinrich B\u00f6l (1917-1985), a pintora Camille Souter (1929-) e, mais recentemente, o poeta irland\u00eas Paul Durcan.<sup>2<\/sup> Apesar dos enormes desafios frente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adversas da ilha, v\u00e1rios propriet\u00e1rios da ch\u00e1cara Blean\u00e1skill, ao longo de sua hist\u00f3ria centen\u00e1ria, em especial o artista\/escritor Alexander Williams na virada do s\u00e9culo XX, desafiaram a natureza e se empenharam em criar um jardim e um bosque protegidos. Van Goor e Nauta fizeram mais do que perpetuar essa tradi\u00e7\u00e3o e transformaram os acres da ch\u00e1cara no Jardim Secreto de Achill, integrando restaurativamente esculturas, diversas esp\u00e9cies de plantas e jardins de ervas e vegetais com \u00e1rvores e arbustos sobreviventes, em paralelo a v\u00e1rias iniciativas terap\u00eauticas (curas)&nbsp; comunit\u00e1rias. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Uma iniciativa em particular, criada em colabora\u00e7\u00e3o com o Reverendo Val Rogers, promoveu uma cerim\u00f4nia religiosa de reconcilia\u00e7\u00e3o interdenominacional na Igreja de St. Thomas, em Dugort, no extremo norte da ilha. Tendo surgido da preocupa\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o Protestante de Achill com o atraso e a pobreza na ilha na d\u00e9cada de 1830, a Igreja de St. Thomas, finalmente conclu\u00edda em 1855, fazia parte de um assentamento que inclu\u00eda uma cl\u00ednica m\u00e9dica, orfanato, escolas, habita\u00e7\u00e3o e v\u00e1rias igrejas. Presidida pela figura combativa do Reverendo Edward Nangle de 1833 a 1851 e abrangendo os anos da Grande Fome, o zelo evang\u00e9lico das miss\u00f5es era um contraponto, n\u00e3o sem ironia, ao pr\u00f3prio \u201cempobrecimento devido em grande parte \u00e0s pol\u00edticas coloniais de ascend\u00eancia protestante.\u201d<sup>3<\/sup> O fervor da miss\u00e3o tamb\u00e9m enfrentou a oposi\u00e7\u00e3o intransigente da Igreja Cat\u00f3lica, cujo arcebispo John McHale condenou a miss\u00e3o com a frase amaldi\u00e7oadora: \u201cN\u00e3o h\u00e1 lugar fora do Inferno que enfure\u00e7a mais o Todo-Poderoso do que a col\u00f4nia protestante.\u201d<sup>4<\/sup> Contar a hist\u00f3ria da miss\u00e3o significa revisitar a hist\u00f3ria do conflito entre protestantes e cat\u00f3licos na Irlanda, que \u00e9 longo e doloroso, enraizado na pol\u00edtica colonial, pobreza, lutas contra o dom\u00ednio brit\u00e2nico e guerra civil. Realizada em 24 de setembro de 2011, a cerim\u00f4nia contou com leituras inter-religiosas, m\u00fasicas tocadas por Van Goor no \u00f3rg\u00e3o da Igreja de St. Thomas e uma homenagem aos t\u00famulos sem l\u00e1pide de cat\u00f3licos e protestantes enterrados no terreno da igreja. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O di\u00e1logo a seguir foi extra\u00eddo de conversas tidas na ch\u00e1cara Blean\u00e1skill em julho de 2017, atualizado para esta publica\u00e7\u00e3o e intercalado com imagens da Ilha Achill, da cerim\u00f4nia inter-religiosa, ensaios visuais das obras de arte de Van Goor e do Jardim Secreto do casal. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Editores<\/em> &#8211; <em><strong>Jessica Gogan e Luiz Guilherme Vergara<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2_after-a-shower-in-April.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-917\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2_after-a-shower-in-April.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2_after-a-shower-in-April-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2_after-a-shower-in-April-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2_after-a-shower-in-April-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-2_after-a-shower-in-April-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Ilha Achill, vista da ch\u00e1cara Blean\u00e1skill, depois de uma pancada de chuva em abril, data e fot\u00f3grafo desconhecidos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3>Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem Van Goor<\/strong><\/em> \u2013 A hist\u00f3ria da Igreja de St. Thomas come\u00e7a antes de Nangle. Por que ele veio para a Ilha Achill? Teve um motivo. Ele conseguiu milh\u00f5es na \u00e9poca nos Estados Unidos e na Inglaterra, todos investidos nesse assentamento em Dugort, na regi\u00e3o norte da ilha. No in\u00edcio de 1800, entre o clero protestante na Gr\u00e3-Bretanha, havia uma onda de interesse e uma nova consci\u00eancia voltada para o trabalho mission\u00e1rio dentro de seus pr\u00f3prios mundos. Em vez da \u00c1frica e de outros pa\u00edses long\u00ednquos, eles foram em busca de pequenos cantos escondidos em seu pr\u00f3prio pa\u00eds, e havia muitos deles. Sob o dom\u00ednio brit\u00e2nico na \u00e9poca, a Irlanda era uma delas, especialmente no oeste, e Nangle fazia parte desse movimento. Filho de uma pequena aristocracia cuja gera\u00e7\u00e3o anterior era cat\u00f3lica romana, ele era um protestante evang\u00e9lico fan\u00e1tico. Visitou a ilha e se apaixonou por duas coisas \u2013 a paisagem, que achou deslumbrante, e a causa social. Havia de 8 a 9 mil pessoas vivendo aqui em uma pobreza terr\u00edvel e em circunst\u00e2ncias horr\u00edveis, sem escolas, sem igrejas e sem hospitais. Uma s\u00e9rie de pequenas fomes j\u00e1 haviam devastado a ilha antes mesmo do que seria a grande fome em 1848. N\u00e3o havia nada aqui. Apenas pedras, p\u00e2ntanos, algas marinhas&#8230; As pessoas aqui tiveram que batalhar para ganhar a vida. Esses instintos de sobreviv\u00eancia s\u00e3o fundamentais para o DNA dessa popula\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"803\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-3_Willem_DSC_0145.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-919\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-3_Willem_DSC_0145.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-3_Willem_DSC_0145-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-3_Willem_DSC_0145-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-3_Willem_DSC_0145-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Retrato Willem Van Goor, 2017. Foto: Jessica Gogan.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Doutsje Nauta<\/strong><\/em> \u2013 Isso ainda est\u00e1 presente, voc\u00ea ainda consegue sentir; uma esp\u00e9cie de anarquismo que as pessoas realmente carregam dentro de si. Aqui as pessoas aprenderam a fazer as coisas \u00e0 sua maneira; est\u00e1 arraigado. Por muito tempo elas n\u00e3o receberam cuidado. N\u00e3o havia raz\u00e3o para confiar em nenhuma autoridade, fosse da igreja ou do governo. S\u00f3 se pode contar uns com os outros, com a sua fam\u00edlia. Nada mais irland\u00eas do que saber quem \u00e9 seu primo de s\u00e9timo grau&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"803\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-4_Doutsje_DSC_0216.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-921\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-4_Doutsje_DSC_0216.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-4_Doutsje_DSC_0216-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-4_Doutsje_DSC_0216-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-4_Doutsje_DSC_0216-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Retrato Doutsje Nauta, 2017. Foto: Jessica Gogan.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 Voc\u00ea tem que saber quem s\u00e3o seus parentes porque eles s\u00e3o sua fam\u00edlia e \u00e9 com eles que voc\u00ea pode contar. Falei com uma senhora que me disse que em certo cemit\u00e9rio da ilha existem 36 l\u00e1pides de 36 fam\u00edlias diferentes, todas aparentadas dela. Ent\u00e3o, quando voc\u00ea conta todos os filhos juntos, d\u00e1 uma verdadeira cidade pequena, e voc\u00ea estava seguro dentro dessa estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Doutsje<\/strong><\/em> \u2013 Isso n\u00e3o significa um isolamento. Por exemplo, \u00e9 muito interessante notar algo que li recentemente: 95% das crian\u00e7as que v\u00e3o \u00e0 escola aqui acabam indo para a universidade ou faculdade. 95%! \u00c9 incr\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 O fot\u00f3grafo holand\u00eas Con M\u00f6nnich veio aqui em 1974 e tirou cerca de 150 fotografias da Ilha Achill. Quase 40 anos depois, ao vasculhar suas coisas, ele encontrou todos aqueles negativos, e ent\u00e3o decidiu voltar aqui e ver se algu\u00e9m estava interessado neles. As fotos foram apresentadas em v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es e logo estar\u00e3o expostas no National Museum of Country Life, em Castlebar. Nas fotos voc\u00ea v\u00ea uma Achill que n\u00e3o mudou e outra que mudou drasticamente. Curiosamente, h\u00e1 uma fotografia, tirada na estrada em frente ao nosso jardim, que retrata 7 meninos. Segundo um vizinho, cinco deles s\u00e3o hoje multimilion\u00e1rios que vivem na Inglaterra, nos EUA e em Dublin, todos desse pequeno grupo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-5_Achill_1974_Con-Monnich.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-923\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-5_Achill_1974_Con-Monnich.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-5_Achill_1974_Con-Monnich-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-5_Achill_1974_Con-Monnich-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-5_Achill_1974_Con-Monnich-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Ilha Achill, 1974. Foto: Con M\u00f6nnich.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Muitas das casas grandes constru\u00eddas aqui nos \u00faltimos anos pertencem a pessoas como eles. Essa \u00e9 apenas uma hist\u00f3ria que mostra o potencial enorme dos c\u00e9rebros e do esp\u00edrito empreendedor na ilha e, claro, for\u00e7a de vontade. N\u00e3o sei se isso \u00e9 espec\u00edfico de Achill, mas acho que em todos esses lugares perif\u00e9ricos h\u00e1 esse esp\u00edrito \u2013 pessoas que tiveram que fugir da opress\u00e3o e sobreviver.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Doutsje<\/strong><\/em> \u2013 Sobreviv\u00eancia e espiritualidade \u2013 como quer que sejam entendidas nas diferentes \u00e9pocas \u2013 est\u00e3o profundamente entrela\u00e7adas. Eu ouvi muitas hist\u00f3rias em nossas pequenas reuni\u00f5es em torno de uma mesa. Por exemplo, minha amiga Maebh O&#8217;Herlihy, ex-cat\u00f3lica romana, que agora est\u00e1 estudando para a ordena\u00e7\u00e3o [anglicana] da Igreja da Irlanda e que tem grande simpatia por todas as espiritualidades e buscas genu\u00ednas, conta hist\u00f3rias da fam\u00edlia ter escondido a est\u00e1tua da Santa Gobnait dos s\u00e9culos V ou VI na \u00e9poca da invas\u00e3o brutal da Irlanda no s\u00e9culo XVI por Oliver Cromwell. Com o nome de uma das deusas celtas, Gobnait estava ligada a muitos comerciantes e artes\u00e3os que pediam sua prote\u00e7\u00e3o, bem como pescadores, mineiros, apicultores e fazendeiros. Recentemente, a pequena par\u00f3quia da Igreja de St. Thomas comprou a antiga escola de Nangle em Dugort, voltada para a espiritualidade inter-religiosa de todos os tipos, que estar\u00e1 sob responsabilidade de Maebh, com fortes liga\u00e7\u00f5es com a espiritualidade celta. Essas hist\u00f3rias vieram \u00e0 tona por meio do trabalho ecum\u00eanico na ilha liderado especialmente pelos residentes (atuais e antigos) que buscam se reconectar \u00e0s hist\u00f3rias celtas da terra e da espiritualidade, como Maebh e, anteriormente, Anne Tyrrell (que se mudou para Midlands anos atr\u00e1s).<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 H\u00e1 muita hist\u00f3ria aqui e muitas hist\u00f3rias para contar. Retornando a Nangle e \u00e0 Miss\u00e3o de Achill, eles compraram um terreno em Dugort e deram in\u00edcio ao que foi chamado de Col\u00f4nia. Incluiu a primeira escola no oeste da Irlanda para pessoas comuns, um moinho, uma prensa m\u00f3vel (<em>The Achill Herald <\/em>e <em>Missionary Times<\/em>), correio, guarda costeira, padaria, orfanato para meninas e meninos, cl\u00ednica e escola agr\u00edcola. A maioria dos edif\u00edcios ainda existe. Parece uma esp\u00e9cie de pequena aldeia inglesa. Existe at\u00e9 um rel\u00f3gio da aldeia. Foi extraordin\u00e1rio. A Miss\u00e3o adquiriu grandes propriedades de terra e empregou quem estava passando fome. Constru\u00edram estradas por toda a ilha e tamb\u00e9m os edif\u00edcios da pr\u00f3pria Col\u00f4nia. Uma paisagem desolada, escura e vazia foi totalmente transformada. Diante da fome, muitos se tornaram protestantes porque ali conseguiam sustento. O reverendo protestante Nangle estava presente e sustentando a comunidade, enquanto o padre cat\u00f3lico morava em Newport, a dois dias de dist\u00e2ncia a cavalo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, o arcebispo cat\u00f3lico regente, John McHale de Tuam, ficou muito zangado ao ver parte da sua congrega\u00e7\u00e3o se tornar protestante, e um debate teol\u00f3gico agressivo e um ataque verbal violento se seguiram entre Nangle e ele.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma frase reveladora da \u00e9poca da fome que reflete esse conflito cat\u00f3lico-protestante. Foi dito das pessoas que recorreram aos mission\u00e1rios protestantes em busca de comida e ajuda que elas \u201ctomaram a sopa\u201d.<sup>5<\/sup> Voc\u00ea iria para o inferno se tomasse a sopa, de acordo com o bispo. Embora outros digam que as pessoas eram bem-vindas para chegar e tomar a sopa. No entanto, termos como &#8220;sopeiro&#8221;<sup>6<\/sup> \u2013 aquele que dava comida aos famintos em troca da ades\u00e3o \u00e0 igreja [ou supostamente o fazia] \u2013 e &#8220;saltador&#8221;<sup>7<\/sup> \u2013 aquele que mudou de denomina\u00e7\u00e3o como algum tipo de traidor ou aceitou ajuda ou emprego da Miss\u00e3o \u2013 foram usados e ainda s\u00e3o, em alguns casos, para descrever as pessoas de uma maneira pejorativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora as coisas certamente tenham mudado, mesmo quando chegamos aqui e fizemos uma festa para o meu anivers\u00e1rio, as pessoas me disseram: &#8220;Willem, voc\u00ea n\u00e3o pode colocar todas essas pessoas na mesma sala&#8221;. Isso foi em 1999. S\u00f3 mesmo com a nossa inoc\u00eancia! Estavam sugerindo que elas n\u00e3o se davam bem. Ainda assim, cantaram e bateram palmas! Como um amigo americano que criou em Belfast o programa Refei\u00e7\u00f5es pela Paz que reuniu jovens protestantes e cat\u00f3licos, \u00e9 poss\u00edvel aproximar as pessoas \u2013 m\u00fasica e comida s\u00e3o boas maneiras de fazer isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu conheci a Igreja de St. Thomas pela primeira vez atrav\u00e9s da visita de um parente que \u00e9 estudioso da literatura e liturgia crist\u00e3 primitiva. Pouco depois de nos mudarmos para c\u00e1, ele veio nos visitar, e percorremos a ilha visitando igrejas. Eu me lembro de ele dizer: &#8220;Qual \u00e9 aquela ali? Vamos dar uma olhada&#8221;. Estava aberta, e n\u00f3s entramos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"2400\" height=\"1793\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig6-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2581\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig6-1.jpg 2400w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig6-1-300x224.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig6-1-1024x765.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig6-1-768x574.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig6-1-1536x1148.jpg 1536w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig6-1-2048x1530.jpg 2048w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig6-1-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 2400px) 100vw, 2400px\" \/><figcaption>Vistas externas\/internas da Igreja de St. Thomas, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Havia uma harm\u00f4nica l\u00e1, eu abri e comecei a tocar. Tinha sido constru\u00edda em Rotterdam h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. Estava com caruncho por toda parte, mas surpreedentemente ainda estava afinada. A\u00ed eu ofereci meus servi\u00e7os dizendo que poderia tocar a harm\u00f4nica em vez de ouvirem uma grava\u00e7\u00e3o. Eles ficaram muito entusiasmados e, daquele dia em diante, eu toquei todos os domingos. Lembro que meu tio e meu av\u00f4 tocaram \u00f3rg\u00e3o todos os dias por 70 anos na mesma igreja na Holanda. De repente, percebi que eu era organista e estava mantendo a tradi\u00e7\u00e3o. Tendo vindo da Holanda, eu n\u00e3o tinha me envolvido com a Igreja da Irlanda at\u00e9 aquele momento. Mas quando voc\u00ea vai a uma igreja e continua indo, eles consideram que voc\u00ea faz parte dela. Voc\u00ea \u00e9 visto como um membro.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da harm\u00f4nica, tamb\u00e9m conseguimos adquirir um \u00f3rg\u00e3o de tubos, que tinha sido constru\u00eddo originalmente para uma igreja em Newport e depois foi lindamente restaurado por um antigo bispo. Quando ele teve que se mudar para a Inglaterra, ele enviou um e-mail para a rede diocesana perguntando: &#8220;Algu\u00e9m est\u00e1 interessado no meu \u00f3rg\u00e3o de tubos?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Eu respondi imediatamente: &#8220;Voc\u00ea chegou a pensar em Achill?&#8221; Assim, conseguimos o \u00f3rg\u00e3o de tubos de gra\u00e7a, contanto que assum\u00edssemos os custos de retir\u00e1-lo de onde ele estava em Crossmolina. A \u00fanica coisa que t\u00ednhamos que fazer era encontrar um construtor de \u00f3rg\u00e3os que pudesse desmont\u00e1-lo e reinstal\u00e1-lo. S\u00f3 existem atualmente 7 construtores de \u00f3rg\u00e3os no pa\u00eds. O custo foi de 2.800 euros. Fizemos uma arrecada\u00e7\u00e3o de fundos. Tanto cat\u00f3licos como protestantes contribu\u00edram. Essa igreja faz parte do patrim\u00f4nio da ilha para os cat\u00f3licos tamb\u00e9m. As pessoas disseram: \u201cO que voc\u00ea precisar, seja um teto ou um \u00f3rg\u00e3o, n\u00f3s vamos ajudar\u201d. Autenticidade, qualidade e arte, o investimento foi palp\u00e1vel, entendendo a arte com um sentido fundamental de dom. A m\u00fasica cria e estimula um objetivo comum e aproxima as pessoas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"2400\" height=\"1793\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2694\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7-1.jpg 2400w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7-1-300x224.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7-1-1024x765.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7-1-768x574.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7-1-1536x1148.jpg 1536w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7-1-2048x1530.jpg 2048w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig7-1-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 2400px) 100vw, 2400px\" \/><figcaption>Willem Van Goor tocando o harm\u00f4nio e o \u00f3rg\u00e3o de tubos, Igreja de St. Thomas, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"2400\" height=\"1793\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig8.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2696\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig8.jpg 2400w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig8-300x224.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig8-1024x765.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig8-768x574.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig8-1536x1148.jpg 1536w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig8-2048x1530.jpg 2048w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig8-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 2400px) 100vw, 2400px\" \/><figcaption>Willem Van Goor tocando o harm\u00f4nio e o \u00f3rg\u00e3o de tubos, Igreja de St. Thomas, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa possibilidade foi o que inspirou a cerim\u00f4nia de reconcilia\u00e7\u00e3o. Depois de Nangle, houve tr\u00eas igrejas protestantes na ilha \u2013 Inisbiggle, Achill Sound e Dugort \u2013 essa \u00faltima a \u00fanica ainda em atividade. Isso significa que, embora as antigas igrejas possam n\u00e3o estar sendo usadas para celebra\u00e7\u00f5es religiosas, seus cemit\u00e9rios ainda precisam de cuidados. Portanto, a congrega\u00e7\u00e3o de St. Thomas compartilha a responsabilidade de mant\u00ea-los. Uma vez, eu estava visitando o cemit\u00e9rio de Achill Sound coberto de vegeta\u00e7\u00e3o com Tim [Stevenson], nosso guardi\u00e3o da igreja, e eu me lembro de ele dizer:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Est\u00e1 vendo todos aqueles pequenos outeiros? Todos eles s\u00e3o t\u00famulos. Existem centenas deles, sem nenhum registro. Datam da \u00e9poca da fome. Dadas as circunst\u00e2ncias, ningu\u00e9m sabe se eles se consideravam protestantes ou n\u00e3o, e como os cat\u00f3licos romanos s\u00f3 podem ser enterrados em um cemit\u00e9rio cat\u00f3lico sagradamente ordenado, \u00e9 bem poss\u00edvel que muitos deles estejam enterrados no lugar errado.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Falamos sobre o mal-estar relacionado a isso e sobre a hist\u00f3ria de Nangle na ilha e pensamos que seria uma boa ideia oferecer aos enterrados uma cerim\u00f4nia de ora\u00e7\u00e3o dirigida por um padre cat\u00f3lico e um pastor protestante. Entramos em contato com nosso pastor, o Reverendo Val Rogers, que reconheceu que seria um evento muito grandioso para ele sozinho e seria uma oportunidade de criar um evento ainda maior e, ent\u00e3o, ele sugeriu que fal\u00e1ssemos com o nosso bispo, que por sua vez incluiu os bispos cat\u00f3licos romanos. No dia, havia 250 pessoas na igreja com 30 padres no altar, pessoas da ilha e v\u00e1rios representantes oficiais, incluindo do gabinete da Presid\u00eancia da Irlanda e for\u00e7as policiais. Ambos os bispos se dirigiram \u00e0 congrega\u00e7\u00e3o e, depois disso, colocamos 1000 cruzes de madeira sobre os t\u00famulos. Naquele momento, senti que aquela pequena congrega\u00e7\u00e3o havia aterrizado na comunidade depois de tantos anos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-3058\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-3058 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_3058\">\n        <div id=\"metaslider_3058\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-3059 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/a-blessing.jpg\" class=\"slider-3058 slide-3059\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"a-blessing\" style=\"margin: 0 auto; width: 49.714285714286%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/a-blessing.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/a-blessing-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/a-blessing-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/a-blessing-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o, 2011. Fotos: Willem Van Goor.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3060 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/after-the-service.jpg\" class=\"slider-3058 slide-3060\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"after-the-service\" style=\"margin: 0 auto; width: 49.714285714286%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/after-the-service.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/after-the-service-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/after-the-service-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/after-the-service-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o, 2011. Fotos: Willem Van Goor.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3061 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/bisshop-CoI-Patrick-Rooke.jpg\" class=\"slider-3058 slide-3061\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"bisshop-CoI-Patrick-Rooke\" style=\"margin: 0 auto; width: 49.714285714286%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/bisshop-CoI-Patrick-Rooke.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/bisshop-CoI-Patrick-Rooke-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/bisshop-CoI-Patrick-Rooke-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/bisshop-CoI-Patrick-Rooke-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o, 2011. Fotos: Willem Van Goor.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3062 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/bisshop-RC-Michael-Neary.jpg\" class=\"slider-3058 slide-3062\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"bisshop-RC-Michael-Neary\" style=\"margin: 0 auto; width: 49.714285714286%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/bisshop-RC-Michael-Neary.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/bisshop-RC-Michael-Neary-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/bisshop-RC-Michael-Neary-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/bisshop-RC-Michael-Neary-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o, 2011. Fotos: Willem Van Goor.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3063 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/celebration-in-Grays-for-everyone.jpg\" class=\"slider-3058 slide-3063\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"celebration-in-Grays-for-everyone\" style=\"margin: 0 auto; width: 49.714285714286%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/celebration-in-Grays-for-everyone.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/celebration-in-Grays-for-everyone-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/celebration-in-Grays-for-everyone-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/celebration-in-Grays-for-everyone-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o, 2011. Fotos: Willem Van Goor.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3064 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/marked-graves.jpg\" class=\"slider-3058 slide-3064\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"marked-graves\" style=\"margin: 0 auto; width: 49.714285714286%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/marked-graves.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/marked-graves-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/marked-graves-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/marked-graves-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o, 2011. Fotos: Willem Van Goor.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3065 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/singing-clergy.jpg\" class=\"slider-3058 slide-3065\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"singing-clergy\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/singing-clergy.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/singing-clergy-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/singing-clergy-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/singing-clergy-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/singing-clergy-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o, 2011. Fotos: Willem Van Goor.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3066 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/television-tuning-in-on-crosses-for-unnamed-graves.jpg\" class=\"slider-3058 slide-3066\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"television-tuning-in-on-crosses-for-unnamed-graves\" style=\"margin: 0 auto; width: 49.714285714286%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/television-tuning-in-on-crosses-for-unnamed-graves.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/television-tuning-in-on-crosses-for-unnamed-graves-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/television-tuning-in-on-crosses-for-unnamed-graves-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/television-tuning-in-on-crosses-for-unnamed-graves-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o, 2011. Fotos: Willem Van Goor.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3067 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-the-rest-of-congregation.jpg\" class=\"slider-3058 slide-3067\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"waiting-for-the-rest-of-congregation\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-the-rest-of-congregation.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-the-rest-of-congregation-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-the-rest-of-congregation-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-the-rest-of-congregation-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-the-rest-of-congregation-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o, 2011. Fotos: Willem Van Goor.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3068 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-transport.jpg\" class=\"slider-3058 slide-3068\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"waiting-for-transport\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-transport.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-transport-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-transport-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-transport-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/waiting-for-transport-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o, 2011. Fotos: Willem Van Goor.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3069 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/with-the-wind-in-the-back.jpg\" class=\"slider-3058 slide-3069\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"with-the-wind-in-the-back\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/with-the-wind-in-the-back.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/with-the-wind-in-the-back-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/with-the-wind-in-the-back-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/with-the-wind-in-the-back-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/with-the-wind-in-the-back-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Cerim\u00f4nia de Reconcilia\u00e7\u00e3o, 2011. Fotos: Willem Van Goor.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Doutsje<\/strong><\/em> \u2013 A Igreja de St. Thomas parece conseguir facilitar essas conex\u00f5es. No entanto, em sua posi\u00e7\u00e3o voltada para a natureza, \u00e0 margem da ilha e da comunidade em geral, tamb\u00e9m est\u00e1 sempre \u00e0 beira de desaparecer, por isso talvez o que intriga seja tamb\u00e9m essa luta, uma autenticidade que cativa e torna as coisas poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 Onde mais voc\u00ea poderia encontrar uma igreja que, quando est\u00e1 tocando \u00f3rg\u00e3o, voc\u00ea consegue ver as ondas. A igreja me deu uma esp\u00e9cie de sustenta\u00e7\u00e3o, que permite a adapta\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m d\u00e1 a estrutura. Por meio dela, fui trazido de volta \u00e0s minhas cren\u00e7as. Igreja, religi\u00e3o, m\u00fasica fizeram parte da minha inf\u00e2ncia. Isso n\u00e3o aconteceu por causa das palavras de um pregador, mas porque eu estava tocando \u00f3rg\u00e3o l\u00e1. A Igreja de St. Thomas se tornou muito importante para mim na minha vida espiritual pessoal, por causa da igreja em si, n\u00e3o de qualquer ensinamento espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"803\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-9_crosses_DSC_0115.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1075\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-9_crosses_DSC_0115.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-9_crosses_DSC_0115-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-9_crosses_DSC_0115-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-9_crosses_DSC_0115-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Cruzes, cemit\u00e9rio da Igreja de St. Thomas, Dugort, Ilha Achill, 2017. Foto: Jessica Gogan.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Reverendo Val Rogers<\/strong><\/em> \u2013 \u00c9 muito interessante ouvir Willem contar a hist\u00f3ria. Eu adoraria reivindicar algum cr\u00e9dito pela cerim\u00f4nia inter-religiosa, mas n\u00e3o posso, o instinto j\u00e1 era positivo e forte nessa pequena congrega\u00e7\u00e3o de colocar cruzes em t\u00famulos sem l\u00e1pide no cemit\u00e9rio da igreja. Eles tinham a certeza de que em uma \u00e9poca menos beligerante do que meados do s\u00e9culo XIX essas pessoas teriam sido enterradas em cemit\u00e9rios cat\u00f3licos se os tempos n\u00e3o fossem t\u00e3o violentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Willem mencionou anteriormente que a rela\u00e7\u00e3o entre o arcebispo cat\u00f3lico de Tuam, John McHale, e Nangle, estava profundamente polarizada na \u00e9poca. Como Nangle, McHale era um homem de opini\u00f5es fortes, expressadas com franqueza. Ele se op\u00f4s \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de escolas prim\u00e1rias na sua diocese e prov\u00edncia por muitos anos. A educa\u00e7\u00e3o \u2013 pensava ele \u2013 s\u00f3 daria no\u00e7\u00f5es \u00e0s pessoas. Mas Nangle queria escolas para que as pessoas pudessem ler as escrituras \u2013 n\u00e3o aquelas escondidas ou corrompidas pelo clero \u2013 e foram feitos todos os esfor\u00e7os para alfabetizar as pessoas. Para conter a influ\u00eancia protestante de Nangle, McHale finalmente enviou um padre cat\u00f3lico para a ilha e criou uma escola prim\u00e1ria cat\u00f3lica l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqueles que iam para a igreja de Nangle, fosse por convic\u00e7\u00e3o ou porque seus filhos estavam com fome, ou que aceitavam um emprego dele, todos pareciam ser englobados como pessoas a serem evitadas pelo clero cat\u00f3lico. Portanto, com certeza havia pessoas enterradas no cemit\u00e9rio da nossa igreja que deveriam ter tido um enterro cat\u00f3lico. T\u00ednhamos uma lista com o nome de todas as pessoas que provavelmente haviam sido enterradas l\u00e1, mas nenhuma no\u00e7\u00e3o exata de quem estava em qual t\u00famulo. E Willem, Doutsje, Tim e Dorrie [Darlington \u2013 Secret\u00e1ria da Igreja] tiveram a ideia de uma celebra\u00e7\u00e3o que demonstrasse amor e respeito e fosse um s\u00edmbolo de ora\u00e7\u00e3o e reconhecimento das vidas daqueles t\u00famulos sem l\u00e1pide em sua exist\u00eancia passada e presente. N\u00e3o fazia muito tempo que eu tinha chegado para presidir as par\u00f3quias da regi\u00e3o na \u00e9poca, eu pensei sobre aquilo um pouco mais e disse, olha, temos que dar uma \u00eanfase maior a isso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"685\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-10_Val_DSC_0186-685x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1077\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-10_Val_DSC_0186-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-10_Val_DSC_0186-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-10_Val_DSC_0186-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-10_Val_DSC_0186-1028x1536.jpg 1028w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-10_Val_DSC_0186.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 685px) 100vw, 685px\" \/><figcaption>Reverendo Val Rogers, 2017. Foto: Jessica Gogan.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em Achill, voc\u00ea mergulha na hist\u00f3ria de cabe\u00e7a e entra em um p\u00e2ntano a qualquer instante. J\u00e1 era hora de reunir nossos bispos cat\u00f3licos e anglicanos\/protestantes com todas as pessoas da ilha e n\u00e3o discriminar na express\u00e3o de amor e de arrependimento pela beliger\u00e2ncia passada. Ent\u00e3o, reunimos uma multid\u00e3o razo\u00e1vel, conversamos e oramos dentro do pr\u00e9dio da igreja e no cemit\u00e9rio entre os restos mortais. Houve abra\u00e7os e apertos de m\u00e3o inconsequentes, generosos e curativos entre amigos e inimigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em cerim\u00f4nias louv\u00e1veis, em todos os rituais \u00fateis, acontecem coisas na psique e no esp\u00edrito que causam mudan\u00e7as e, se Deus quiser, encorajam e curam. \u00c9 um dos principais prop\u00f3sitos da vida na igreja. Do ponto de vista do l\u00edder, o mais simples gesto ou palavra de amor, formal ou informal, facilita a magia, o desenvolvimento agraciado das pessoas. N\u00e3o \u00e9 apenas a toga ou a estola, mas a maneira como voc\u00ea veste seu cora\u00e7\u00e3o e seu corpo, e o que eles dizem e fazem. Convida as pessoas a darem um passo \u00e0 frente a partir de dentro ou da sua realidade presente para, se Deus quiser, uma realidade mais rica que as permita serem amadas, amar umas \u00e0s outras e baixar a guarda, tornando-se assim mais inteiras. Acho que \u00e9 exatamente disso que tratam todos os rituais da Igreja. Todos os ornamentos da Igreja deveriam se referir \u00e0 mesma coisa \u2013 as obras de arte f\u00edsicas, a configura\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio, as vestes ou o que quer que a pessoa l\u00e1 na frente use. Tudo deveria operar para esse fim, para ajudar as pessoas a se tornarem mais reais, maduras, compassivas e afetuosas consigo mesmas e umas com as outras. Para mim, dava para ver e sentir a cura acontecendo naquele dia em especial. Fiquei grato pelo comparecimento e por ter funcionado t\u00e3o bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Confian\u00e7a, coragem, humildade e autoconhecimento s\u00e3o necess\u00e1rios quando fazemos essas coisas. Longe de ter todas as respostas, estou vivendo as perguntas eu mesmo. Quem estava l\u00e1 naquele dia veio de muitas perspectivas diferentes. Frequentemente for\u00e7ados pela pobreza a se tornarem migrantes, os ilh\u00e9us de Achill, no entanto, mantinham o amor pelo lar. H\u00e1 uma hist\u00f3ria de um povo que abra\u00e7a a experi\u00eancia mundana, de mente aberta, mas tamb\u00e9m, que tem os p\u00e9s no ch\u00e3o. Como a dona de casa honesta de Robert Grave, eles t\u00eam &#8220;um nariz para peixe e um olho para ma\u00e7\u00e3s&#8221;.<sup>8<\/sup> Mundanos, mas tamb\u00e9m bastante pr\u00e1ticos e realistas, fizeram o melhor de si mesmos, muito al\u00e9m de qualquer dos velhos preconceitos. A educa\u00e7\u00e3o foi e continua a ser valorizada como a chave para ganhar a vida, mas tamb\u00e9m vital para o seu ser, e h\u00e1 uma grande paix\u00e3o pelas humanidades, m\u00fasica e arte. Eu n\u00e3o esperaria que qualquer pessoa em Achill se tornasse uma engrenagem em uma m\u00e1quina tecnol\u00f3gica. Portanto, quando oramos, oramos em uni\u00e3o com a f\u00e9, a esperan\u00e7a, o amor e o anseio de <em>todos<\/em> os homens. \u00c9 crucial que isso se dirija a uma comunidade crist\u00e3 no sentido amplo, nem sempre com uma f\u00e9 alegre, expl\u00edcita ou n\u00edtida, mas tamb\u00e9m em profunda necessidade ou inconsciente. Esse espa\u00e7o para cada um nos leva a um terreno comum na f\u00e9, na confian\u00e7a e no amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu estava absorto nessas quest\u00f5es enquanto me preparava para a cerim\u00f4nia. Peguei emprestado e adaptei descaradamente livros da Igreja da Irlanda e da Igreja Cat\u00f3lica Irlandesa, bem como de outras fontes. Compus v\u00e1rias das ora\u00e7\u00f5es do discurso formal. Elas tinham que estar perfeitas; eu as refinei v\u00e1rias vezes. Tinham que se aventurar no que talvez fosse um terreno doloroso para alguns dos descendentes presentes e tinham que ter um contorno um tanto conservador porque h\u00e1 um grande respeito pelos melhores aspectos da ordem estabelecida aqui, assim como h\u00e1 um grande desrespeito pela ordem estabelecida que \u00e9 opressiva ou moribunda. Foi um processo de descoberta.<\/p>\n\n\n\n<p>Adoro algumas frases, uma de Picasso, ao menos acho que \u00e9 dele, \u201cSe voc\u00ea sabe exatamente o que vai fazer, de que adianta fazer\u201d, e a outra de Dorothy Parker, \u201cComo posso saber o que eu penso at\u00e9 ouvir o que digo\u201d. \u00c0s vezes as coisas acontecem no momento, a palavra certa surge no momento, o esclarecimento de quest\u00f5es e processos e a capacidade de articul\u00e1-los podem acontecer no momento. Tamb\u00e9m aprecio profundamente a estrutura geral dos rituais estabelecidos e n\u00e3o teria energia emocional para fazer coisas novas o tempo todo. Sou padre h\u00e1 45 anos e n\u00e3o sei quantas eucaristias j\u00e1 celebrei. Embora voc\u00ea espere que seja nova a cada vez, voc\u00ea n\u00e3o muda uma palavra. Ent\u00e3o, a eucaristia me conduz tanto quanto eu conduzo a eucaristia, e o mesmo acontece na ora\u00e7\u00e3o da manh\u00e3 e da noite. \u00c9 um evento novo a cada vez. Agora, se eu ainda fosse um padre cat\u00f3lico romano, talvez n\u00e3o pudesse dizer isso a voc\u00ea; ordenado h\u00e1 45 anos, eu poderia ter perdido o f\u00f4lego. Mas tenho sorte de ter apenas de duas a tr\u00eas eucaristias por semana em compara\u00e7\u00e3o com um padre cat\u00f3lico neste pa\u00eds, que pode ter que rezar uma missa por dia mais duas ou tr\u00eas vezes no fim de semana. Talvez minha psique tenha espa\u00e7o e tempo para chegar renovada \u00e0 eucaristia, de forma que ainda continua surpreendente para mim. Sou nutrido e espero nutrir meus irm\u00e3os e irm\u00e3s. Toda vez \u00e9 um evento vibrante, emocional e psiquicamente.&nbsp; Uma alegria especial para n\u00f3s, nesta congrega\u00e7\u00e3o inacreditavelmente pequena de Dugort, \u00e9 que temos Willem, um m\u00fasico fabuloso de quem a gl\u00f3ria jorra. Ele certamente canaliza seus ancestrais.<\/p>\n\n\n\n<h3>Estar \u00e0 margem: ponte, barca\u00e7as, hospitalidade e jardins<\/h3>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 \u201cEstar \u00e0 margem\u201d \u00e9 uma express\u00e3o que uso para descrever os meus interesses e o que me move \u2013 literal e metaforicamente. Existe escapismo, sim, eu queria ficar longe da cidade grande, do continente. Antes de morar aqui, faz\u00edamos parte de uma comunidade de mais de 400 fam\u00edlias que viviam em barca\u00e7as e casas flutuantes na Holanda. Doutsje amava a vida na cidade; eu, n\u00e3o muito. Sou mais da natureza. Mas adoro estar com outras pessoas. Como t\u00ednhamos um bom conhecimento das leis, pediram que nos torn\u00e1ssemos representantes da \u201ccomunidade flutuante\u201d no trato com o governo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"803\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-11_The-barge.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1079\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-11_The-barge.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-11_The-barge-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-11_The-barge-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-11_The-barge-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>\u201cParcival\u201d, a barca\u00e7a que era a casa de Willem Van Goor e Doutsje Nauta na Holanda.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Doutsje<\/strong><\/em> \u2013 Consegui aconselh\u00e1-los a respeito de estrat\u00e9gias. Minha profiss\u00e3o era organizar comunidades para trabalharem por mudan\u00e7as que melhorassem suas vidas. Coordenei e desenvolvi iniciativas de trabalho social, incluindo trabalho com organiza\u00e7\u00f5es religiosas, administra\u00e7\u00e3o de centros comunit\u00e1rios e desenvolvimento e implementa\u00e7\u00e3o de treinamento de sensibiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a policial. Eu tamb\u00e9m tinha organizado confer\u00eancias locais e nacionais e conhecia pessoas (hoje chamadas de influenciadores) do governo local.&nbsp; Mas na \u00e9poca eu tinha um trabalho de tempo integral, ent\u00e3o o Willem estava mais envolvido, eu s\u00f3 conseguia apoiar\/facilitar quando necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 Junto com algumas outras pessoas, assumimos a responsabilidade de representar as vozes e opini\u00f5es do grupo perante as autoridades e apontar irregularidades e inconstitucionalidades. Sa\u00eda em todos os jornais. Antes disso, quem vivia em barca\u00e7as e casas flutuantes era visto como atrasado, il\u00edcito e intoc\u00e1vel, \u00e0 margem, no sentido mais negativo. Tentamos mudar isso, e muito rapidamente a opini\u00e3o p\u00fablica estava conosco.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu vivia assim, \u00e0 margem, desde que sa\u00ed de casa e fui para a faculdade de arte, em uma pequena casa-barco com 10 metros de comprimento e 3,5 metros de largura, uma casa flutuando no porto com muitos outros navios. As pessoas desprezavam quem morava l\u00e1. Eu tinha vindo de uma fam\u00edlia muito privilegiada. Lembro que meu pai foi me visitar e me contou que, quando ele pediu para o taxista lev\u00e1-lo ao porto, ele disse: &#8220;Tem certeza de que quer ir para l\u00e1?&#8221; Ele n\u00e3o queria lev\u00e1-lo l\u00e1. Meu pai era um homem muito alto e elegante, usava terno, gravata e chap\u00e9u, e no dia em que chegou era dia de limpeza do dique. Lembro como se fosse hoje! Havia cobertores, len\u00e7\u00f3is, por todo lado! [Rindo]<\/p>\n\n\n\n<p>Mas morar ali trouxe proximidade e um senso de experi\u00eancia compartilhada, e voc\u00ea realmente conhecia seus vizinhos. Todos os tipos de pessoas, de todas as origens; pessoas maravilhosas \u00e0 margem, ent\u00e3o eu amo a margem, ainda amo. Voc\u00ea pode aproveitar o que h\u00e1 de melhor nos dois lados de uma fronteira e construir uma ponte entre os mundos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1483\" height=\"685\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/dupla1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1592\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/dupla1.jpg 1483w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/dupla1-300x139.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/dupla1-1024x473.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/dupla1-768x355.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1483px) 100vw, 1483px\" \/><figcaption>William Van Goor e Doutsje Nauta. Fotos: Jessica Gogan.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Doutsje<\/strong><\/em> \u2013 Fazer a ponte nunca foi um objetivo, mas olhando para nossas vidas, fizemos muito isso, conectamos diferentes classes, diferentes religi\u00f5es, diferentes partidos pol\u00edticos, simplesmente acontece, \u00e9 uma esp\u00e9cie de fio das nossas vidas&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso tamb\u00e9m serve de base para o nosso trabalho com os \u201cWwooferes\u201d, principalmente jovens que v\u00eam morar e trabalhar como volunt\u00e1rios conosco no ver\u00e3o como parte da rede World Wide Opportunities Organic Farming (Wwoof).<sup>9<\/sup> Eles v\u00eam de longe em busca de um significado, uma experi\u00eancia mais ampla, quem sabe uma aventura. Com frequ\u00eancia, as pessoas que nos procuram est\u00e3o em um momento decisivo na vida. Tamb\u00e9m parecem estar \u00e0 beira de alguma coisa. N\u00f3s respondemos a isso com o m\u00e1ximo de conhecimento que temos.<\/p>\n\n\n\n<p>Viver, trabalhar e conversar com esses jovens enriquece muito as nossas vidas. Fazemos isso principalmente durante as refei\u00e7\u00f5es, em torno da mesa. A mesa \u00e9 um s\u00edmbolo de uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 A mesa \u00e9 a coisa mais importante, \u00e9 onde a gente se encontra e come, \u00e0s vezes \u00e9 extremamente cansativo e eu gostaria de estar debaixo da mesa!<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Doutsje<\/strong><\/em> \u2013 Aqui em Achill estamos sempre nos conectando \u2013 todos, desde os Wwoofers, visitantes do jardim, aqueles que ficam na pousada que administramos em casa, a comunidade&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 Quando viemos morar aqui, eu queria ter um jardim. Mas n\u00e3o t\u00ednhamos dinheiro para mant\u00ea-lo, ent\u00e3o abrimos o jardim para visita\u00e7\u00e3o. Foi o mesmo com a nossa pousada. N\u00e3o foi ideia minha. Eu n\u00e3o queria, mas comecei a ver o prazer em dar \u00e0s pessoas a oportunidade de vivenciar a casa e o jardim. A hospitalidade passou a se tratar de coisas simples, lavar a lou\u00e7a, limpar o ch\u00e3o, fazer a cama&#8230;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-3070\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-3070 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_3070\">\n        <div id=\"metaslider_3070\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-3071 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0136.jpg\" class=\"slider-3070 slide-3071\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0136\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0136.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0136-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0136-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0136-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0136-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Ch\u00e1cara Blean\u00e1skill e hospitalidade. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3072 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0196.jpg\" class=\"slider-3070 slide-3072\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0196\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0196.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0196-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0196-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0196-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0196-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Ch\u00e1cara Blean\u00e1skill e hospitalidade. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3073 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0209.jpg\" class=\"slider-3070 slide-3073\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0209\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0209.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0209-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0209-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0209-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Ch\u00e1cara Blean\u00e1skill e hospitalidade. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3074 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0220.jpg\" class=\"slider-3070 slide-3074\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0220\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0220.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0220-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0220-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0220-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Ch\u00e1cara Blean\u00e1skill e hospitalidade. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3075 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0236.jpg\" class=\"slider-3070 slide-3075\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0236\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0236.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0236-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0236-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0236-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0236-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Ch\u00e1cara Blean\u00e1skill e hospitalidade. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3076 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0292.jpg\" class=\"slider-3070 slide-3076\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0292\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0292.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0292-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0292-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0292-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0292-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Ch\u00e1cara Blean\u00e1skill e hospitalidade. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>A paisagem aqui \u00e9 muito agreste, mas quando voc\u00ea se confronta com a sua beleza, abre possibilidades que voc\u00ea nunca sonhou serem poss\u00edveis ou at\u00e9 mesmo agrad\u00e1veis. Ent\u00e3o, vejo que d\u00e1 para superar e at\u00e9 mesmo valorizar esses desafios. Quando voc\u00ea vai \u00e0 margem, descobre que h\u00e1 muitas outras pessoas vivendo \u00e0 margem e que existem muitas&nbsp; possibilidades nas quais voc\u00ea nunca tinha pensado. Muitas pessoas aqui escaparam de algum lugar&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-13_sunset-over-Derreen.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1085\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-13_sunset-over-Derreen.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-13_sunset-over-Derreen-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-13_sunset-over-Derreen-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-13_sunset-over-Derreen-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-13_sunset-over-Derreen-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>P\u00f4r do sol em Derreen, Ilha Achill, data e fot\u00f3grafo desconhecidos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Guilherme<\/strong><\/em> <strong><em>Vergara<\/em><\/strong> \u2013 A met\u00e1fora de ir \u00e0 margem se refere a encontrar o outro&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Doutsje<\/strong><\/em> \u2013 Sim, mas viver \u00e0 margem tamb\u00e9m exige um tipo diferente de sobreviv\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Entre outras coisas, tentamos administrar um viveiro de plantas e arbustos. J\u00e1 fiz produtos alimentares caseiros para vender em um mercado local. Nada dava dinheiro suficiente. Willem disse que n\u00e3o queria todos esses estranhos na casa. Mas chegamos ao ponto em que administrar uma pousada era a \u00fanica possibilidade que restava, ent\u00e3o eu disse, bem, ou vendemos ou abrimos uma pousada.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Jessica<\/strong><\/em> <strong><em>Gogan<\/em><\/strong> \u2013 Essa quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia e de como permanecer fiel ao esp\u00edrito das margens \u00e9 fundamental. H\u00e1 uma passagem oportuna no livro cl\u00e1ssico <em>Walden<\/em>, do naturalista e fil\u00f3sofo americano Henry David Thoreau, baseado em sua experi\u00eancia de viver isolado em uma cabana na natureza por v\u00e1rios anos no s\u00e9culo XIX, em que ele fala sobre como os meios de sobreviv\u00eancia, por exemplo, fazer cestas de ervas daninhas, s\u00e3o transformados com frequ\u00eancia em propostas supostamente lucrativas. Para ele, o desafio era n\u00e3o vender as cestas.<sup>10<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Doutsje<\/strong><\/em> \u2013 Acho que a palavra-chave \u00e9 amor. Estar \u00e0 margem \u00e9 fazer cestas, principalmente encontrar o outro, \u201cfazer uma ponte\u201d e se conectar. A \u00fanica maneira de fazer isso \u00e9 pelo amor. Como podemos entrar mais em contato com nossa humanidade, seja por meio de tarefas simples de hospitalidade ou trabalho comunit\u00e1rio? Estar aberto \u00e9 fundamental, bem como n\u00e3o ter preconceitos. Por exemplo, nossa filha \u00e9 gay, ela frequentava a escola em Castlebar quando ela se assumiu, o que foi muito revolucion\u00e1rio na \u00e9poca. Participei de uma confer\u00eancia organizada pela igreja e havia pequenos grupos de pessoas falando sobre o assunto. Em um grupo, ouvi uma m\u00e3e que era contra a homossexualidade muit\u00edssimo preocupada e arrasada por ter um filho gay. Voc\u00ea n\u00e3o pode dizer: \u201cah, fala s\u00e9rio&#8230;\u201d. N\u00e3o \u00e9 por a\u00ed. A dor e a sinceridade daquela mulher eram reais e n\u00e3o inventadas. Eram por causa do medo dela; medo pelo filho nessas comunidades pequenas, onde todos sabem como \u00e9 dif\u00edcil. Ent\u00e3o, voc\u00ea tem que aceitar quem eles s\u00e3o, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o concorde com eles, voc\u00ea tem que aceitar. Um amor que v\u00ea as pessoas como elas s\u00e3o e aceita.<\/p>\n\n\n\n<h3>O jardim secreto<\/h3>\n\n\n\n<p><em>Os 3 hectares de jardins que pertencem \u00e0 ch\u00e1cara Blean\u00e1skill foram criados por volta de 1870. Em um o\u00e1sis de paz na Ilha Achill, na Atlantic Drive, a ch\u00e1cara se localiza em um vilarejo tranquilo, a tr\u00eas quil\u00f4metros de Achill Sound. Daqui voc\u00ea tem uma vista da Pen\u00ednsula de Curraun e das \u00e1guas de Sound. Apesar do desafio constante dos ventos fortes e do ar salgado, mais de um s\u00e9culo de v\u00e1rios propriet\u00e1rios resultou em uma mistura de \u00e1rvores maduras e fronteiras coloridas, elementos de arte e uma vida selvagem vibrante. Willem e Doutsje, moradores da ch\u00e1cara e cuidadores do jardim h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, transformaram os jardins no que \u00e9 conhecido como Jardim Secreto de Achill. A apresenta\u00e7\u00e3o de slides acompanha Doutsje enquanto ela caminha pelos jardins onde vemos bosques de \u00e1rvores, esculturas, hortas ornamentais e vegetais, pontes, espa\u00e7os de medita\u00e7\u00e3o.<\/em><sup>11<\/sup><\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-3077\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-3077 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_3077\">\n        <div id=\"metaslider_3077\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-3078 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0040.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3078\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0040\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0040.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0040-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0040-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0040-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3079 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0041.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3079\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0041\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0041.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0041-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0041-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0041-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3080 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0047.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3080\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0047\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0047.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0047-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0047-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0047-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3081 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0052.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3081\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0052\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0052.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0052-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0052-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0052-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3082 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0054.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3082\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0054\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0054.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0054-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0054-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0054-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3083 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0056.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3083\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0056\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0056.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0056-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0056-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0056-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0056-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3084 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0058.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3084\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0058\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0058.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0058-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0058-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0058-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3085 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0059.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3085\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0059\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0059.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0059-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0059-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0059-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3086 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0060.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3086\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0060\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0060.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0060-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0060-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0060-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3087 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0062.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3087\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0062\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0062.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0062-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0062-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0062-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0062-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3088 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0065.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3088\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0065\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0065.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0065-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0065-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0065-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3089 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0068.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3089\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0068\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0068.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0068-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0068-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0068-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0068-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3090 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0224.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3090\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0224\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0224.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0224-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0224-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0224-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3091 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0228.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3091\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0228\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0228.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0228-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0228-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0228-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3092 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0234.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3092\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0234\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0234.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0234-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0234-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0234-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3093 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0249.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3093\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0249\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0249.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0249-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0249-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0249-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3094 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0266.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3094\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0266\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0266.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0266-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0266-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0266-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3095 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0270.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3095\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0270\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0270.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0270-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0270-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0270-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3096 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0271.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3096\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0271\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0271.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0271-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0271-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0271-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3097 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-1_DSC_0219.jpg\" class=\"slider-3077 slide-3097\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Fig-1_DSC_0219\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-1_DSC_0219.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-1_DSC_0219-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-1_DSC_0219-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-1_DSC_0219-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-1_DSC_0219-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Jardim Secreto de Achill, 2017. Fotos: Jessica Gogan.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h3>Willem Van Goor: o artista e a margem <\/h3>\n\n\n\n<p>Sempre me interessei pela natureza, principalmente por insetos e plantas. Entre os 15 e os 17 anos, fiquei meio incomodado com a forma como as plantas eram apresentadas em guias gerais que ilustravam toda a flora dos Pa\u00edses Baixos. As ilustra\u00e7\u00f5es eram todas feitas em preto e branco. Ent\u00e3o, comecei a fazer desenhos bot\u00e2nicos de plantas e fiz trabalhos microsc\u00f3picos porque na \u00e9poca eu queria ser bi\u00f3logo, n\u00e3o achava que me tornaria pintor. Mas a\u00ed acabei na escola de arte. Voc\u00ea \u00e9 formado em um ambiente e nada nele como um peixe. Havia pe\u00e7as abstratas, esculturas, trabalhos em madeira e metal, e eu fazia cer\u00e2mica. Fiz esse trabalho por anos e anos, depois de um tempo, temas reconhec\u00edveis come\u00e7aram a surgir, imagens influenciadas pela natureza \u2013 grama, nuvens, mundos visuais \u2013 cintilando atrav\u00e9s do trabalho abstrato. Tamb\u00e9m fiz uma s\u00e9rie de retratos de mulheres. Depois da minha \u00faltima exposi\u00e7\u00e3o na Holanda, emigramos e logo depois comecei a me reconectar com a natureza. Comecei a olhar para a paisagem novamente, e \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais estou aqui. Motivado por um interesse no que est\u00e1 por tr\u00e1s da paisagem, comecei a mergulhar no nosso entorno. Fiz toda uma s\u00e9rie de casas e de sistemas clim\u00e1ticos abordando, n\u00e3o fotos rom\u00e2nticas da vila r\u00fastica, mas sim as fotos est\u00e9reis, as cores estranhas de Achill e do Condado de Mayo, principalmente no inverno, quando n\u00e3o h\u00e1 turistas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-14_2001-The-other-side.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1087\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-14_2001-The-other-side.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-14_2001-The-other-side-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-14_2001-The-other-side-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-14_2001-The-other-side-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-14_2001-The-other-side-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Willem Van Goor, <em>The Other Side<\/em>, 2001.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Depois de algum tempo, percebi que meu enfoque estava se ampliando. A superf\u00edcie das coisas e seus padr\u00f5es ocultos despertaram meu interesse \u2013 o solo, as algas marinhas e a mir\u00edade de plantas no jardim. Essas superf\u00edcies me levaram de volta a uma esp\u00e9cie de abstra\u00e7\u00e3o. Por exemplo, voc\u00ea pode redefinir a grama de uma maneira abstrata ou ver que a alga marinha tem uma certa estrutura que se repete de um modo particular. Isso, por sua vez, me levou de volta aos desenhos bot\u00e2nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de trabalho gera encomendas com frequ\u00eancia. Por exemplo, o sobrinho-bisneto de Alexander Williams, o artista e escritor que j\u00e1 foi propriet\u00e1rio da ch\u00e1cara Blean\u00e1skill, que fundou a Water Lily Society, especializada em jardins aqu\u00e1ticos, e \u00e9 membro fundador da Gardening and Landscape Society of Ireland (GDLA), me perguntou se eu poderia fazer um desenho de um l\u00edrio d&#8217;\u00e1gua espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1190\" height=\"685\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/waterlily.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3171\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/waterlily.jpg 1190w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/waterlily-300x173.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/waterlily-1024x589.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/waterlily-768x442.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1190px) 100vw, 1190px\" \/><figcaption>Willem Van Goor. <em>Waterlily<\/em>, 2012.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-16_2012_04032008auban30106.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1091\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-16_2012_04032008auban30106.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-16_2012_04032008auban30106-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-16_2012_04032008auban30106-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-16_2012_04032008auban30106-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-16_2012_04032008auban30106-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Willem Van Goor. <em>Waterlily<\/em>, 2012 (detalhe).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m fiz um de algas marinhas que vendi para um bi\u00f3logo. Eu fa\u00e7o sob encomenda. Adoro fazer esses trabalhos porque eles me relembram do meu amor pela natureza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"1983\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/seaweed.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3173\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/seaweed.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/seaweed-182x300.jpg 182w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/seaweed-620x1024.jpg 620w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/seaweed-768x1269.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/seaweed-930x1536.jpg 930w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Willem Van Goor. <em>Seaweed<\/em> (desenho bot\u00e2nico), 2013.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Estou mais interessado em explorar o que a paisagem est\u00e1 fazendo, estar \u00e0 margem da paisagem, onde o oceano encontra a terra, onde as algas marinhas s\u00e3o levadas para a costa e o que acontece quando um rio destr\u00f3i um vale. Por exemplo, no Marrocos, onde no inverno a corrente traz pl\u00e1stico e lixo das aldeias e cidades e os deixa pendurados nos salgueiros e quando o rio seca no ver\u00e3o faz uma esp\u00e9cie de borda de pl\u00e1stico a uma certa altitude em meio \u00e0 flora\u00e7\u00e3o e \u00e1rvores florescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas n\u00e3o olham para as algas, s\u00e3o escorregadias, voc\u00ea se desvia delas se n\u00e3o quiser com\u00ea-las, e n\u00e3o queremos ver o pl\u00e1stico nas \u00e1rvores de um vale de um rio no Marrocos. Para mim, \u00e9 uma coisa especial, a interfer\u00eancia humana.&nbsp; \u00c0 margem do que \u00e9 bom e do que n\u00e3o \u00e9 bom est\u00e1 o meu interesse mais profundo. O que \u00e9 vis\u00edvel e n\u00e3o vis\u00edvel, como torn\u00e1-lo vis\u00edvel e ver a beleza dele, efetivamente voc\u00ea est\u00e1 de volta \u00e0 estrutura, de volta \u00e0 abstra\u00e7\u00e3o, e pode ir a qualquer lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo vale para a neve. Sempre fui encantado pela neve, por ver o que ela faz na grama, nas pedras, na praia, nas algas. \u00c9 um processo. Procuro um ponto focal, que pare, que se amplie, ambos no mesmo quadro de desenvolvimento. S\u00e3o zonas liminares em que o pensamento abstrato e o concreto se encontram. Est\u00e1 na m\u00fasica, nos ritmos, na matem\u00e1tica&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"2500\" height=\"1200\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig18-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2584\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig18-1.jpg 2500w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig18-1-300x144.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig18-1-1024x492.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig18-1-768x369.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig18-1-1536x737.jpg 1536w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig18-1-2048x983.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2500px) 100vw, 2500px\" \/><figcaption>Ilha Achill com neve, inverno de 2010. Fotos: Willem Van Goor.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"2400\" height=\"858\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig19.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2586\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig19.jpg 2400w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig19-300x107.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig19-1024x366.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig19-768x275.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig19-1536x549.jpg 1536w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig19-2048x732.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2400px) 100vw, 2400px\" \/><figcaption>Willem Van Goor, <em>I Thought I Saw a Hoopoo<\/em>, 2013<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando voc\u00ea olha para a grama, o que v\u00ea \u00e9 um monte de folhas verdes, uma esp\u00e9cie quase sempre ereta e baixa, mas examinando com mais aten\u00e7\u00e3o voc\u00ea consegue ver uma diversidade de formas. Quando voc\u00ea faz isso, voc\u00ea tem que encontrar a semelhan\u00e7a, o padr\u00e3o, talvez seja o vento que est\u00e1 criando esse padr\u00e3o. Existem milhares de esp\u00e9cies de grama. Cada uma delas tem formas \u2013 ligadas \u00e0 folha de uma certa maneira \u2013, cada esp\u00e9cie \u00e9 diferente. Elas t\u00eam padr\u00f5es gen\u00e9ticos fortes. Quando voc\u00ea junta 20 delas, d\u00e1 para ver que h\u00e1 uma estrutura arquitet\u00f4nica e matem\u00e1tica, que \u00e9 abstrata e pode ser relacionada com a m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"1799\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-20_2007-storm-grass.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1103\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-20_2007-storm-grass.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-20_2007-storm-grass-200x300.jpg 200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-20_2007-storm-grass-683x1024.jpg 683w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-20_2007-storm-grass-768x1151.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-20_2007-storm-grass-1025x1536.jpg 1025w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Willem Van Goor, <em>Storm Grass<\/em>, 2007.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Tenho um grande interesse por essas sequ\u00eancias matem\u00e1ticas, por ritmo e rima, por semelhan\u00e7as. Muitas vezes, o que h\u00e1 em comum n\u00e3o \u00e9 o que as pessoas esperam. Estar em um determinado lugar desperta minha curiosidade. Tento sempre descobrir as estruturas subjacentes, de novo, o ritmo, profundamente, sejam pedras, plantas ou seres humanos, as camadas da biologia, geologia e hist\u00f3ria. No entanto, sempre h\u00e1 um grande por\u00e9m: se voc\u00ea se aprofundar demais, pode se perder e acabar de m\u00e3os vazias&#8230; Seja um artista ou empres\u00e1rio, voc\u00ea precisa se concentrar, conhecer os meandros, os detalhes das coisas. Quero saber os m\u00ednimos detalhes, como s\u00e3o, o que as pessoas fazem com eles.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"1843\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-21_bentgrass-acrylic-pencil-79-x-55-cm.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1105\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-21_bentgrass-acrylic-pencil-79-x-55-cm.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-21_bentgrass-acrylic-pencil-79-x-55-cm-195x300.jpg 195w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-21_bentgrass-acrylic-pencil-79-x-55-cm-667x1024.jpg 667w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-21_bentgrass-acrylic-pencil-79-x-55-cm-768x1180.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-21_bentgrass-acrylic-pencil-79-x-55-cm-1000x1536.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Willem Van Goor. <em>Bent grass<\/em>, 2005.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Posso mergulhar no mundo das folhas de grama por semanas a fio e fiz isso durante toda a minha vida. Eu n\u00e3o retrato pessoas. Eu converso, convido e posso estar com as pessoas desde manh\u00e3 cedo at\u00e9 tarde da noite, mas n\u00e3o as pinto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"2384\" height=\"2237\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig22.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2588\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig22.jpg 2384w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig22-300x282.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig22-1024x961.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig22-768x721.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig22-1536x1441.jpg 1536w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/fig22-2048x1922.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2384px) 100vw, 2384px\" \/><figcaption>Willem Van Goor. Rhododendron Grove \/ <em>Mud, Stones and Seaweed<\/em>, 2008.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p> <em><strong>Jessica<\/strong><\/em> \u2013 Quando vejo suas paisagens, elas me parecem &#8220;povoadas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 N\u00e3o sei. Sei que elas t\u00eam suas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas e eu adoro. Por exemplo, <em>Kingdom of the Wren <\/em>[reino da corru\u00edra], o passarinho marrom muito irland\u00eas que vive em arbustos ou uma cabana coberta de hera, uma trepadeira com folhas verdes brilhantes que cobre, sobe por toda parte, cujos caules conseguem esmagar pedras, como o mundo da corru\u00edra. Ao retratar esse mundo espec\u00edfico, vejo como a hera vai se prendendo; essa massa de estrutura \u2013 a estrutura da hera \u2013, s\u00f3 a hera faz isso. Desenhar, pintar, esse processo \u00e9 como um quebra-cabe\u00e7a, uma esp\u00e9cie de relaxamento, ou ritmo musical, e uma repeti\u00e7\u00e3o abstrata de formas. \u00c9 isso que me atrai, a estrutura da hera, os padr\u00f5es formais do gelo e da neve, da grama ou das algas marinhas, sempre h\u00e1 algo acontecendo&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1192\" height=\"686\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/kingdon.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3176\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/kingdon.jpg 1192w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/kingdon-300x173.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/kingdon-1024x589.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/kingdon-768x442.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1192px) 100vw, 1192px\" \/><figcaption>Willem Van Goor, <em>Kingdom of the Wren<\/em>, 2012.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Jessica<\/strong><\/em> \u2013 Um encontro.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Guilherme \u2013<\/strong><\/em> O rizom\u00e1tico se espalha. \u00c9 horizontal. N\u00e3o cria profundidade, em vez disso, sua estrutura se agarra a superf\u00edcies em constante movimento, mudan\u00e7a e multiplica\u00e7\u00e3o. Como fractais. \u00c9 um processo matem\u00e1tico e totalmente aleat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 Veja este exemplo de alga marinha. Eu tamb\u00e9m coleciono algas marinhas. Aqui est\u00e1 mais uma. Veja a estrutura e a aleatoriedade juntas&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/seaweed2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3178\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/seaweed2.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/seaweed2-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/seaweed2-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/seaweed2-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Willem Van Goor, <em>Seaweed study<\/em>, 2015.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Jessica<\/strong><\/em> \u2013 Nossa, \u00e9 t\u00e3o lindo!<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 Sim, \u00e9 lindo. Eu tenho muitos outros estudos. Voc\u00ea precisa de todos esses estudos para fazer uma pe\u00e7a em escala real. Outro exemplo, aqui est\u00e1 um salgueiro, d\u00e1 para ver a estrutura do salgueiro, tem uma determinada linguagem. Opto por trabalhar com verdes e verdes-oliva, com branco e azul cintilante. Eu desenho enquanto estudo e classifico formas, trabalhando em diferentes dire\u00e7\u00f5es e cores. As tulipas s\u00e3o t\u00e3o brancas e brilhantes que as deixo intocadas para ressaltar. Isso n\u00e3o s\u00e3o fotos. Como desenhar ou pintar a neve? A neve \u00e9 branca, ent\u00e3o, para simplificar, voc\u00eas deixa a neve branca e faz o resto. \u00c9 uma escolha que voc\u00ea faz, voc\u00ea cria a claridade da imagem de uma forma gr\u00e1fica, brincando com a neve e as sombras, depois com a tinta, e voc\u00ea descobre maneiras de representar a neve na grama, com diferentes \u00eanfases.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"959\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-25_2006-tulips.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1115\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-25_2006-tulips.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-25_2006-tulips-300x240.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-25_2006-tulips-1024x818.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-25_2006-tulips-768x614.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Willem Van Goor, <em>Tulips<\/em>, 2006.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Guilherme<\/strong><\/em> \u2013 A compreens\u00e3o da estrutura \u00e9 fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 Sim, mas voc\u00ea s\u00f3 descobre fazendo. Formas, cores, estudos&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Guilherme<\/strong><\/em> \u2013 Um universo de diferen\u00e7a e estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 Voc\u00ea tem que se concentrar primeiro em uma coisa, depois em outra. Quando eu era jovem, estudava piano e \u00f3rg\u00e3o cerca de 2 horas por dia. Depois disso, fazia minha li\u00e7\u00e3o de casa. A\u00ed eu desenhava plantas. Em seguida, alimentava meu aqu\u00e1rio de \u00e1gua do mar.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Jessica<\/strong><\/em> \u2013 A m\u00fasica parece embasar tudo para voc\u00ea, ser uma for\u00e7a geradora.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 A m\u00fasica chegou primeiro, eu tocava qualquer coisa no \u00f3rg\u00e3o quando tinha uns 3 anos e consegui come\u00e7ar a fazer melodias com uns 4 anos. A m\u00fasica veio primeiro, depois os insetos, depois a pintura e o desenho.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Guilherme<\/strong><\/em> \u2013 Estrutura musical e pensamento abstrato v\u00eam juntos. Talvez esse seja um pensamento \u00e0 margem. A complexidade da conviv\u00eancia de diferentes esp\u00e9cies em suas pinturas, voc\u00ea consegue capturar esse encontro, de fazermos parte da grama.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"2003\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-26_2013-Cross-point.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1117\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-26_2013-Cross-point.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-26_2013-Cross-point-180x300.jpg 180w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-26_2013-Cross-point-613x1024.jpg 613w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-26_2013-Cross-point-768x1282.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Fig-26_2013-Cross-point-920x1536.jpg 920w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Willem Van Goor. <em>Cross point<\/em>, 2013.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sim, somos feitos da mesma \u201cpoeira estelar\u201d. Quero me concentrar em coisas para as quais as pessoas nunca olham, mas deveriam olhar.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Jessica<\/strong><\/em> \u2013 A margem talvez seja manter essa consci\u00eancia, ver algo normalmente n\u00e3o visto, manter essa percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 Talvez seja uma sensa\u00e7\u00e3o de margem&#8230; Lama, tenda e pedras n\u00e3o est\u00e3o muito na moda, mas voc\u00ea precisa pintar antes que as pessoas reconhe\u00e7am que h\u00e1 beleza nisso. N\u00e3o sou um pregador. S\u00f3 fa\u00e7o isso porque eu mesmo adoro. Estou interessado e conectado a isso, e \u00e9 por isso que eu pinto.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Guilherme \u2013<\/strong><\/em> A arte oferece novas abordagens para a vida cotidiana.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Willem<\/strong><\/em> \u2013 Margens com um \u201cs\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-3098\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-3098 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_3098\">\n        <div id=\"metaslider_3098\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-3099 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0137.jpg\" class=\"slider-3098 slide-3099\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0137\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0137.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0137-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0137-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0137-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0137-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Imagens do est\u00fadio de Willem Van Goor, 2017. Fotos: Jessica Gogan.\n<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3100 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0140.jpg\" class=\"slider-3098 slide-3100\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0140\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0140.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0140-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0140-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0140-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0140-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Imagens do est\u00fadio de Willem Van Goor, 2017. Fotos: Jessica Gogan.\n<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3101 ms-image\"><img width=\"1296\" height=\"1936\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0152-rotated.jpg\" class=\"slider-3098 slide-3101\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0152\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.373081463991%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0152-rotated.jpg 1296w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0152-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0152-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0152-768x1147.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0152-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1296px) 100vw, 1296px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Imagens do est\u00fadio de Willem Van Goor, 2017. Fotos: Jessica Gogan.\n<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3102 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0164.jpg\" class=\"slider-3098 slide-3102\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0164\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0164.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0164-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0164-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0164-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0164-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Imagens do est\u00fadio de Willem Van Goor, 2017. Fotos: Jessica Gogan.\n<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3103 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"803\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0172.jpg\" class=\"slider-3098 slide-3103\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0172\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.057107276285%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0172.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0172-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0172-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0172-768x514.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Imagens do est\u00fadio de Willem Van Goor, 2017. Fotos: Jessica Gogan.\n<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3104 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0181.jpg\" class=\"slider-3098 slide-3104\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0181\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0181.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0181-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0181-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0181-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0181-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Imagens do est\u00fadio de Willem Van Goor, 2017. Fotos: Jessica Gogan.\n<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-3105 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1793\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0182.jpg\" class=\"slider-3098 slide-3105\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"DSC_0182\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.362998964226%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0182.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0182-201x300.jpg 201w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0182-685x1024.jpg 685w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0182-768x1148.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/DSC_0182-1028x1536.jpg 1028w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Imagens do est\u00fadio de Willem Van Goor, 2017. Fotos: Jessica Gogan.\n<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Doutsje Nauta <\/em><\/strong><br>Nasceu em uma noite tempestuosa em 31 de janeiro de 1953 em IJsbrechtum, Pa\u00edses Baixos, sendo o segundo beb\u00ea, mas a primeira menina.&nbsp;&nbsp;Revendo sua vida profissional, ela passou a maior parte do tempo organizando e escrevendo em institutos (semi)governamentais. A inova\u00e7\u00e3o tem sido o fio condutor do seu trabalho. Ela mora na Ilha Achill desde 1997, um lugar que, embora isolado dos grandes eventos mundiais, \u00e9 parte integrante deles. Esse posicionamento parece caracter\u00edstico de como ela se v\u00ea na sociedade. Ela faz parte h\u00e1 muito tempo do Grupo de Escritores de Achill e estuda violoncelo desde o outono de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Willem van Goor<\/em><\/strong> <br>Nasceu em 4 de novembro de 1948 em Zwolle, Pa\u00edses Baixos. Ap\u00f3s o ensino m\u00e9dio, ele estudou por cinco anos na Academia de Arte de Groningen e se especializou em pintura l\u00edrica abstrata. Desde ent\u00e3o, seu trabalho se desenvolveu e se tornou mais diversificado, abrangendo tanto a arte bot\u00e2nica quanto a pintura de paisagem.&nbsp; Seu trabalho bot\u00e2nico se baseia em um amor ao longo de toda a vida pela natureza. O trabalho paisag\u00edstico, com foco em estruturas ocultas, acompanha o ritmo e os acordes da m\u00fasica, outra paix\u00e3o que sempre existiu na sua vida, improvisando e tocando piano e \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Reverendo Val Rogers <\/em><\/strong><br>\u00c9 de Sligo, no oeste da Irlanda, e se tornou um padre cat\u00f3lico romano em 1972, tendo atuado em Fiji e Sydney at\u00e9 1984. Casou-se com Josie em 1985 e retomou seu chamado como padre na comunidade anglicana em Melbourne at\u00e9 voltar \u00e0 Irlanda em 2009 como Reitor de quatro par\u00f3quias da Igreja da Irlanda [isto \u00e9, anglicana] no oeste de Mayo, incluindo a St. Thomas em Dugort, na Ilha Achill. Ele e Josie se aposentaram localmente em 2019.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><sup>1<\/sup> DURCAN, Paul. \u201cThe Far Side of the Island\u201d. <em>The Art of Life<\/em> (Londres: Harvill Secker, 2012 (publicado pela primeira vez em 2004) p. 11<\/p>\n\n\n\n<p><sup>2<\/sup> Conversas com Willem e Doutjse, registradas tamb\u00e9m em COMERFORD, Patrick. \u201cUnder Blue Skies Achill is Like an Aegean Island in the Sun,\u201d Igreja de St. Thomas:Dugort, Ilha Achill, Condado de Mayo, Irlanda (Dublin: Society for Irish Church Missions c.2012) p.13-16, p.15-16.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>3 <\/sup>GILLESPIE, Tom. \u201cStarving Achill Families renounced the Catholic faith for food handouts\u201d <em>Connaught Telegraph<\/em>, 09\/01\/2021, Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.con-telegraph.ie\/2021\/01\/09\/starving-achill-families-renounced-the-catholic-faith-for-food-handouts\/<\/p>\n\n\n\n<p><sup>4<\/sup> Ibid.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>5 <\/sup>No original, <em>take the soup<\/em>. (N.T.)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>6<\/sup> No original, <em>souper<\/em>. (N.T.)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>7<\/sup> No original, <em>jumper<\/em>. (N.T.)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>8<\/sup> No original, \u201c<em>a nose for fish and an eye for apples<\/em>\u201d. (N.T.)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>9<\/sup> Para obter mais informa\u00e7\u00f5es, acesse https:\/\/wwoof.net\/about-2\/<\/p>\n\n\n\n<p><sup>10<\/sup> THOREAU, Henry David. <em>Walden; or Life in the Woods<\/em> (Primeira publica\u00e7\u00e3o em 1854) (Nova York: Dover Publications, 1995) p.11<\/p>\n\n\n\n<p><sup>11<\/sup> Para obter mais informa\u00e7\u00f5es sobre o Jardim e uma sele\u00e7\u00e3o de fotos e v\u00eddeos, consulte: http:\/\/www.achillsecretgarden.com\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 margem: arte, comunidade e cura na Ilha Achill, Irlanda Di\u00e1logo com Doutsje Nauta, Willem Van Goor e Reverendo Val Rogers No entanto, quando chego ao outro extremo da ilhaE [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/914"}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=914"}],"version-history":[{"count":27,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/914\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3361,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/914\/revisions\/3361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=914"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}