{"id":1233,"date":"2021-03-15T19:29:08","date_gmt":"2021-03-15T22:29:08","guid":{"rendered":"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/?page_id=1233"},"modified":"2021-05-01T08:41:18","modified_gmt":"2021-05-01T11:41:18","slug":"livia-moura-chyrstalleni-loizidou","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/livia-moura-chyrstalleni-loizidou\/","title":{"rendered":"&#8220;N\u00e3o tire as crian\u00e7as da sala!&#8221;:  biopol\u00edtica de m\u00e3es solteiras em tempo de covid-19"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1358\" height=\"750\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/capa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3167\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/capa.jpg 1358w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/capa-300x166.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/capa-1024x566.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/04\/capa-768x424.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1358px) 100vw, 1358px\" \/><figcaption>Esquerda: Vendo A\u00e7\u00f5es Virtuosas, Afrodite Pand\u00eamia, Pathos, Chipre, (local de Afrotide), 2018. Foto: Carolina Cortes, manipula\u00e7\u00e3o digital: Ver\u00f4nica Do\u2019Orey, perfomance e idealiza\u00e7\u00e3o: L\u00edvia Moura. Direita: Janus dormindo numa queda d&#8217;\u00e1gua na Terra UNA, Minas Gerais, Brasil, julho de 2019 um ano antes dessa troca de e-mails.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2>&#8220;N\u00e3o tire as crian\u00e7as da sala!&#8221;: biopol\u00edtica de m\u00e3es solteiras em tempo de covid-19<\/h2>\n\n\n\n<h4>Um di\u00e1logo entre Livia Moura e Chrystalleni Loizidou<\/h4>\n\n\n\n<p>Esse di\u00e1logo faz parte de um projeto intitulado &#8220;Sobre o conhecimento que recebemos atrav\u00e9s da nossa vagina\u201d do coletivo Ixodos.<sup>1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<h3>Email 1:&nbsp; Infantofobia e Aphrodite<\/h3>\n\n\n\n<p><em>Chrystalleni Loizidou, 26 de abril de 2020,&nbsp; 5\u00ba luna\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ele est\u00e1 dormindo! Isso significa que tenho alguns minutos para escrever para voc\u00ea. Eu te envio amor, amor selvagem, e para o seu anivers\u00e1rio eu te envio o cheiro do mar com um pouco de espuma salgada do mar mediterr\u00e2neo. E eu me dou a tarefa de articular como nossas conversas e instintos compartilhados permanecem no centro da minha experi\u00eancia, mesmo depois de quase um ano, e especialmente durante o isolamento covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Escrevo isso com a inten\u00e7\u00e3o de conseguir nomear algo ritualisticamente, para que possa me livrar dele, porque eu tenho estado com raiva e entristecida pelo isolamento e os absurdos gerados por ele, que s\u00e3o t\u00e3o contr\u00e1rios \u00e0s revela\u00e7\u00f5es que tive durante o tempo que passei com voc\u00ea. Eu sinto que voc\u00ea \u00e9 uma das poucas pessoas que ir\u00e1 entender, tanto no sentido vivido quanto te\u00f3rico. Nossas biopol\u00edticas dessas condi\u00e7\u00f5es, acredito, est\u00e3o alinhadas, e se j\u00e1 n\u00e3o tiv\u00e9ssemos muitos t\u00edtulos para o nosso trabalho juntas (Ixodos: O conhecimento que recebemos atrav\u00e9s da nossa vagina: Escrevendo com a ponta esferogr\u00e1fica do clit\u00f3ris: Por que a infantofobia \u00e9 importante para manter o sistema? Eu sugeriria adicionar algo como &#8216;sobre a biopol\u00edtica da maternidade e maternidade solteira durante o Covid-19&#8217;).<\/p>\n\n\n\n<p>Vem \u00e0 minha mente a imagem de voc\u00ea meditando ao lado da pedra Afrodite, tendo sido proibida de toc\u00e1-la pelo guarda do Templo Afrodite Kouklia, dois anos atr\u00e1s. Estou pensando no meu senso de urg\u00eancia, naquela ocasi\u00e3o, n\u00f3s t\u00ednhamos que encontrar uma maneira para voc\u00ea toc\u00e1-la, porque era importante, normal, e at\u00e9 mesmo esperado que os visitantes tocassem na pedra at\u00e9 recentemente. Mas dessa vez a atitude do guarda sugeriu que logo se tornaria mais dif\u00edcil para as pessoas realizarem essa comunh\u00e3o b\u00e1sica e simples. Que a pedra pode em breve ser cercada por c\u00e2meras ou colocada em vidro, ainda mais \u201cmuseificada\u201d, removida da fun\u00e7\u00e3o, &#8220;protegida&#8221;, seu poder cerimonial e potencial de conectividade neutralizado, removida do fluxo.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu busco te alcan\u00e7ar, em sua sabedoria de estado meditativo, para processar algo: foi uma revela\u00e7\u00e3o para mim, a conex\u00e3o entre (a) a proibi\u00e7\u00e3o de tocar (e mais tarde a proibi\u00e7\u00e3o de dan\u00e7ar), e (b) a loucura do covid-19 e a dire\u00e7\u00e3o em massa para a securitiza\u00e7\u00e3o e higieniza\u00e7\u00e3o contra o sentido de ritual, contra a resposta espont\u00e2nea e visceralmente criativa ao lugar \u2013 a marginaliza\u00e7\u00e3o de nossos instintos l\u00fadicos, nossa exuber\u00e2ncia, nossa magia. Um amigo antrop\u00f3logo fez uma conex\u00e3o entre o que eu disse a ele sobre o trabalho que realizamos juntas, e a defini\u00e7\u00e3o de Mary Douglas,&nbsp; &#8220;mat\u00e9ria fora do lugar&#8221;.<sup>2<\/sup> Est\u00e1vamos em uma cafeteria e ele ilustrou seu ponto de vista pegando um pouco da terra de um vaso de planta, que estava pr\u00f3ximo a gente, e jogou-a sobre a mesa. Foi perturbador, e eu acho que essa perturba\u00e7\u00e3o \u00e9 o que voc\u00ea estava falando: voc\u00ea falou sobre crian\u00e7as durante uma palestra acad\u00eamica ou uma discuss\u00e3o pol\u00edtica, sobre nossas tentativas ansiosas de imped\u00ed-las de tocar naturalmente as coisas em um museu, de comer areia, espirrar em todos os lugares, abra\u00e7ar todos, oferecer uma mordida de sua ma\u00e7\u00e3, meio comida, para um novo amigo. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui est\u00e1 a pergunta que eu gostaria que me ajudasse: \u00c9 apenas a minha experi\u00eancia, ou o ditame do covid-19 para o &#8216;dist\u00e2nciamento social&#8217; (entre todos, em vez de aqueles que a escolhem ou precisam) \u00e9 um exemplo de infantof\u00f3bia? Uma diretiva paradoxal que marginaliza e oprime as crian\u00e7as e todos aqueles que s\u00e3o incapazes de segui-la? N\u00e3o s\u00e3o essas medidas que priorizam o medo da morte sobre o apoio da comunidade, e descartam totalmente a espiritualidade, nos distanciando uns dos outros, da nossa natureza, e da pr\u00f3pria natureza, produtos psicossupressores de um sistema infantof\u00f3bico?<\/p>\n\n\n\n<p>Em Kouklia, ao lado da pedra, eu admirava sua transcend\u00eancia casual do que para mim era a terr\u00edvel e arruinada influ\u00eancia do capitalismo de vigil\u00e2ncia, vi voc\u00ea vibrar ao lado da pedra e vi seu poder tornar irrelevante todo um conjunto de condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas assustadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Desejo a voc\u00ea um toque ardente no seu anivers\u00e1rio, cheio de inspira\u00e7\u00e3o extasiante e fluxos contaminantes e libertadores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"972\" height=\"730\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-1-IMG_20180720_173455-ANIMATION.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1236\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-1-IMG_20180720_173455-ANIMATION.jpg 972w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-1-IMG_20180720_173455-ANIMATION-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-1-IMG_20180720_173455-ANIMATION-768x577.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-1-IMG_20180720_173455-ANIMATION-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 972px) 100vw, 972px\" \/><figcaption>L\u00edvia Moura ao lado da Pedra Afrodite, 20 de julho de 2018. Fotografia de Chrystalleni Loizidou. A legenda na etiqueta sob a Pedra no museu diz: &#8220;Esta pedra (pedra vulc\u00e2nica verde-preto) no Santu\u00e1rio de Palaipafos \u00e9 considerada o s\u00edmbolo do culto \u00e0 Afrodite. Um objeto c\u00f4nico semelhante aparece nas representa\u00e7\u00f5es conhecidas do santu\u00e1rio helen\u00edstico e romano. Escritores antigos descrevem-no e testemunham para o culto anic\u00f4nico (sem representa\u00e7\u00e3o figural) da deidade em Pafos. \u00c9 provavelmente um remanescente de pr\u00e1ticas antigas no Oriente, onde se acredita que a adora\u00e7\u00e3o de pedras sagradas incorpore a deidade.&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Livia_Chrys_Video 1 - VIDEO0263\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/523606059?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"500\" height=\"281\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Ofereceu-se a Iemanj\u00e1 de Afrodite, com Kali e Maria. A pedra Afrodite foi um presente de Kouklia, o local de nascimento de Afrodite, pela artista e pesquisadora Mary Plant. A oferta foi feita na Ba\u00eda de Guanabara, por Chrystalleni, em um momento pessoal, parte de um ritual com Christiane Lopes Da Cunha julho de 2016.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1238\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-2.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-2-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>L\u00edvia Moura, Espuma, Ilha de Kos, Gr\u00e9cia, 2018. Foto: Carolina Cortes.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"2 Portuguese intro - Ixodos - Knowledge received through our vagina pt1\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/526408309?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"500\" height=\"282\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Sobre o conhecimento que recebemos atrav\u00e9s da nossa vagina: Por que a infantofobia \u00e9 importante para manter o sistema [Discuss\u00e3o com Carolina Cortes e Bianca Bernardo, Utopias Pr\u00e1ticas &#8211; Resid\u00eancia de Arte Terra UNA com curadoria de Bianca Bernardo, 2019].<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"3 Livias first question\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/526408561?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"500\" height=\"282\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Sobre o conhecimento que recebemos atrav\u00e9s da nossa vagina: Por que a infantofobia \u00e9 importante para manter o sistema [Discuss\u00e3o com Carolina Cortes e Bianca Bernardo, Utopias Pr\u00e1ticas &#8211; Resid\u00eancia de Arte Terra UNA com curadoria de Bianca Bernardo, 2019].<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3>Email 2: A inf\u00e2ncia e a maternagem ir\u00e3o nos guiar&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p><em>Livia Moura, 1 Maio, 5a luna\u00e7\u00e3o de 2020<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Chrys, sim! N\u00f3s precisamos de muitos fluxos contaminantes libertadores! Obrigada!!!<\/p>\n\n\n\n<p>Imagino que o cont\u00e1gio no Chipre esteja sendo mais tranquilo. Aqui no Rio, por motivos sociais, pol\u00edticos e sanit\u00e1rios, est\u00e1 se desdobrando de maneira muito tr\u00e1gica&#8230; o isolamento e a higiene se fazem muito necess\u00e1rios, pelo menos como medida emergencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Amo tanto vc e Janus! Que saudade. Perdoe-me pela demora em responder. \u00c0s vezes me sinto frustrada por estar exausta e n\u00e3o conseguir tempo para meus projetos. Fisicamente n\u00e3o est\u00e1 sendo f\u00e1cil, estou submersa nos trabalhos dom\u00e9sticos, cuidando 24 horas sozinha das crian\u00e7as e ao mesmo tempo minha mente est\u00e1 fervilhando com tantas reflex\u00f5es profundas e potentes sobre tudo isso.<\/p>\n\n\n\n<p>O futuro chegou! Chegou a hora de fazer acontecer o que a gente pensava e ensaiava juntas em rela\u00e7\u00e3o ao futuro. Todos temos um artistas dentro de si que precisa ocupar outros espa\u00e7os, para al\u00e9m dos museus, dos livros e os palcos! Sinto uma forte puls\u00e3o para redesenhar a paisagem real, ser mais coerente com o que acredito e colocar isso em pr\u00e1tica. Estou nesse momento montando um site para literalmente vender a\u00e7\u00f5es virtuosas numa bolsa de valores \u00e9ticos. Esse era o projeto inicial da VAV [VAV \u00e9 a sigla de Vendo\u00a0A\u00e7\u00f5es Virtuosas, uma plataforma de arte contempor\u00e2nea co-criada por L\u00edvia Moura em 2013 (site: www.vendoacoesvirtuosas.art). A VAV atua nas transbordas\u00a0entre pedagogia, economia e engajamento social tendo a arte como instrumento de s\u00edntese. Dentre suas principais a\u00e7\u00f5es est\u00e3o: interven\u00e7\u00f5es urbanas, projetos pedag\u00f3gicos, exposi\u00e7\u00f5es, publica\u00e7\u00f5es e atualmente uma plataforma complementar econ\u00f4mica virtual, o Banco do Afeto: www.bancodoafeto.art]\u00a0e s\u00f3 agora, 7 anos depois, est\u00e1 realmente se concretizando. A crise pand\u00eamica me traz a urg\u00eancia de encarnar essas ideias e tirar elas de um plano metaf\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"750\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_COVER-LEFT-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2574\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_COVER-LEFT-1.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_COVER-LEFT-1-300x188.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_COVER-LEFT-1-1024x640.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_COVER-LEFT-1-768x480.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Vendo A\u00e7\u00f5es Virtuosas, Afrodite Pand\u00eamia, Pathos, Chipre, (local de Afrotide), 2018. Foto: Carolina Cortes, manipula\u00e7\u00e3o digital: Ver\u00f4nica Do\u2019Orey, perfomance e idealiza\u00e7\u00e3o: L\u00edvia Moura.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"535\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-4-GALLERY-1-Captura-de-Tela-2020-07-06-as-20.48-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2576\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-4-GALLERY-1-Captura-de-Tela-2020-07-06-as-20.48-1.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-4-GALLERY-1-Captura-de-Tela-2020-07-06-as-20.48-1-300x134.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-4-GALLERY-1-Captura-de-Tela-2020-07-06-as-20.48-1-1024x457.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-4-GALLERY-1-Captura-de-Tela-2020-07-06-as-20.48-1-768x342.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Vendo A\u00e7\u00f5es Virtuosas, imagem do site: www.vendoacoesvirtuosas.art, 2020.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Me pergunto o que foi que nos conectou t\u00e3o profundamente desde que nos conhecemos na exposi\u00e7\u00e3o &#8220;\u00c1guas e vidas escondidas&#8221; no MAC em 2016. E sinto que tem absolutamente tudo a ver com o que provocou essa crise do covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>O que nos une \u00e9 essa vontade de beber da fonte ancestral: a busca por resgatar hist\u00f3rias, conhecimentos, rituais e modos de vida que foram escondidos pela din\u00e2mica predat\u00f3ria de sociedades dominadoras e opressivas. Essa vontade de resgatar dentro de n\u00f3s a ancestralidade, a nossa ra\u00edz que liberta nossos galhos, folhas e frutos (n\u00e3o por acaso, frutos proibidos). Beber da fonte de sabedoria ancestral presente nos povos origin\u00e1rios da Am\u00e9rica Latina, nas culturas de origem africana e asi\u00e1tica, mas tamb\u00e9m da antiga Europa e Oriente M\u00e9dio. Sobretudo aquela sabedoria pr\u00e9-patriarcal, que deixou marcas t\u00e3o profundas no seu territ\u00f3rio. Fiquei fascinada durante a nossa resid\u00eancia peregrina pela Gr\u00e9cia<sup>3<\/sup>, em como essa sabedoria sobrevive no imagin\u00e1rio popular de mulheres s\u00e1bias. Mas eu tamb\u00e9m acredito que precisamos acessar a sabedoria mineral, vegetal, a sabedoria das \u00e0guas. E con-<em>siderar<\/em>, pensar com as estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Beber dessas fontes ativa a verdade que habita nas c\u00e9lulas do nosso pr\u00f3prio corpo. \u00c9 um resgate para que a gente possa acessar a nossa pr\u00f3pria verdade, a fonte de sabedoria imemorial que habita em cada um de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais que os s\u00edtios arqueol\u00f3gicos estejam literalmente arruinados e hiper controlados pelas vigil\u00e2ncias museol\u00f3gicas, Gaia e Afrodite s\u00e3o mais poderosas que eles.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-5-20180717_185238-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1242\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-5-20180717_185238-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-5-20180717_185238-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-5-20180717_185238-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-5-20180717_185238.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>imagem do Museu de Hip\u00f3crates, Jardim de Hip\u00f3crates, Ilha de Kos, Gr\u00e9cia, 2018.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Essas hist\u00f3rias que escutamos (e atravessamos) em potentes encontros pela Gr\u00e9cia e Chipre (2018), permanecem vivas em meus poros. Ainda consigo acessar a sensa\u00e7\u00e3o dos meus corpos se abrindo nos antigos templos onde as deusas pr\u00e9-patriarcais guiavam rituais de premoni\u00e7\u00e3o, sexualidade sagrada e comunh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Confesso que os relatos sobre as \u201cprostitutas sagradas\u201d me chocaram bastante. \u00c9 uma quebra total de paradigma saber que elas tinham a fun\u00e7\u00e3o de abrir a mente dos fil\u00f3sofos atrav\u00e9s dos estudos, das artes e da sexualidade. E que ainda por cima ocupavam um dos lugares mais altos na hierarquia religiosa e social, podendo at\u00e9 se casar, desde que continuassem a exercer a sua fun\u00e7\u00e3o.<sup>4<\/sup> Como dizia a Carol Cortes: \u201cjuntando o \u00fatil com o formid\u00e1vel!\u201d kkkkkk. Dois anos depois, ainda estou colhendo frutos e irei demorar muito para conseguir colocar em pr\u00e1tica todas essas experi\u00eancias de abertura mental e espiritual\u2026<\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1120\" style=\"width: 100%;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-1120 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_1120\">\n        <div id=\"metaslider_1120\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-1127 ms-image\"><img width=\"1080\" height=\"1350\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.1-IMG_20180715_203824_972.jpg\" class=\"slider-1120 slide-1127\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 1.1 - IMG_20180715_203824_972\" style=\"margin: 0 auto; width: 53.028571428571%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.1-IMG_20180715_203824_972.jpg 1080w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.1-IMG_20180715_203824_972-240x300.jpg 240w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.1-IMG_20180715_203824_972-819x1024.jpg 819w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.1-IMG_20180715_203824_972-768x960.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">L\u00edvia Moura,<i> Serpente P\u00edton, filha de Gaia<\/i>, Or\u00e1culo de Delfos, s\u00edtio arquel\u00f3gico de Delfos, Delfos, Gr\u00e9cia, 2018. <\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1128 ms-image\"><img width=\"906\" height=\"1133\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.2-IMG_20180715_203824_973.jpg\" class=\"slider-1120 slide-1128\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 1.2 - IMG_20180715_203824_973\" style=\"margin: 0 auto; width: 53.005169587694%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.2-IMG_20180715_203824_973.jpg 906w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.2-IMG_20180715_203824_973-240x300.jpg 240w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.2-IMG_20180715_203824_973-819x1024.jpg 819w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.2-IMG_20180715_203824_973-768x960.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 906px) 100vw, 906px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">L\u00edvia Moura, <i>A Serpente P\u00edton \u00e9 assassinada por Apolo que toma o Or\u00e1culo de Delfos da deusa Gaia<\/i>, s\u00edtio arqueol\u00f3gico de Delfos, Delfos, Gr\u00e9cia, 2018. Foto: Carolina Cortes. Momentos antes de sermos convidadas a se retirar do s\u00edtio arqueol\u00f3gico por estarmos \u201cperformando\u201d nos templos.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1129 ms-image\"><img width=\"864\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.3-IMG_20180715_203824_971.jpg\" class=\"slider-1120 slide-1129\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 1.3 - IMG_20180715_203824_971\" style=\"margin: 0 auto; width: 53.028571428571%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.3-IMG_20180715_203824_971.jpg 864w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.3-IMG_20180715_203824_971-240x300.jpg 240w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.3-IMG_20180715_203824_971-819x1024.jpg 819w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-1.3-IMG_20180715_203824_971-768x960.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 864px) 100vw, 864px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">L\u00edvia Moura, <i>Sulfur que sa\u00eda das rochas do or\u00e1culo de Delfos e eram inalados pelas pitonisas (sacertotisas de P\u00edton) pela vagina com o intuito de promover na previs\u00e3o do futuro<\/i>, s\u00edtio arqueol\u00f3gico de Delfos, Delfos, Gr\u00e9cia, 2020.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"357\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-6-IMG_20180720_170403-PANO.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2578\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-6-IMG_20180720_170403-PANO.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-6-IMG_20180720_170403-PANO-300x89.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-6-IMG_20180720_170403-PANO-1024x305.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-6-IMG_20180720_170403-PANO-768x228.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>L\u00edvia Moura e Silvia Serena-Hadjigeorgiou em dan\u00e7a espont\u00e2nea no Templo de Afrodite em Kouklia, Pafos em julho de 2018. A dan\u00e7a foi interrompida por um guarda que explicou que era necess\u00e1ria uma licen\u00e7a especial.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea me pergunta se as medidas de isolamento n\u00e3o s\u00e3o uma express\u00e3o dessa sociedade infantof\u00f3bica. Acho que na real essa crise \u00e9 a consequ\u00eancia de uma sociedade infantof\u00f3bica. Quando eu falei com voc\u00ea de \u201cinfantofobia\u201d era mais no sentido de uma biopol\u00edtica do que uma necropol\u00edtica. O fato de n\u00e3o vivermos mais em comunidade (e isso \u00e9 algo relativamente recente na hist\u00f3ria da humanidade) faz com que muitas pessoas nunca tenham convivido na vida com crian\u00e7as. E isso gera medo e avers\u00e3o irracional com a presen\u00e7a e o descontrole que gera uma crian\u00e7a sendo crian\u00e7a. Sobretudo porque o <em>design<\/em> das casas e de todos os ambientes de uma cidade ocidentalizada contempor\u00e2nea favorecem a inadequa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a. Outra coisa que cria uma &#8220;avers\u00e3o&#8221; irracional \u00e0s crian\u00e7as \u00e9 o fato do adulto n\u00e3o ter podido viver a sua pr\u00f3pria inf\u00e2ncia no sentido amplo. Tendo a sua crian\u00e7a interna reprimida, \u00e9 comum n\u00e3o tolerar a presen\u00e7a de crian\u00e7as que se expressam plenamente como crian\u00e7as: fazendo bagun\u00e7a, gritando ou chorando. Essa estrutura da fam\u00edlia burguesa, pai, m\u00e3e e filhos numa casa, separa as crian\u00e7as do conv\u00edvio cotidiano com outros parentes (sem contar com as m\u00e3es solteiras). Antigamente todo mundo convivia com um sobrinho pequeno ou um primo e, de alguma maneira, sabia conviver com crian\u00e7as. Mas a palavra infantofobia n\u00e3o tem sido usada, inclusive por n\u00f3s, somente nesse sentido. Mas sim num sentido mais amplo onde a maternagem se torna um estorvo social, que atrapalha a hiperprodutividade do sistema capitalista. Pois \u00e9 conveniente para o sistema nos manter submissas e em situa\u00e7\u00e3o de precariedade. \u00c9 conveniente que a gente acredite que somos in\u00fateis e sub-produtivas quando na verdade estamos oferecendo trabalho gratuito crucial para manter o sistema: criando os futuros trabalhadores do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>O isolamento exacerba tudo isso, mas \u00e9 algo que poder\u00e1 tamb\u00e9m ser usado como uma chave para uma inflex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu acredito que o sentido de inf\u00e2ncia e de maternidade ir\u00e3o nos guiar na sa\u00edda dessa crise. As solu\u00e7\u00f5es vir\u00e3o das pessoas que est\u00e3o na base da pir\u00e2mide, das que est\u00e3o vivendo sob press\u00e3o, de n\u00f3s m\u00e3es e de todas as pessoas que exercitam a maternagem em rela\u00e7\u00e3o ao planeta. O sentido de inf\u00e2ncia com sua criatividade, ruptura dos padr\u00f5es e a naturalidade em se misturar com areia, pedras, plantas e animais (por todos os buracos do corpo) s\u00e3o a chave para reencontrar nossa estrada como humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A infantofobia \u00e9 necess\u00e1ria para a manuten\u00e7\u00e3o do capitalismo. Num mundo convivial \u2013 como dos ind\u00edgenas aqui no Brasil e das antigas sociedades matrifocais no Chipre \u2013 crian\u00e7as e idosos n\u00e3o s\u00e3o um problema, eles s\u00e3o nossa fonte de sabedoria, sustento e alegria. N\u00f3s, m\u00e3es solteiras, estamos vivendo momentos pessoais extremamente dif\u00edceis por conta do isolamento. A maioria das atividades n\u00e3o fecharam, mas as escolas fecharam, afinal n\u00f3s m\u00e3es n\u00e3o fazemos mais do que nossa obriga\u00e7\u00e3o em ficar 24 horas trancadas com as crian\u00e7as em casa. Mas como diz a Mariana Pimentel&nbsp; \u2013 que se auto-denomina como uma \u201cte\u00f3rica- dom\u00e9stica\u201d<sup>5 <\/sup>\u2013 isso n\u00e3o \u00e9 um problema pessoal nosso, \u00e9 um problema pol\u00edtico que o capitalismo imp\u00f5e sobre nossos corpos.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora estou passando um curto per\u00edodo da quarentena na \u201cA Casa Lar\u201d, no Alto da Boa Vista, esse espa\u00e7o de resid\u00eancia e comunidade organizado pela Carol Cortes, onde voc\u00ea esteve por alguns meses no ano passado com Janus. Esse lugar que j\u00e1 abrigou muitas reuni\u00f5es da VAV, rituais com medicina sagrada ind\u00edgena, de cura hol\u00edstica e tantos artistas fora da caixinha!<\/p>\n\n\n\n<p>As minhas crian\u00e7as est\u00e3o soltas na mata enquanto tento terminar esse email. Passei 2 meses confinada com elas e minha m\u00e3e dentro de um apartamento: enlouquecedor. Sei que as m\u00e3es solteiras est\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o mais fr\u00e1gil, mas a pr\u00f3pria fam\u00edlia burguesa (pai, m\u00e3e e filhos) tamb\u00e9m \u00e9 uma estrutura que n\u00e3o favorece ningu\u00e9m. Crian\u00e7as precisam ser criadas por uma comunidade e n\u00e3o por 2 pessoas que as depositam na escola para passar o dia trabalhando fora de casa e voltar exaustas para trabalhar em casa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-7-20200428_123049-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1244\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-7-20200428_123049-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-7-20200428_123049-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-7-20200428_123049-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-7-20200428_123049-200x150.jpg 200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-7-20200428_123049.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Teo brincando nos cip\u00f3s do jardim da A casa lar, Alto da Boa Vista, 2020.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Livia_Chrys_Video 3 -20200502_220754\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/523606099?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"500\" height=\"281\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Carolina Cortes, Teo e Bruna na A Casa Lar durante a pandemia de 2020. V\u00eddeo: Livia Moura, A Casa Lar, July 2020.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Kito (meu filho mais novo) agora se esconde debaixo da mesa na expectativa que eu corra atr\u00e1s dele na mata.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos fazer um brownie agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho tanto a trocar contigo sobre esse momento, sobre a economia, sobre o sistema card\u00edaco e sobre a circula\u00e7\u00e3o das nossas emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos nos falando!<\/p>\n\n\n\n<p>Muita luz e amor sempre.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edvia<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"535\" height=\"273\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-8-Entidadade-site-VAV-.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1246\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-8-Entidadade-site-VAV-.png 535w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-8-Entidadade-site-VAV--300x153.png 300w\" sizes=\"(max-width: 535px) 100vw, 535px\" \/><figcaption>L\u00edvia Moura, <em>Cora\u00e7\u00e3o da Terra<\/em>, imagem do site: www.vendoacoesvirtuosas.art, 2020. Foto: Rafael Adorjan, performance e pintura sobre fotografia: L\u00edvia Moura.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3>Email 3: Infantobia e higiene<\/h3>\n\n\n\n<p><em>Chrystalleni, 8-21 de maio, 5\u00aa luna\u00e7\u00e3o de 2020<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Minha Livia,<\/p>\n\n\n\n<p>Deixei minha imagina\u00e7\u00e3o correr com voc\u00ea na floresta. Imagino Jano escalando \u00e1rvores grandes para alcan\u00e7ar seus pequenos enquanto pensamos juntos, compartilhamos as tarefas, organizamos e nos conectamos com outras mulheres ao redor do mundo, cultivando nossa compreens\u00e3o e o alcance de nossas ideias. Volto ao nosso tempo na Casa Lar h\u00e1 um ano, e \u00e0s nossas conversas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Livia_Chrys_Video 4 - Huni Meka Studies  - VID_20190629_173433\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/527158860?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"500\" height=\"281\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Estudos Huni Meka em A Casa Lar, julho de 2019 filmado por Chrystalleni Loizidou, julho de 2019.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Livia_Chrys_Video 5 - VID_20190709_221143 - kids at A Casa Lar\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/523620923?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"500\" height=\"281\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Crian\u00e7as, Yawanaw\u00e1, A Casa Lar, filmado por Chrystalleni Loizidou, julho de 2019.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1445\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-9-IMG_20190706_130521-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1248\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-9-IMG_20190706_130521-scaled.jpg 2560w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-9-IMG_20190706_130521-300x169.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-9-IMG_20190706_130521-1024x578.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-9-IMG_20190706_130521-768x434.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-9-IMG_20190706_130521-1536x867.jpg 1536w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-9-IMG_20190706_130521-2048x1156.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption>Jano e a colcha dos milagres cotidianos, A Casa Lar, julho de 2019.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-10-IMG_20190630_131331.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1250\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-10-IMG_20190630_131331.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-10-IMG_20190630_131331-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-10-IMG_20190630_131331-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-10-IMG_20190630_131331-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>A colcha dos milagres cotidianos, Re Afrodite (Evi Tselika, Athina Antoniadou, Chrystalleni Loizidou), 2018.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Antes de come\u00e7ar a derramar meu cora\u00e7\u00e3o, sugiro mantermos a proposta para a reuni\u00e3o on-line de s\u00e1bado curta e doce:<br><br>Ixodos: Espalhando imunidade afetiva. (Mulheres na lideran\u00e7a de Iniciativas Art\u00edsticas) unidas em resist\u00eancia. \u00c9 hora de nos conectarmos e compartilharmos nossas experi\u00eancias e intui\u00e7\u00f5es sobre o que fazer a seguir. S\u00e1bado, 23 de maio de 2020, 20:00 Chipre \/ 14:00 Rio de Janeiro \/ 19:00 Marselha <a href=\"https:\/\/ssl.microsofttranslator.com\/bv.aspx?ref=TAns&amp;from=&amp;to=pt&amp;a=https%25253A%25252F%25252Fmeet.jit.si%25252Fixodos\">https:\/\/meet.jit.si\/ixodos<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1130\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-1130 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_1130\">\n        <div id=\"metaslider_1130\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-1137 ms-image\"><img width=\"1848\" height=\"1040\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.1-Screenshot_20200824_215120_org.jitsi_.meet_.jpg\" class=\"slider-1130 slide-1137\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 2.1 - Screenshot_20200824_215120_org.jitsi.meet\" style=\"margin-top: 5.004329004329%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.1-Screenshot_20200824_215120_org.jitsi_.meet_.jpg 1848w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.1-Screenshot_20200824_215120_org.jitsi_.meet_-300x169.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.1-Screenshot_20200824_215120_org.jitsi_.meet_-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.1-Screenshot_20200824_215120_org.jitsi_.meet_-768x432.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.1-Screenshot_20200824_215120_org.jitsi_.meet_-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1848px) 100vw, 1848px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Documenta\u00e7\u00e3o do Ixodos: Divulga\u00e7\u00e3o da Imunidade Afetiva discuss\u00e3o online, imagem da apresenta\u00e7\u00e3o de L\u00edvia Moura da moeda Afeto, 23 de maio de 2020.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1138 ms-image\"><img width=\"586\" height=\"1041\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.2-Screenshot_20200824_215947_org.jitsi_.meet_.jpg\" class=\"slider-1130 slide-1138\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 2.2 - Screenshot_20200824_215947_org.jitsi.meet\" style=\"margin: 0 auto; width: 37.313572114725%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.2-Screenshot_20200824_215947_org.jitsi_.meet_.jpg 586w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.2-Screenshot_20200824_215947_org.jitsi_.meet_-169x300.jpg 169w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.2-Screenshot_20200824_215947_org.jitsi_.meet_-576x1024.jpg 576w\" sizes=\"(max-width: 586px) 100vw, 586px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Documenta\u00e7\u00e3o do Ixodos: Divulga\u00e7\u00e3o Da Imunidade Afetiva discuss\u00e3o online, imagem de Carolina Cortes na Somas Resid\u00eancia Art\u00edstica, Aldeia Akasha, Itaipava, RJ,23 de maio de 2020.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1139 ms-image\"><img width=\"608\" height=\"640\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.3-Screenshot_20200824_224820_org.jitsi_.meet_.jpg\" class=\"slider-1130 slide-1139\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 2.3 - Screenshot_20200824_224820_org.jitsi.meet\" style=\"margin: 0 auto; width: 62.971428571429%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.3-Screenshot_20200824_224820_org.jitsi_.meet_.jpg 608w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-2.3-Screenshot_20200824_224820_org.jitsi_.meet_-285x300.jpg 285w\" sizes=\"(max-width: 608px) 100vw, 608px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Documenta\u00e7\u00e3o de Ixodos: Divulga\u00e7\u00e3o da Imunidade Afetiva, imagem de How-To de La Balneaire e Media Naranja - labalneaire.com , 23 de maio de 2020.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Sinto muito por ter demorado tanto para te responder. Seu e-mail me deu um n\u00f3 no est\u00f4mago. Para conseguir terminar de responder, tive que esquecer a raiva das coisas que me impediam de faz\u00ea-lo. As dificuldades que enfrentei para encontrar tempo e clareza para terminar este e-mail, se tornaram&nbsp; s\u00edmbolos de realiza\u00e7\u00f5es dif\u00edceis em torno da minha posi\u00e7\u00e3o como uma &#8220;m\u00e3e solteira&#8221;, e uma m\u00e3e solteira sob isolamento covid-19. Minha raiva foi direcionada contra tudo que me dificultava a manter nosso pacto de ajudar uns aos outros, de viver e criar nossos filhos com um c\u00f3digo compartilhado de conex\u00e3o, liberdade na natureza e clareza em suas emo\u00e7\u00f5es. Tenho estado sozinha, exausta, com medo, ressentida, e me recusando a aceitar os futuros explicitados pelas pol\u00edticas globais de confinamento\/isolamento, as dificuldades e condi\u00e7\u00f5es ocultas que limitavam a mim e ao meu filho. Tudo isso dificultou a conex\u00e3o com voc\u00ea, e realizar uma realidade tang\u00edvel com o milagroso zeitgeist de nossos sentimentos e ideias. Foi uma luta para encontr\u00e1-la em um lugar de otimismo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"482\" height=\"538\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-11-Infantophobia-Gif-20190821_041039.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1252\" \/><figcaption>Infantofobia [gif] criada para o Sweet Gathering.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A no\u00e7\u00e3o de infantofobia que voc\u00ea me trouxe, h\u00e1 quase um ano, agora tem sido uma lente muito poderosa para mim, e uma ferramenta. Eu me pergunto se minha preocupa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua com isso me afastou do que essa palavra significa para voc\u00ea. Eu acho que n\u00e3o, mas \u00e9 um conceito t\u00e3o dif\u00edcil de definir. Voc\u00ea tem uma defini\u00e7\u00e3o em algum lugar? Aqui est\u00e1 minha r\u00e1pida tentativa:<\/p>\n\n\n\n<p>Infantofobia \u00e9 medo &#8216;por&#8217; crian\u00e7as que se torna medo &#8216;de&#8217; crian\u00e7as. \u00c9 a subestima\u00e7\u00e3o da sabedoria das crian\u00e7as, sua bondade, sua conex\u00e3o com a verdade, de suas habilidades, e a incr\u00edvel profundidade de sua percep\u00e7\u00e3o. Uma subestima\u00e7\u00e3o que encontra extens\u00f5es institucionais e a ascens\u00e3o da pol\u00edtica opressiva em v\u00e1rios aspectos da vida: na educa\u00e7\u00e3o, &#8220;disciplina&#8221;, a subestima\u00e7\u00e3o de seus corpos e sistema imunol\u00f3gico que levou a um afastamento maci\u00e7o do parto natural e substituiu a amamenta\u00e7\u00e3o por uma enorme ind\u00fastria de leite em p\u00f3;&nbsp; e o delegar da inf\u00e2ncia a um mundo n\u00e3o natural de imagens e conceitos simplificados, cortados, comprometidos, imagens e conceitos desconectos, de brinquedos pl\u00e1sticos feitos para o &#8220;desenvolvimento ideal&#8221;,&nbsp; tamb\u00e9m conhecido como aprendizado fechado em &#8220;ambientes seguros e limpos&#8221; e simulacros. \u00c9 o medo da inf\u00e2ncia, o medo do que as crian\u00e7as podem revelar. Especialmente se elas podem correr livres o quanto quiserem, ou precisam. Especialmente se elas provarem a terra e experimentarem uns aos outros mais cedo. S\u00e3o estruturas que dificultam a nossa presen\u00e7a, de sermos capazes de nos conectar, e estar atento \u00e0s mensagens de nossos filhos, ou \u00e0s nossas pr\u00f3prias intui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1140\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-1140 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_1140\">\n        <div id=\"metaslider_1140\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-1153 ms-image\"><img width=\"1468\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3.1-Untitled.jpg\" class=\"slider-1140 slide-1153\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 3.1 - Untitled\" style=\"margin: 0 auto; width: 76.021428571429%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3.1-Untitled.jpg 1468w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3.1-Untitled-300x262.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3.1-Untitled-1024x893.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3.1-Untitled-768x670.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1468px) 100vw, 1468px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Doce Convite, Largo das Artes e Cooperativa de Mulheres Artistas, Rio de Janeiro, Brasil, setembro de 2019.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-2556 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_2-IMG_20190819_183330-3.jpg\" class=\"slider-1140 slide-2556\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow-3_2---IMG_20190819_183330\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_2-IMG_20190819_183330-3.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_2-IMG_20190819_183330-3-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_2-IMG_20190819_183330-3-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_2-IMG_20190819_183330-3-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_2-IMG_20190819_183330-3-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Documenta\u00e7\u00e3o do Doce Encontro no Largo das Artes e Cooperativa de Mulheres Artistas (setembro de 2019) L\u00edvia Moura, Bianca Bernardo, Keyna Eleison, Joana Caetano, Carolina Cortes e outras amigas brasileiras, Rio de Janeiro, Brasil, setembro de 2019.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; 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width: 100%;\" class=\"slide-1155 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_3-IMG_20190819_183326.jpg\" class=\"slider-1140 slide-1155\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow-3_3---IMG_20190819_183326\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_3-IMG_20190819_183326.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_3-IMG_20190819_183326-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_3-IMG_20190819_183326-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_3-IMG_20190819_183326-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_3-IMG_20190819_183326-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Documenta\u00e7\u00e3o do Doce Encontro no Largo das Artes e Cooperativa de Mulheres Artistas (setembro de 2019) L\u00edvia Moura, Bianca Bernardo, Keyna Eleison, Joana Caetano, Carolina Cortes e outras amigas brasileiras, Rio de Janeiro, Brasil, setembro de 2019.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1156 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_5-IMG_20190912_085712.jpg\" class=\"slider-1140 slide-1156\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow-3_5---IMG_20190912_085712\" style=\"margin: 0 auto; width: 49.714285714286%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_5-IMG_20190912_085712.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_5-IMG_20190912_085712-225x300.jpg 225w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_5-IMG_20190912_085712-768x1024.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-3_5-IMG_20190912_085712-1152x1536.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Escultura de cora\u00e7\u00e3o de Adrianna Eu, Rio de Janeiro, Brasil, setembro de 2019.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Nomear a infantofobia \u00e9 perceber que estamos enfraquecendo nossos filhos. Estamos fazendo isso em nome da seguran\u00e7a, e isso cont\u00e9m o silenciamento, reprimindo a crian\u00e7a dentro de n\u00f3s mesmos, nossa nega\u00e7\u00e3o de instintos (como o fato de que as mulheres sabem como dar \u00e0 luz), uma nega\u00e7\u00e3o de nosso pr\u00f3prio conhecimento oculto, de nossa pr\u00f3pria maravilha no mundo, de nossa pr\u00f3pria \u201cindigeneidade\u201d, e um silenciamento do fato de que isso come\u00e7a com nossa pr\u00f3pria conex\u00e3o com a natureza. Em geral, n\u00e3o escondemos nossos filhos de nossas &#8220;vidas reais&#8221;? N\u00e3o continuamos gerando espa\u00e7os e circunst\u00e2ncias onde as crian\u00e7as n\u00e3o podem estar? N\u00e3o ensinamos a eles que o respons\u00e1vel \u00e9 terminar a li\u00e7\u00e3o de casa e ignorar seu desejo de correr, subir ou rir, ficar encharcado na chuva, que tais desejos s\u00e3o rid\u00edculos, inapropriados e perigosos? N\u00e3o parece, de acordo com uma abordagem fenomenol\u00f3gica da educa\u00e7\u00e3o, digamos, que o prop\u00f3sito do nosso sistema educacional \u00e9 produzir crian\u00e7as que sejam capazes de ignorar seus desejos e instintos para ficarem no seu lugar e seguir ordens.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o escondemos nossas conversas e decis\u00f5es mais significativas de nossos filhos? &#8220;N\u00e3o tirem as crian\u00e7as da sala&#8221; voc\u00ea me disse isso e falou o nome de um l\u00edder ind\u00edgena que pronunciou isso (eu me pergunto o que ele pensa sobre covid-19). Eu entendi que quando tomamos decis\u00f5es escondidas de nossos filhos, isso de fato \u00e9 contra seus interesses, decis\u00f5es que s\u00e3o perigosas para eles (e para n\u00f3s), coisas que n\u00e3o queremos exp\u00f4-los. Portanto, escolher n\u00e3o tirar nossos filhos de uma sala significa n\u00e3o deixar que tais decis\u00f5es sejam tomadas, significa permanecer respons\u00e1vel por eles e assim por si mesmo, e assim por todos n\u00f3s: n\u00e3o trat\u00e1-los como criaturas menores, mas mostrar-lhes o verdadeiro respeito. Para mostrar o verdadeiro respeito \u00e0 vida e \u00e0 natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea diz que a higiene e o isolamento no Brasil s\u00e3o necess\u00e1rios e eu vejo isso como parte da resist\u00eancia da intelig\u00eancia brasileira \u00e0 nega\u00e7\u00e3o da gravidade do Covid-19. Algo que coloca muita gente em risco. Aqui \u00e9 diferente: a normatividade neoliberal, plutocr\u00e1tica, hipocondr\u00edaca, capitalista &#8220;tomou medidas&#8221; de uma maneira melhor descrita como desumana, imposs\u00edvel, devastadora, em resposta \u00e0 histeria orientada pelas m\u00eddias sociais, sem base na ci\u00eancia e no consentimento democr\u00e1tico. N\u00e3o h\u00e1 mais vastas florestas aqui, a terra est\u00e1 seca e esquecemos como viver por ela.&nbsp; O que resta de nossa \u201cindigeneidade\u201d, coes\u00e3o social e natureza n\u00e3o est\u00e1 amea\u00e7ado por uma doen\u00e7a, mas pela tomada totalit\u00e1ria de toda a vida, por prioridades m\u00e9dicas de mente estreita, e sua escolha de isolamento, esteriliza\u00e7\u00e3o\/ consumo excessivo de m\u00e1scaras, luvas e desinfetantes, e medo. O Estado aqui fez duas coisas imperdo\u00e1veis &#8220;antecipadamente&#8221;: em primeiro lugar, exigiu e imp\u00f4s que as pessoas se separassem em menores grupos poss\u00edveis, em vez de se unirem em bolhas humanas e economicamente razo\u00e1veis. Isso os levou a temer e denunciar seus vizinhos, dizimar e proibir as redes de apoio social existentes, e em seguida instituiu disfuncionalmente a &#8220;ajuda&#8221; atrav\u00e9s das prefeituras e ONGs. Adotou uma atitude autorit\u00e1ria de desconfian\u00e7a contra o &#8220;povo&#8221;, espalhando a devasta\u00e7\u00e3o, tornando quase imposs\u00edvel ficar bem. Em segundo lugar, imp\u00f4s medidas e usou a pol\u00edcia de forma a afastar as pessoas da natureza, incentivando que as crian\u00e7as fossem mantidas assustadoramente confinadas. Curiosamente, depois de algumas manifesta\u00e7\u00f5es, os &#8220;donos&#8221; de c\u00e3es foram autorizados a levar seus c\u00e3es para passear quantas vezes &#8220;fossem necess\u00e1rias&#8221; sem ter que pedir permiss\u00e3o via mensagem de texto. No entanto, tal exce\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi dada \u00e0queles que defendem a necessidade de levar as crian\u00e7as para fora com mais frequ\u00eancia, ou se deslocar para ajudar os outros. Gosto de pensar que todos encontraram maneiras escondidas para encontrar a sanidade, comunidade e movimento saud\u00e1vel, mas a popularidade acr\u00edtica das hashtags #stayhome, o senso de depress\u00e3o em massa, o n\u00famero crescente de relatos de viol\u00eancia dom\u00e9stica contam uma hist\u00f3ria diferente. Claramente, maneiras criativas de contornar o confinamento \u00e9 uma quest\u00e3o de privil\u00e9gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejo a concretiza\u00e7\u00e3o e a normaliza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas e o surgimento de preconceitos e press\u00f5es sociais contra aqueles que n\u00e3o podem ou n\u00e3o se isolar\u00e3o, n\u00e3o se esterilizar\u00e3o e que escolheram para si ou para seus entes queridos uma vida que n\u00e3o \u00e9 absolutamente definida pelo medo desse v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo est\u00e1 se dividindo entre aqueles que podem se isolar e aqueles que n\u00e3o podem.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece-me haver dois lados que ecoam em nossas conversas, por um lado aqueles que ignoram ou vivem em um mundo incompat\u00edvel com as crian\u00e7as, e aqueles que &#8220;mant\u00eam as crian\u00e7as na sala&#8221;, e convidam outros a fazerem o mesmo. Aqueles que decidem tranc\u00e1-las enquanto tomam decis\u00f5es, e aqueles que levam em conta sua\/nossa natureza. As crian\u00e7as n\u00e3o podem se isolar. \u00c9 uma proposta sem sentido para elas e para seus instintos (que s\u00e3o voltados para seu desenvolvimento e fortalecimento). Os ind\u00edgenas n\u00e3o podem se isolar, os pobres, os sem-teto, os desprivilegiados, os diferentes. M\u00e3es solteiras n\u00e3o podem e n\u00e3o devem se isolar ou nos separar e nossas filhos. Devemos ficar juntas.<\/p>\n\n\n\n<p>Realmente me parece que o mundo est\u00e1 se dividindo nessas duas fac\u00e7\u00f5es: aqueles que acreditam estar protegendo sua vida de um v\u00edrus apocal\u00edptico, e aqueles cuja vida est\u00e1 amea\u00e7ada pela dissolu\u00e7\u00e3o e pela proibi\u00e7\u00e3o das redes de apoio social em que confiavam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 engra\u00e7ado quantas vezes me dizem que Jano parece e sente como um ind\u00edgena. Devo resistir ao meu medo de que o mundo esteja lidando com ele como&nbsp; uma amea\u00e7a, de que suas pol\u00edticas possam inevitavelmente ter sucesso em traumatiz\u00e1-lo e desconect\u00e1-lo, for\u00e7ando uma &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o&#8221; corrupta sobre ele. Devo exercer otimismo confiando nele para sobreviver (da melhor maneira poss\u00edvel) a essa redefini\u00e7\u00e3o institucional radical da vida e da natureza humana? \u00c9 a \u00fanica sa\u00edda para eu desistir de qualquer desejo de preservar alguma coisa para ele?<sup>6<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Trago novamente \u00e0 mente a imagem de voc\u00ea meditando ao lado da pedra Afrodite, desafiando a monumentaliza\u00e7\u00e3o e a museifica\u00e7\u00e3o da vida, o isolamento de templos antigos e locais com hist\u00f3rias poderosas. Desafiando sua vigil\u00e2ncia e controle para que todos n\u00f3s possamos realizar n\u00e3o apenas turn\u00ea e fotografia.&nbsp; Esses editais de &#8220;sem dan\u00e7ar sem licen\u00e7a&#8221;, contrariam locais t\u00e3o poderosos e isolam artefatos antigos de uma comunidade significativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Trago \u00e0 lembran\u00e7a de voc\u00ea guiando as pessoas atrav\u00e9s do portal no ano passado em Tropical Burn, e rezo para voc\u00ea, guardi\u00e3, L\u00edvia, M\u00e3e, Lilith, Iemanja, Afrodite, Maria. E durante todo o meu isolamento, eu encontrei esperan\u00e7a aguardando para ouvir mais sobre o seu plano: da mesma forma que eu vi voc\u00ea vibrar sobre as for\u00e7as que tentaram restringir a deusa, e da mesma forma que voc\u00ea continuou encontrando maneiras para conectar e mobilizar em meio a tal material visual de diversidade cultural. Como n\u00f3s superamos isso?<\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1157\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-1157 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_1157\">\n        <div id=\"metaslider_1157\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-1164 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"800\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-4_1-0E8A6341.jpg\" class=\"slider-1157 slide-1164\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow-4_1---0E8A6341\" style=\"margin: 0 auto; width: 99.428571428571%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-4_1-0E8A6341.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-4_1-0E8A6341-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-4_1-0E8A6341-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-4_1-0E8A6341-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Chrystalleni, L\u00edvia e Janus em Tropical Burn, fotografias de Leygh, junho de 2019.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1165 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1800\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-4_2-0E8A3987.jpg\" class=\"slider-1157 slide-1165\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow-4_2---0E8A3987\" style=\"margin: 0 auto; width: 44.190476190476%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-4_2-0E8A3987.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-4_2-0E8A3987-200x300.jpg 200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-4_2-0E8A3987-683x1024.jpg 683w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-4_2-0E8A3987-768x1152.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-4_2-0E8A3987-1024x1536.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Chrystalleni, L\u00edvia e Janus em Tropical Burn, fotografias de Leygh, junho de 2019.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; 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Carolina Cortes reparando o triciclo da VAV na Tropical Burn, foto de Chrystalleni Loizidou, junho de 2019. <\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1173 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-5_2-20190624_133003.jpg\" class=\"slider-1167 slide-1173\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow-5_2---20190624_133003\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-5_2-20190624_133003.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-5_2-20190624_133003-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-5_2-20190624_133003-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-5_2-20190624_133003-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-5_2-20190624_133003-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Chrystalleni e Janus no triciclo da VAV em Tropical Burn, Rio Grande do Norte, Brasil, foto de L\u00edvia Moura, junho de 2019.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1174\" style=\"width: 100%; 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width: 100%;\" class=\"slide-1180 ms-image\"><img width=\"1080\" height=\"1078\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-6_2-see-drive-folder-for-separate-images-if-this-is-too-low-res-IMG-20190808-WA0015.jpg\" class=\"slider-1174 slide-1180\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 6_2 - see drive folder for separate images if this is too low res - IMG-20190808-WA0015\" style=\"margin: 0 auto; width: 66.408693347469%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-6_2-see-drive-folder-for-separate-images-if-this-is-too-low-res-IMG-20190808-WA0015.jpg 1080w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-6_2-see-drive-folder-for-separate-images-if-this-is-too-low-res-IMG-20190808-WA0015-300x300.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-6_2-see-drive-folder-for-separate-images-if-this-is-too-low-res-IMG-20190808-WA0015-1024x1022.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-6_2-see-drive-folder-for-separate-images-if-this-is-too-low-res-IMG-20190808-WA0015-150x150.jpg 150w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-6_2-see-drive-folder-for-separate-images-if-this-is-too-low-res-IMG-20190808-WA0015-768x767.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Vendo A\u00e7\u00f5es Virtuosas, Seu poder pessoal reside em seus medos mais profundos, Ritual com dura\u00e7\u00e3o de sete dias e sete noites fizemos, Tropical Burn, Rio Grande do Norte, Brasil, 2019.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h3>Email 4: Megal\u00f3polis, crian\u00e7as e pedras.<\/h3>\n\n\n\n<p><em>L\u00edvia, 10 de agosto, 8\u00aa luna\u00e7\u00e3o de 2020<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Amada,<\/p>\n\n\n\n<p>Estou aqui de volta!<\/p>\n\n\n\n<p>Reli ao longo dos \u00faltimos meses diversas vezes seu email sem conseguir responder. Tem muita verdade cortante na sua escrita e isso incomoda. Suas palavras s\u00e3o radicais, radicais no sentido de raiz. Voc\u00ea me coloca diante da sombra, diante da inquietante face oculta da lua: Lilith. Remexendo fezes que evito olhar. Tive que deixar suas palavras decantarem para conseguir tirar algum adubo delas &#8211; em nome da fertilidade de Afrodite! rsrs.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os \u00faltimos meses foram uma ventania. Parece que me atravessaram anos de vida. Passei por momentos maravilhosos e libertadores, mas tamb\u00e9m doloridos e extremamente dif\u00edceis. Processos de troca de pele, abandonando velhos padr\u00f5es mentais e mergulhando em muitas incertezas.<\/p>\n\n\n\n<p>Passar 4 meses confinada num apt na cidade do Rio de Janeiro com 2 crian\u00e7as super energ\u00e9ticas foi um dos aprendizados mais complexos que j\u00e1 atravessei. Isso tudo s\u00f3 refor\u00e7a o que, como m\u00e3e solteira, j\u00e1 era uma urg\u00eancia: construir uma vida comunit\u00e1ria menos infantof\u00f3bica e mais conectada com os ciclos da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu te escrevo agora das terras altas da Mantiqueira, uma regi\u00e3o rural muito preservada e m\u00e1gica. Nesse momento meus filhos est\u00e3o correndo na mata inventando infinitas brincadeiras: ca\u00e7ar girinos, carregar lenha, afiar galhos com facas pontudas, fazer o fogo, cavar buracos de argila e contemplar o nada (ou melhor, o tudo). Ainda n\u00e3o existe nenhuma perspectiva das escolas voltarem aqui no Brasil e isso, por mais contradit\u00f3rio que possa parecer est\u00e1 sendo extremamente libertador para eles. O que eles aprendem na ro\u00e7a \u00e9 real, n\u00e3o \u00e9 o simulacro da escola que, por mais incr\u00edvel que seja, est\u00e1 agora enviando apps onde os alunos podem ver os animais do fundo do mar. Um app maravilhoso, super cient\u00edfico, mas que me deixa triste ao pensar: \u201cest\u00e3o extinguindo esses peixes e agora temos que ficar felizes porque podemos ver eles dentro do nosso celular\u2026\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mais, estou com pregui\u00e7a de voltar \u00e0 rotina pr\u00e9-pand\u00eamica de constante inseguran\u00e7a e viol\u00eancia: s\u00e3o carros que podem atropelar as crian\u00e7as, s\u00e3o in\u00fameras radia\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas, barulhos e ru\u00eddos de m\u00e1quinas e carros 24 horas; medo de perder uma crian\u00e7a na multid\u00e3o, grandes, demorados e desconfort\u00e1veis deslocamentos dentro da pr\u00f3pria cidade, ambientes que n\u00e3o s\u00e3o pr\u00f3prios e acolhedores para crian\u00e7as, a possibilidade da imin\u00eancia de um assalto, a sujeira e a insalubridade que se radicaliza com uma pandemia&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Percebe que s\u00f3 consigo tempo para te escrever quando as crian\u00e7as ficam soltas no mato?<\/p>\n\n\n\n<p>Para mim, o supra-sumo da infantofobia s\u00e3o as megal\u00f3poles latinoamericanas (isso porque eu n\u00e3o vivo, como muitos irm\u00e3os e irm\u00e3s, com tiroteio na porta de casa diariamente).<\/p>\n\n\n\n<p>Se para n\u00f3s adultos, a linha que divide os espa\u00e7os p\u00fablicos dos privados \u00e9 aviltante e desconfort\u00e1vel, imagina para uma crian\u00e7a?<\/p>\n\n\n\n<p>E se ao longo do longo trajeto di\u00e1rio para o trabalho voc\u00ea precisasse parar e descansar numa rede? N\u00e3o existem redes embaixo de uma sombra no meio da cidade. E isso se radicaliza se voc\u00ea se desloca sozinha com 2 crian\u00e7as: no meio do trajeto elas podem precisar fazer coc\u00f4 e a capacidade delas de se segurar e bloquear as suas necessidades (felizmente) ainda n\u00e3o est\u00e1 treinada como a nossa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As megal\u00f3poles n\u00e3o s\u00e3o feitas para acolher crian\u00e7as em seu pleno desenvolvimento. A megal\u00f3pole \u00e9 um ecossistema castrador da energia vital de todos os seres que nela habitam. \u00c9 necess\u00e1rio muita bravura para se manter vivo e pulsante nela. Mas, sem d\u00favida, manter a sa\u00fade dentro dela pode ser uma miss\u00e3o extremamente nobre, pol\u00edtica, espiritual e ecol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Se pensarmos a doen\u00e7a como o caminho que o organismo encontra para se curar, a pandemia pode ser vista como um chamado. Um sinal que pode ser interpretado como: vivam numa assepsia astron\u00e1utica como organismos estranhos (e estrangeiros) dentro do seu pr\u00f3prio planeta ou voltem a se integrar e a escutar os ritmos da natureza. Para mim Gaia (o planeta Terra) pensa, sente e age. Nosso trabalho consistiria em abrir os poros para agir na escuta. E isso as crian\u00e7as sabem fazer como ningu\u00e9m, s\u00e3o esponjas perfeitas (para o que h\u00e1 de melhor e que h\u00e1 de o pior&#8230;).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"768\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-12-IMG_20180711_223858_163.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1254\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-12-IMG_20180711_223858_163.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-12-IMG_20180711_223858_163-300x300.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-12-IMG_20180711_223858_163-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>L\u00edvia Moura, <em>Prazer tel\u00farico<\/em>, Atenas, Gr\u00e9cia, 2018.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a de uma crian\u00e7a num ambiente de trabalho \u00e9 uma amea\u00e7a ao produtivismo obsessivo do crescimento econ\u00f4mico infinito. Por isso elas n\u00e3o s\u00e3o bem-vindas nesses ambientes e precisam ficar isoladas da sociedade em escolas (essa pandemia v\u00eam explicitando ainda mais a fun\u00e7\u00e3o da escola como &#8220;dep\u00f3sito&#8221; de crian\u00e7as para que n\u00f3s possamos conseguir ir trabalhar).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que o Ailton Krenak (l\u00edder ind\u00edgena que voc\u00ea citou) fala &#8220;n\u00e3o tirem as crian\u00e7as da sala&#8221;. Eu vi ele falando isso no congresso \u201cCiran\u00e7as na Educa\u00e7\u00e3o\u201d (na Escola Comunit\u00e1ria Cirandas, Paraty, 2018) onde meus filhos e algumas crian\u00e7as ind\u00edgenas estavam correndo e fazendo barulho. No meio do congresso, as lideran\u00e7as ind\u00edgenas faziam pausas onde todos se levantavam e eles guiavam uma brincadeira corporal desafiadora e divertida para todas as idades. Isso quebrava com o ritmo de um congresso \u201cnormal\u201d e justamente nos deixava muito mais despertos intelectualmente para absorver os ensinamentos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>O que eu acredito que ele queria dizer com \u201cn\u00e3o tirem as crian\u00e7as da sala\u201d \u00e9 que a gente precisa ser resiliente, abra\u00e7ar a adversidade e o fluxo natural da vida. Os adultos precisam brincar, brincadeira \u00e9 coisa s\u00e9ria. E, ao mesmo tempo, as crian\u00e7as precisam participar das atividades dos adultos, aprender a manejar a vida com eles e ajudar a encontrar respostas criativas para os conflitos da comunidade. Antigamente era muito comum as crian\u00e7as aprenderem os of\u00edcios dos parentes. Isso n\u00e3o necessariamente tem a ver com trabalho infantil, pode ter a ver com uma integra\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel das crian\u00e7as na vida da comunidade. As sociedades \u201cdominadoras\u201d que transformaram isso em explora\u00e7\u00e3o infantil, pretendendo que as crian\u00e7as produzam lucro para o patr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o isolamento for\u00e7ado e as restri\u00e7\u00f5es r\u00edgidas, elas me parecem ser necess\u00e1rias num sistema que n\u00e3o est\u00e1 equilibrado. E esse \u00e9 o caso das grandes cidades. O Brasil tem um governo que \u00e9 contra o isolamento e chegamos agora a 100.000 mortos!! [Agora em mar\u00e7o 2021 quase 300,000]. Os n\u00fameros se tornaram nomes de pessoas conhecidas. Estamos vivendo in\u00fameras trag\u00e9dias sucessivas no nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto continuarmos desequilibrando os biomas, novos v\u00edrus continuar\u00e3o se espalhando. \u00c9&nbsp; contradit\u00f3rio, mas uma medida mais r\u00edgida de isolamento e hiper higieniza\u00e7\u00e3o poderia ter evitado tanto sofrimento. Claro que a m\u00e9dio e longo prazo isso n\u00e3o vai evitar novas ondas pand\u00eamicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, \u00e9 verdade que o isolamento tem aumentado os casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica, feminic\u00eddio, depress\u00e3o e at\u00e9 mesmo suic\u00eddio. Mas todos esses sintomas s\u00e3o causados pelos mesmos motivos que provocaram uma pandemia mundial. E isso precisa ser encarado de frente: estamos asfixiando o fluxo da energia vital.<\/p>\n\n\n\n<p>E o isolamento aumenta tamb\u00e9m o abismo entre quem tem o privil\u00e9gio de fazer um isolamento e quem n\u00e3o tem. Sobre quais vidas valem mais do que as outras. A pandemia est\u00e1 acelerando e exacerbando o que t\u00ednhamos de pior. Mas as a\u00e7\u00f5es de restaura\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria tamb\u00e9m est\u00e3o se fortalecendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo aquilo que eu achava que deveria ser feito no futuro, eu estou percebendo que tenho que fazer agora. \u00c9 por isso que demorei quase 3 meses para te responder esse email. Estou juntando tudo o que desenvolvi nos \u00faltimos 15 anos numa \u00fanica plataforma. Estou pulsando meu cora\u00e7\u00e3o com a terra e sonhando com seu fluxo na constru\u00e7\u00e3o da Bolsa de Valores \u00c9ticos da VAV (Vendo A\u00e7\u00f5es Virtuosas). Estamos construindo o site (www.vendoacoesvirtuosas.art) e uma plataforma econ\u00f4mica complementar. Quero marcar um novo encontro com a rede do Ixodos para apresentar o projeto, escutar sugest\u00f5es e articular novas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, \u201celes\u201d est\u00e3o catalogando, museificando, queimando e encaixotando os nossos objetos sagrados e ancestrais com o intuito de controlar a nossa puls\u00e3o vital m\u00e1gica. Mas \u201celes&#8221; n\u00e3o entendem que a puls\u00e3o m\u00e1gica n\u00e3o pode ser confinada num objeto, porque habita nossos corpos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falo \u201celes\u201d me questiono profundamente se esse \u201celes\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o habita dentro de \u201cn\u00f3s\u201d, se n\u00e3o temos um opressor interno, um auto-sabotador que oprime nossa pr\u00f3pria energia vital.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEles\u201d est\u00e3o matando nossos paj\u00e9s de covid\u2026 \u00e9 uma dor hedionda!! Mas eu tenho certeza que a cura dos paj\u00e9s corre pelas nossas veias, continuam nas ra\u00edzes das \u00e1rvores e se espalham como antenas parab\u00f3licas pelas rochas monumentais da praia de Afrodite (Pathos), do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar e da Pedra do Picu (pedra sagrada aqui da Serra da Mantiqueira que agora vejo da minha janela).<\/p>\n\n\n\n<p>Te amo!<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos juntas. Saudades imensas de voc\u00eas\u2026<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"826\" height=\"620\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-13-Battle-at-Petra-tou-Romiou-2016.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1256\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-13-Battle-at-Petra-tou-Romiou-2016.jpg 826w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-13-Battle-at-Petra-tou-Romiou-2016-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-13-Battle-at-Petra-tou-Romiou-2016-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-13-Battle-at-Petra-tou-Romiou-2016-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 826px) 100vw, 826px\" \/><figcaption>L\u00edvia Moura, praia de Pafos, local do nascimento de Afrodite, foto: Carolina Cortes, 2018.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1181\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-1181 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_1181\">\n        <div id=\"metaslider_1181\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-1188 ms-image\"><img width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_1-IMG_20180721_172552_031.jpg\" class=\"slider-1181 slide-1188\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 7_1 - IMG_20180721_172552_031\" style=\"margin: 0 auto; width: 66.285714285714%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_1-IMG_20180721_172552_031.jpg 1080w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_1-IMG_20180721_172552_031-300x300.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_1-IMG_20180721_172552_031-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_1-IMG_20180721_172552_031-150x150.jpg 150w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_1-IMG_20180721_172552_031-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">L\u00edvia Moura, <i>Mulher parab\u00f3lica<\/i>, performance: Carol Cortes, foto e fotomontagem feita no instagram com objeto do Museu Arqueol\u00f3gico Nacional de Nicosia: L\u00edvia Moura, Ilha de Kos, Gr\u00e9cia, 2018.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1189 ms-image\"><img width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_2-IMG_20180721_172552_029.jpg\" class=\"slider-1181 slide-1189\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 7_2 - IMG_20180721_172552_029\" style=\"margin: 0 auto; width: 66.285714285714%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_2-IMG_20180721_172552_029.jpg 1080w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_2-IMG_20180721_172552_029-300x300.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_2-IMG_20180721_172552_029-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_2-IMG_20180721_172552_029-150x150.jpg 150w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_2-IMG_20180721_172552_029-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">L\u00edvia Moura, <i>Mulher parab\u00f3lica<\/i>, performance: Carol Cortes, foto e fotomontagem feita no instagram com objeto do Museu Arqueol\u00f3gico Nacional de Nicosia: L\u00edvia Moura, Ilha de Kos, Gr\u00e9cia, 2018.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1190 ms-image\"><img width=\"584\" height=\"693\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_3-20180719_193013.jpg\" class=\"slider-1181 slide-1190\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 7_3 - 20180719_193013\" style=\"margin: 0 auto; width: 55.859822716966%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_3-20180719_193013.jpg 584w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-7_3-20180719_193013-253x300.jpg 253w\" sizes=\"(max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">L\u00edvia Moura, <i>Prostitutas sagradas<\/i>, performance: L\u00edvia Moura, foto: Carol Cortes, fotomontagem feita no instagram, objeto do Museu Arqueol\u00f3gico de Delfos: L\u00edvia Moura, Ilha de Kos, Gr\u00e9cia, 2018. <\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1191\" style=\"width: 100%; 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width: 100%;\" class=\"slide-1199 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"1500\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_1-IMG_20180713_220917_793.jpg\" class=\"slider-1191 slide-1199\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow-8_1---IMG_20180713_220917_793\" style=\"margin: 0 auto; width: 53.028571428571%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_1-IMG_20180713_220917_793.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_1-IMG_20180713_220917_793-240x300.jpg 240w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_1-IMG_20180713_220917_793-819x1024.jpg 819w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_1-IMG_20180713_220917_793-768x960.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">L\u00edvia Moura, <i>Abertura dos portais<\/i>, fotomotagem feita no Instagram, Pantheon, Atenas, Gr\u00e9cia, 2018.<\/div><\/div><\/li>\n                <li style=\"display: none; width: 100%;\" class=\"slide-1200 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"2133\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_3-IMG_20180706_151632_221.jpg\" class=\"slider-1191 slide-1200\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow-8_3---IMG_20180706_151632_221\" style=\"margin: 0 auto; width: 37.291541089009%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_3-IMG_20180706_151632_221.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_3-IMG_20180706_151632_221-169x300.jpg 169w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_3-IMG_20180706_151632_221-576x1024.jpg 576w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_3-IMG_20180706_151632_221-768x1365.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_3-IMG_20180706_151632_221-864x1536.jpg 864w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-8_3-IMG_20180706_151632_221-1152x2048.jpg 1152w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">L\u00edvia Moura, VAV, foto: Carol Cortes, Roma, 2018.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"826\" height=\"620\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-15-Livia-the-Lion.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1258\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-15-Livia-the-Lion.jpg 826w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-15-Livia-the-Lion-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-15-Livia-the-Lion-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-15-Livia-the-Lion-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 826px) 100vw, 826px\" \/><figcaption>L\u00edvia Moura, foto: Carol Cortes, zoando num parque de Atenas, Gr\u00e9cia, 2018.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3>E-mail 5: A verdade e o futuro \/ guerreiros para a imunidade afetiva<\/h3>\n\n\n\n<p><em>Chrystalleni, 15 de agosto de 2020, 8\u00aa Luna\u00e7\u00e3o de 2020<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Meu selvagem est\u00e1 dormindo e minha tarefa \u00e9 criar uma conclus\u00e3o para esta parte da nossa troca, e terminar de arrumar nosso material visual para a <em>Revista MESA<\/em>. Fa\u00e7o isso com uma alegria que \u00e9 tripla: tomo sua b\u00ean\u00e7\u00e3o por precipitar nossas transforma\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do re-investimento em afeto e da moeda de afeto da VAV. Mal posso esperar para compartilhar essa conversa com Ixodos e uma incr\u00edvel lista de discuss\u00e3o que acabei de encontrar, onde mulheres do movimento de liberdade em software coletam vozes de mulheres poderosas, vozes que ecoam nossas pr\u00f3prias preocupa\u00e7\u00f5es e prioridades.<sup>7<\/sup> E eu n\u00e3o consigo parar de sorrir do estranho contraste das duas fotos (a seguir) de nossas pris\u00f5es pand\u00eamicas em contraste com as imagens de capa no topo deste artigo: imagens de nossas aventuras selvagens na natureza em todos os continentes, voc\u00ea incorporando as nossas faces igualmente obscuras e gloriosas protetoras m\u00e3e-serpente na rocha de Afrodite, e Janus dormindo alegremente em uma cachoeira em TerraUNA. Vejo a resposta \u00e0 minha pergunta agora: agora que sei que nossa verdade est\u00e1 l\u00e1 em cima (veja imagem de capa), n\u00e3o acho mais t\u00e3o intoler\u00e1vel que \u00e0s vezes possamos retornar \u00e0s guerreiras, guardi\u00e3es, que ilustram as fotos abaixo:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"2236\" height=\"758\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-16-truth.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1260\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-16-truth.jpg 2236w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-16-truth-300x102.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-16-truth-1024x347.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-16-truth-768x260.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-16-truth-1536x521.jpg 1536w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-16-truth-2048x694.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2236px) 100vw, 2236px\" \/><figcaption>Esquerda: Vendo A\u00e7\u00f5es Virtuosas, Pand\u00eamia Afrodite, Pathos, Chipre, (local de Afrotide), 2018. Foto: Carolina Cortes, manipula\u00e7\u00e3o digital: Ver\u00f4nica Do&#8217;Orey, perfomance e idea\u00e7\u00e3o: L\u00edvia Moura. Direito: Janus dormindo por uma queda d&#8217;\u00e1gua na Terra UNA, Minas Gerais, Brasil, julho de 2019 um ano antes dessa troca de e-mails.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"1724\" height=\"1140\" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-17-Untitled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1262\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-17-Untitled.jpg 1724w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-17-Untitled-300x198.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-17-Untitled-1024x677.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-17-Untitled-768x508.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_fig-17-Untitled-1536x1016.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1724px) 100vw, 1724px\" \/><figcaption>Esquerda: Livia Moura &#8216;de volta \u00e0 selva&#8217; [Post no Instagram, 14 de agosto de 2020]. Certo: Janus dormindo com picha\u00e7\u00f5es de parede que desenhou durante o isolamento ao fundo, Nic\u00f3sia, agosto de 2020.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os desenhos de parede de Janus cont\u00eam algumas das quest\u00f5es que voc\u00ea traz \u00e0 tona em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o: alguns deles foram feitos com ansiedade e certamente por ele querer ser interrompido por mim, suas linhas inevitavelmente refletiram minha pr\u00f3pria desconex\u00e3o ansiosa enquanto fazia outra coisa, provavelmente sendo sugada por uma tela tentando trabalhar para prover, ou entender o que estava acontecendo ao nosso redor. Enquanto outros desenhos foram feitos com prazer e com meu incentivo-participa\u00e7\u00e3o para adicionar mais cor ao nosso entorno, e \u00e0 medida que busc\u00e1vamos atividades sobre as quais nos conect\u00e1vamos e aprend\u00edamos um com o outro, compartilhamos significados e limites, e transcendemos as limita\u00e7\u00f5es do nosso ambiente imediato. Assim como voc\u00ea, temos procurado comunidades em reservas naturais, Encontros de Arco-\u00cdris, e eu tenho procurado por conex\u00f5es no movimento educacional Steiner-Waldorf. N\u00e3o h\u00e1 mais ilus\u00e3o: a floresta \u00e9 a escola real, e n\u00e3o aquela que est\u00e1 empurrando recomenda\u00e7\u00f5es de aplicativos de v\u00eddeo e fonte fechada sobre dispositivos n\u00e3o gratuitos e tecnologias explorat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu valorizo muito essa troca. Tem sido um caminho para minhas preocupa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas mais urgentes e complicadas: antes da interrup\u00e7\u00e3o, est\u00e1vamos \u00e0 beira de perceber \/ articular algo novo e impactante por meio dos Ixodos, e assim que isso pareceu realiz\u00e1vel, as apostas aumentaram surpreendentemente para a urg\u00eancia de articular nosso Chamado \/ Manifesto agora, mesmo com a areia movedi\u00e7a, com nossos mundos mudando sob nossos p\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito Ixodos \u00e9 agora totalmente claro: uma rede e um conjunto de estrat\u00e9gias para sa\u00eddas suaves de depend\u00eancias de estruturas infantof\u00f3bicas. E o pr\u00f3ximo passo \u00e9 claro: estabelecer portos e ritmos seguros fora da cidade, continuar consolidando a rede Ixodos, a moeda Afeto da VAV e o sistema circulat\u00f3rio VAV em software livre, e irradiar nosso chamado para sair suavemente e conectar significativamente, de forma ampla, e ao melhor de nossos melhores instintos e afetos agora totalmente ativados.<\/p>\n\n\n\n<p>Com amor e imunidade afetiva,<\/p>\n\n\n\n<p>Ixodos<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/reaphrodite.org\/ixodos\">https:\/\/reaphrodite.org\/ixodos<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3>Email 6: Floresta escola<\/h3>\n\n\n\n<p><em>L\u00edvia Moura, 10 de janeiro de 2021, 1\u00aa luna\u00e7\u00e3o de 2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Amada,<\/p>\n\n\n\n<p>Estive relendo nossa troca de emails e fico chocada (positivamente) em perceber o quanto esse registro foi fiel e coerente com todo o processo do ano que passou. Para mim, 2020 precisa ser visto como um ano de <em>reset, <\/em>para recome\u00e7armos devagarzinho TUDO. \u00c9 extremamente complexo porque ainda tem muitos castelos para ruir em cima de n\u00f3s, enquanto estamos plantando as novas sementinhas. Vamos agradecer e honrar o que temos de bom na sociedade humana contempor\u00e2nea, mas reformar sem pudor tudo que est\u00e1 doentio. Esse caos todo \u00e9 a deixa que a Terra nos concedeu para mudar o rumo da humanidade. Ap\u00f3s quase um ano inteiro de incertezas, auto- questionamentos e inquieta\u00e7\u00f5es decidi vir morar em Itamonte com meus filhos num bairro rural, onde terei espa\u00e7o para um atelier e v\u00e1rias vacas em torno rsrs. Meus filhos est\u00e3o \u00f3timos, felizes como nunca. Foi um ano de aprendizado intenso e muita sabedoria transmitida pela natureza. A floresta educa, ela \u00e9 uma escola. \u00c9 como se eu estivesse encarnando o que o Guilherme Vergara<sup>8<\/sup> vem dizendo nos \u00faltimos anos com a ideia de uma \u201cEscola de Arte devir floresta\u201d. Al\u00e9m disso o software da moeda Afeto que ir\u00e1 circular dentro da Bolsa de Valores \u00c9ticos ficou pronto: <a href=\"http:\/\/www.bancodoafeto.art\">www.bancodoafeto.art<\/a> . Vamos come\u00e7ar a promover permutas multilaterais e multiespec\u00edficas. Chamamos os usu\u00e1rios da moeda de \u201cacionistas virtuosos\u201d, pois esse banco com sua lista de an\u00fancios \u00e9 um modo de conectar e inspirar pessoas que est\u00e3o pensando e agindo pela regenera\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria e a restaura\u00e7\u00e3o do nosso futuro. Vamos pensar em como levar e ampliar nossos interc\u00e2mbios do Ixodos dentro dessa plataforma econ\u00f4mica complementar?<\/p>\n\n\n\n<p>Quero compartilhar com voc\u00ea um resum\u00e3o das \u00faltimas reflex\u00f5es sobre esse sistema econ\u00f4mico que estamos criando:<\/p>\n\n\n\n<p>A economia do afeto j\u00e1 \u00e9 a economia que sustenta a vida planet\u00e1ria. Sem ela nenhum beb\u00ea sobreviveria. Tudo o que buscamos na vida \u00e9 amar e sermos amados. At\u00e9 mesmo nos crimes mais hediondos e no ac\u00famulo excessivo de capital, no fundo estamos criando uma estrat\u00e9gia (tr\u00e1gica e inapropriada) para obter amor. Economia \u00e9 um cora\u00e7\u00e3o que pulsa dinheiro e deveria distribu\u00ed-lo com amor incondicional. Eu acredito que todas as emo\u00e7\u00f5es partem do amor ou da falta dele. Portanto, crise econ\u00f4mica corresponderia \u00e0 m\u00e1 circula\u00e7\u00e3o do sangue e \u00e0 m\u00e1 gest\u00e3o das nossas emo\u00e7\u00f5es. \u00c9 intrigante que o covid justamente desacelera nossa circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea juntamente num momento em que a economia acelera o ritmo de nossas vidas. Precisamos aprender a escutar e seguir o pulsar do cora\u00e7\u00e3o da Terra, gerindo nossas emo\u00e7\u00f5es, nossa energia vital, de modo que ela n\u00e3o fique bloqueada, coagulada ou monopolizada nas m\u00e3os de uma pequena parcela da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se inscreve no Banco do Afeto, gostaria muito que voc\u00ea oferecesse nele uma aula de \u201cTecnologia subversiva: como usar a tecnologia de maneira s\u00e1bia e pol\u00edtica, sem nos afogarmos nas estrat\u00e9gias de controle das nossas mentes e emo\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quero agradecer o convite seu para eu dar uma aula na sua disciplina de artes na Universidade de Nic\u00f3sia e quero fazer o mesmo convite \u00e0 voc\u00ea. Esse semestre irei dar uma disciplina na gradua\u00e7\u00e3o de artes da Universidade Federal Fluminense por conta do est\u00e1gio de doc\u00eancia do doutorado que acabei de ingressar com o Guilherme Vergara em Estudos Contempor\u00e2neos das Artes.<sup>8 <\/sup>Vamos conectar nossos estudantes atrav\u00e9s do Banco do Afeto?<\/p>\n\n\n\n<p>Te aguardo!<\/p>\n\n\n\n<p>E vamos nos manter em contato, essa rede pol\u00edtico-afetiva \u00e9 fundamental para manter a sanidade nesse momento. \u00c9 isso que vai segurar a gente at\u00e9 a tormenta passar. Ali\u00e1s, ser\u00e3o as redes de solidariedade que far\u00e3o a tormenta passar.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea, a Jessica Gogan, o Guilherme Vergara, a Evanthia Tselika e a Carol Cortes fazem parte da minha fam\u00edlia universal.<\/p>\n\n\n\n<p>Te desejo muita coragem, entusiasmo, leveza, alegria e esp\u00edrito infantil para enfrentar tudo o que precisa ser reformado nesse mundo louco que a gente vive.<\/p>\n\n\n\n<p>E amor, claro, sem ele nada faz sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Bjs,<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edvia<\/p>\n\n\n\n<div class=\"alignnormal\"><div id=\"metaslider-id-1201\" style=\"width: 100%; margin: 0 auto;\" class=\"ml-slider-3-20-3 metaslider metaslider-flex metaslider-1201 ml-slider\">\n    <div id=\"metaslider_container_1201\">\n        <div id=\"metaslider_1201\">\n            <ul aria-live=\"polite\" class=\"slides\">\n                <li style=\"display: block; width: 100%;\" class=\"slide-1224 ms-image\"><img width=\"1280\" height=\"960\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-9_2.jpeg\" class=\"slider-1201 slide-1224\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow 9_2\" style=\"margin: 0 auto; 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width: 100%;\" class=\"slide-1232 ms-image\"><img width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-9_11.jpg\" class=\"slider-1201 slide-1232\" alt=\"\" loading=\"lazy\" rel=\"\" title=\"Livia_Chrys_Slideshow-9_11\" style=\"margin: 0 auto; width: 88.380952380952%\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-9_11.jpg 1200w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-9_11-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-9_11-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-9_11-768x576.jpg 768w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/03\/Livia_Chrys_Slideshow-9_11-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><div class=\"caption-wrap\"><div class=\"caption\">Pintura da L\u00edvia Moura feito com pigmentos naturais durante o ano de 2020 da fachada do Centro de Conex\u00e3o e Restaura\u00e7\u00e3o de futuro, onde mora seu pai, Z\u00e9 Guilherme Moura, em Itamonte.<\/div><\/div><\/li>\n            <\/ul>\n        <\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Livia_Chrys_Video 6\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/523621425?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"360\" height=\"636\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Crian\u00e7as sendo crian\u00e7as, nossos vizinhos de Itamonte durante um passeio promovido pelo projeto social Biblioteca Colina, bairro rural Colina da cidade de Itamonte &#8211; MG, janeiro 2021.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Chrystalleni Loizidou<\/em><\/strong><br>Buscou significado na pesquisa acad\u00eamica sobre a transforma\u00e7\u00e3o do conflito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria da arte e da m\u00eddia, e esfor\u00e7os para recuperar os bens comuns (PhD Cultural Studies com o London Consortium). Trabalhou com uma s\u00e9rie de universidades, centros de arte e programas financiados internacionalmente com foco crescente em tecnologia gratuita e de c\u00f3digo aberto, at\u00e9 que uma crian\u00e7a reativou minha conex\u00e3o com um c\u00edrculo de educadores art\u00edsticos dedicados no Brasil e me ajudou a ver o que os Situacionistas. significava com sua rejei\u00e7\u00e3o do trabalho alienado. Juntos, come\u00e7amos a mapear as iniciativas de arte-educa\u00e7\u00e3o mais corajosas e significativas em todo o mundo, e temos nos concentrado em manter um espa\u00e7o e uma comunidade para brincar gratuitamente, em dire\u00e7\u00e3o ao que Silvia Federici descreve como um reencantamento. neeii.info<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>L\u00edvia Moura<\/em><\/strong> <br>Trabalha com diversas linguagens art\u00edsticas participando de importantes exposi\u00e7\u00f5es, galerias e feiras de arte contempor\u00e2nea do Brasil. \u00c9 autora do material did\u00e1tico Raiz do Afeto, voltado para a \u00e1rea de compet\u00eancias socioemocionais para o Ensino Fundamental I (2019, ed. Raiz Educa\u00e7\u00e3o). Em 2013 co-criou a VAV- Vendo A\u00e7\u00f5es Virtuosas, uma plataforma de arte contempor\u00e2nea que atua nas&nbsp;transbordas&nbsp;entre economia, pedagogia e engajamento social. Em 2020 a VAV desenvolveu a moeda social &#8220;Afeto&#8221; e a &#8220;Bolsa de Valores \u00c9ticos&#8221; que ser\u00e3o lan\u00e7adas em 2021. Atualmente cursa o doutorado em Estudos Contempor\u00e2neos das Artes na Universidade Federal Fluminense, sob a orienta\u00e7\u00e3o do Luiz Guilherme Vergara.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><sup>1<\/sup> Ixodos \u00e9 o nome de um projeto de interc\u00e2mbio art\u00edstico internacional criado por Chrystalleni Loizidou e Evanthia Tselika do coletivo cipriota RE-Aphrodite e L\u00edvia Moura e Carol Cortes do coletivo brasileiro Vendo A\u00e7\u00e3o Virtuosas. Ixodos \u00e9 uma mistura das palavras gregas &#8216;Exodo&#8217; (sa\u00edda) e Isodo (entrada), al\u00e9m de ser um tipo de aracn\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>2<\/sup> DOUGLAS, Mary. <em>Purity and Danger: An Analysis of Concepts of Pollution and Taboo <\/em>(London: Routledge, 1966)&nbsp; <em>Pureza e Perigo: Uma An\u00e1lise de Conceitos de Polui\u00e7\u00e3o e Tabu<\/em> (London: Routledge, 1966)<\/p>\n\n\n\n<p><sup>3<\/sup> Em 2018, Carol Cortes e eu fizemos uma resid\u00eancia art\u00edstica com o coletivo RE-Afrodite (de Chrystalleni e Evi Tselika) onde nasceu o projeto Ixodos &#8211; interc\u00e2mbios art\u00edsticos internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p> <sup>4<\/sup> Uma das mais famosas prostitutas sagradas foi Asp\u00e1sia que viveu no per\u00edodo de 470a.c. a 400 AC em Atenas e teve grande influ\u00eancia na pol\u00edtica da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>5<\/sup> Entrevista realizada durante a quarentena de 2020 com Mariana Pimentel sobre o que \u00e9 um te\u00f3rico dom\u00e9stico: Caio Souto &#8211; Conversas filos\u00f3ficas (24 abr 2020) O que \u00e9 um te\u00f3rico dom\u00e9stico? Entrevista com Mariana Pimentel <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=neRbtDie3T0\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=neRbtDie3T0<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><sup>6 <\/sup>Desde a primeira vers\u00e3o deste e-mail: Encontro-me a semanas com meu filho sozinha, cada vez mais desesperada e privada de conviv\u00eancia e contatos saud\u00e1veis, evitada por minha m\u00e3e que est\u00e1 inclinada ao p\u00e2nico, nosso pequeno sistema de apoio espalhado est\u00e1 longe de n\u00f3s. Encontrei dificuldade em realizar tarefas b\u00e1sicas do dia-a-dia, como fazer compras e fazer comida, entre novos vizinhos que mal conhecia, incapaz de acompanhar as not\u00edcias e em choque com suas extens\u00f5es pol\u00edticas, procurando a comunidade (para onde foi todo o meu trabalho? Todas as pesquisas na comunidade? minha arte?) em uma casa inacabada que n\u00e3o parecia um lar, que at\u00e9 recentemente tinha visto como uma escola democr\u00e1tica administrada pela comunidade, lutando para consertar encanamentos mal instalados (um encanamento bom, ao que parece, dependendo muito dos homens), e tentando responder civilizadamente aos telefonemas de parentes preocupados e me advertindo para n\u00e3o ver ningu\u00e9m e usar uma m\u00e1scara, enquanto tento reconhecer e transcender minha situa\u00e7\u00e3o, e parar de pensar em mim e em meu filho como v\u00edtimas de v\u00e1rios chauvinismos acumulados . Mas como vou fazer isso, e por que devo manter uma crian\u00e7a e a crian\u00e7a dentro de mim t\u00e3o tr\u00e1gica e absurdamente confinada? Como \u00e9 que eu, com todas as minhas premoni\u00e7\u00f5es, nossos sonhos e rituais, me encontro t\u00e3o supremamente sozinha, de novo, nesta ilha insular, cl\u00ednica e est\u00e9ril de feminilidade subjugada e uma inf\u00e2ncia oprimida, que tem vendido seu sagrado legado de Afrodite na forma de explora\u00e7\u00e3o sexual e petr\u00f3leo, t\u00e3o \u00e0 merc\u00ea da ind\u00fastria farmac\u00eautica e do sistema m\u00e9dico convencional que temos a maior taxa de partos por ces\u00e1rea do mundo, onde o \u00edndio h\u00e1 muito foi espancado da popula\u00e7\u00e3o, a orgulhosa casa da sede de WarGaming e PornHub, neste lugar t\u00e3o segregado e controlado pela guerra e dinheiro sujo, e t\u00e3o abertamente c\u00famplice da l\u00f3gica do capitalismo, onde a identifica\u00e7\u00e3o com o colonizador idiota (tradu\u00e7\u00e3o literal: privitising, private-interest) est\u00e1 quase completa. Enviarei este e-mail agora, confuso, repetitivo, menos eficaz do que o necess\u00e1rio. Eu tenho todas as desculpas do mundo para roubar tempo a fim de escrever no meu telefone e adormecer com muitos pensamentos inacabados, e ent\u00e3o desesperar de amarr\u00e1-los juntos.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>7<\/sup> Ver o texto de Maria Galindo (2020) para a R\u00e1dio Deseo, sobre a desobedi\u00eancia da comunidade como necess\u00e1ria para a sobreviv\u00eancia (https:\/\/lavoragine.net\/desobediencia-por-tu-culpa-voy-a-sobrevivir\/). Consulte tamb\u00e9m a Lista de discuss\u00e3o de n\u00e3o civiliza\u00e7\u00e3o [10 de agosto de 2020 https:\/\/lists.puscii.nl\/wws\/info\/uncivilization]. <\/p>\n\n\n\n<p><sup>8 <\/sup>Luiz Guilherme Vergara foi meu orientador de mestrado (2016-2018) e agora (no segundo semestre de 2020) do doutorado na Universidade Federal Fluminense.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;N\u00e3o tire as crian\u00e7as da sala!&#8221;: biopol\u00edtica de m\u00e3es solteiras em tempo de covid-19 Um di\u00e1logo entre Livia Moura e Chrystalleni Loizidou Esse di\u00e1logo faz parte de um projeto intitulado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1233"}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1233"}],"version-history":[{"count":26,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3500,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1233\/revisions\/3500"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/6\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}