{"id":384,"date":"2013-12-17T14:58:41","date_gmt":"2013-12-17T14:58:41","guid":{"rendered":"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/?page_id=384"},"modified":"2014-01-15T19:59:22","modified_gmt":"2014-01-15T19:59:22","slug":"o-universo-singular-da-casa-dos-milagres","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/o-universo-singular-da-casa-dos-milagres\/","title":{"rendered":"O universo singular da Casa dos Milagres"},"content":{"rendered":"<p><!-- slideviewer - place you images here -->\n\t <div id=\"gallery_slideviewer\" class=\"swv\">  \n\t\t<ul class=\"gallery_shortcode_slideviewer\">\n\t\t\t<li><img alt=\"n\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-z1-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"m\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-y1-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"l\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-x1-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"k\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-101-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"j\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-091-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"i\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-081-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"h\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-071-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"g\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-061-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"f\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-051-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"e\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-041-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"d\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-031-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"c\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-021-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"b\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-011-670x450.png\" \/><\/li><li><img alt=\"a\" title=\"\" src=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Casa-dos-Milagres-001-670x450.png\" \/><\/li>\t\n\t\t\t<\/ul>\n\t\t<\/div>\n<div class=\"clear\"><\/div>\t\n<!-- slideviewer ends here -->\n<span class=\"legenda\">Leonardo Guelman. <em>Casa dos Milagres<\/em>, 2013.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"titulo\">O universo singular da Casa dos Milagres<br \/>\n<\/span><span class=\"autor\">Leonardo Guelman<\/span><\/p>\n<p>Juazeiro do Norte \u00e9 uma cidade envolta em ciclos religiosos e lugares sagrados. Todos guardam as marcas e as trilhas da presen\u00e7a de seu padre fundador, C\u00edcero Rom\u00e3o Batista. A cidade tamb\u00e9m se cosmopolitiza a partir da base de sua economia religiosa, justapondo o arruamento da antiga urbe, no entorno dos santu\u00e1rios de Nossa Senhora das Dores e do Perp\u00e9tuo Socorro, \u00e0s avenidas que levam \u00e0s franjas da moderna Juazeiro. Assim, no pr\u00f3prio fluxo da cidade interpenetram-se continuamente o sagrado e o profano, com suas formas e temporalidades distintas. Foi na viv\u00eancia desses itiner\u00e1rios que um dos espa\u00e7os mais singulares da cidade sagrada me veio \u00e0 cena: era a\u00a0<i>Casa dos Milagres<\/i>, imenso deposit\u00e1rio de tradi\u00e7\u00f5es da cren\u00e7a do povo nordestino. Adentrar um desses lugares \u00e9 uma experi\u00eancia que articula v\u00e1rias dimens\u00f5es entre o est\u00e9tico, o simb\u00f3lico, o espiritual e o cultural. \u00c9 especialmente adentrar outro tempo. Curiosamente, os hor\u00e1rios de funcionamento do lugar variavam. Abria muito cedo e fechava ainda no in\u00edcio da manh\u00e3 e voltava a abrir-se no meio da tarde. Uma primeira tentativa foi toda uma espera, preparando o \u00eaxito de uma segunda incurs\u00e3o. No outro dia, chegando cedo, l\u00e1 estava a porta entreaberta que conduzia \u00e0quele imenso\u00a0<i>bricolage<\/i>. Parecia uma carca\u00e7a interior de infinitos objetos. O passo lento e delicado marca a incurs\u00e3o pelo espa\u00e7o que parece conter infinitos mundos. Quadrinhos sem fim subiam pelas altas paredes rendilhando rostos, express\u00f5es, testemunhos. Ex-votos de todo tipo, e toda a casa era um tipo particular destes. E tudo aquilo era de um sil\u00eancio de m\u00faltiplas vozes ecoando pelos meandros da Casa. Fiquei ali por tr\u00eas horas, na eternidade daquele dia, capturado por conjuntos inusitados de pe\u00e7as que formavam arranjos espont\u00e2neos. Vi ainda como aquele espa\u00e7o se convertia num reposit\u00f3rio vivo, com a chegada de novos objetos que acompanhavam a prece dos romeiros no canto da sala, junto ao altar do santo Padre.<\/p>\n<p>A\u00a0<i>Casa dos Milagres<\/i>\u00a0foi criada em 1936 e possu\u00eda acervos devocionais que datavam ainda da \u00e9poca do Padre C\u00edcero (falecido em 1934). Cerca de tr\u00eas meses atr\u00e1s, no dia 23 de agosto de 2013, um inc\u00eandio p\u00f4s tudo a perder. As fotos que realizei s\u00e3o do in\u00edcio de fevereiro de 2013 e integram minha pesquisa \u201cCartografias do Sert\u00e3o\u201d. Infelizmente, as imagens que produzi s\u00e3o testemunhos de um\u00a0<i>Patrim\u00f4nio<\/i>\u00a0derru\u00eddo, por isso tamb\u00e9m a for\u00e7a do seu testemunho. Aquele imenso inconsciente fica agora \u00e0 espera de outras produ\u00e7\u00f5es, em outros lugares, ou talvez ali mesmo, geradas da f\u00e9 do povo, como o pequeno e infinito espa\u00e7o sagrado da\u00a0<i>Casa dos Milagres<\/i>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leonardo Guelman. Casa dos Milagres, 2013. O universo singular da Casa dos Milagres Leonardo Guelman Juazeiro do Norte \u00e9 uma cidade envolta em ciclos religiosos e lugares sagrados. Todos guardam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/384"}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=384"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/384\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}