{"id":2,"date":"2013-12-03T17:07:16","date_gmt":"2013-12-03T17:07:16","guid":{"rendered":"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/?page_id=2"},"modified":"2014-01-22T13:07:40","modified_gmt":"2014-01-22T13:07:40","slug":"artenomundo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/artenomundo\/","title":{"rendered":"A arte, no mundo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-205\" alt=\" \" src=\"http:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/3_Kelly-Malheiros-0091.jpg\" width=\"590\" height=\"393\" srcset=\"https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/3_Kelly-Malheiros-0091.jpg 590w, https:\/\/institutomesa.org\/revistamesa\/edicoes\/1\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/3_Kelly-Malheiros-0091-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/><span class=\"legenda\">Grupo experimentando a obra <em>oBichoSusPensoNaPaisaGen<\/em>, do artista Ernesto Neto. Registrado por alunas do curso de fotografia da Spectaculu &#8211; Escola de Arte e Tecnologia. Leopoldina, Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2012. Foto: Kelly Malheiros. Parceria: Spectaculu.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"titulo\">A arte, no mundo<br \/>\n<\/span><span class=\"autor\">Tania Rivera<\/span><\/p>\n<p>Se &#8220;museu \u00e9 o mundo&#8221;, como j\u00e1 dizia H\u00e9lio Oiticica em 1966, isso n\u00e3o significa apenas que se deve levar a arte para al\u00e9m dos muros institucionais. A afirmativa de que o mundo todo pode ser lugar para a arte implica no pressuposto de que a arte j\u00e1 existia fora do museu: na vida. A frase completa do artista explicita esse ponto: o que H\u00e9lio escreveu foi &#8220;museu \u00e9 o mundo: \u00e9 a experi\u00eancia cotidiana&#8221;<sup>1<\/sup>. Na reflex\u00e3o do artista, trata-se portanto de alargar o campo institucional da arte de modo a colocar em primeiro plano a <em>experi\u00eancia <\/em>\u2013 e n\u00e3o apenas aquilo que se convenciona entender como experi\u00eancia art\u00edstica, mas sim a experi\u00eancia do dia a dia. A pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Refletir sobre o alargamento cr\u00edtico do museu e as pr\u00e1ticas art\u00edsticas, curatoriais e educativas que o acompanham obriga-nos, de fato, a retomar a dif\u00edcil por\u00e9m fundamental quest\u00e3o do que \u00e9 a <em>experi\u00eancia da arte<\/em>. N\u00e3o para encontrar uma resposta para essa quest\u00e3o sempre em suspenso, sempre problem\u00e1tica, e que \u00e9 objeto de reflex\u00e3o para a pr\u00f3pria pr\u00e1tica art\u00edstica, assim como para campos conexos como o da est\u00e9tica. Mas sim para assumir a impossibilidade de defini-la como aquilo que, justamente, nela realmente interessa: a falta de limites bem definidos que faz dela algo discreto e n\u00e3o necessariamente espetacular. Uma relativa indetermina\u00e7\u00e3o que permite uma not\u00e1vel capacidade de dispers\u00e3o e de dissemina\u00e7\u00e3o da arte na experi\u00eancia cotidiana.<\/p>\n<p>Com o termo <em>dispers\u00e3o<\/em> proponho nomear o fato de que a arte faz parte da massa de percep\u00e7\u00f5es e acontecimentos que \u00e9 a vida, mas dela se destaca em algum momento, gra\u00e7as a um gesto do artista e \u00e0 sua destina\u00e7\u00e3o ao olhar de um outro. Tal gesto pode ser m\u00ednimo, uma apropria\u00e7\u00e3o que destaca um elemento do mundo comum \u2013 como por exemplo o peda\u00e7o de asfalto que Oiticica encontra na obra da avenida Presidente Vargas no Rio de Janeiro e, por lhe parecer ter o formato da ilha de Manhattan, nomeia como <em>Manhattan Brutalista<\/em> (1978), para em seguida tirar dele algumas fotografias. Ou pode ser complexo e consistir em um projeto longo, envolvendo eventualmente outras pessoas e interferindo na massa da vida de modo a nela introduzir alguma modifica\u00e7\u00e3o \u2013 como \u00e9 o caso de <em>Memorabilia<\/em>, trabalho realizado por Jos\u00e9 Rufino, a convite do Andy Warhol Museum, com pessoas atingidas pelo mal de Alzheimer, e que o leitor encontra nesta primeira edi\u00e7\u00e3o da revista <em>Mesa<\/em>.<\/p>\n<p>J\u00e1 por <em>dissemina\u00e7\u00e3o <\/em>entendo o fato de que tal elemento destacado do mundo pelo gesto art\u00edstico ganha, em retorno, uma grande pot\u00eancia de contamina\u00e7\u00e3o po\u00e9tica de outros elementos do mundo. As pranchas de Rorschach e a escrita dos pacientes com Alzheimer e seus familiares, trabalhadas pelo gesto de Rufino, s\u00e3o capazes de mudar algo na viv\u00eancia dessas pessoas que colaboraram com ele. E de mudar o meu olhar sobre essa doen\u00e7a, assim como, de maneira mais ampla, sobre nossas capacidades e incapacidades, sobre a mem\u00f3ria e sobre as rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas. Para dizer de modo vago, mas sem grandes pretens\u00f5es: sobre a vida. A arte lan\u00e7a, assim, algumas sementes ao vento. A dissemina\u00e7\u00e3o tem a ver com esse potencial de resson\u00e2ncia transformadora da arte sobre o sujeito e o mundo. N\u00e3o se sabe, por\u00e9m, se as sementes lan\u00e7adas encontrar\u00e3o um solo prop\u00edcio, se o vento n\u00e3o as levar\u00e1 longe demais (ou perto demais), se elas n\u00e3o encontrar\u00e3o um terreno pedregoso, ou se a chuva contribuir\u00e1 para que elas se instalem e cres\u00e7am. Mais do que da implementa\u00e7\u00e3o de um programa com claras inten\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas, trata-se na dissemina\u00e7\u00e3o de algo err\u00e1tico, do qual \u00e9 imposs\u00edvel medir a \u201cefic\u00e1cia\u201d, e que pode ou n\u00e3o atingir seu alvo. O importante \u00e9 perceber que h\u00e1 no movimento de dissemina\u00e7\u00e3o um certo endere\u00e7amento \u2013 como uma garrafa de n\u00e1ufrago lan\u00e7ada ao mar. N\u00e3o se sabe se um dia ela ser\u00e1 encontrada por algu\u00e9m, e dentro dela n\u00e3o h\u00e1 mensagem inequ\u00edvoca (apesar de talvez toda e qualquer mensagem ser a\u00ed uma esp\u00e9cie de SOS: pedido de socorro, radical apelo ao outro).<\/p>\n<p>A dissemina\u00e7\u00e3o por vezes se faz reconhecer, muitas vezes atrav\u00e9s de sinais m\u00ednimos. Me chamou a aten\u00e7\u00e3o um deles, a respeito da experi\u00eancia de visita ao trabalho de Ernesto Neto <em>oBichoSusPensoNaPaisaGen<\/em> (2012) por um grupo de cegos e videntes, relatada e discutida por alguns textos desta revista. Virg\u00ednia Kastrup nota em determinado momento que uma das participantes do grupo est\u00e1 recostada ao lado de uma mediadora, e esta passa a m\u00e3o em seus cabelos, de modo bastante \u00edntimo e natural. A experi\u00eancia art\u00edstica se d\u00e1 sempre entre pessoas \u2013 mesmo que estejamos sozinhos na sala de exposi\u00e7\u00e3o \u2013, e ela \u00e9 sempre radicalmente <em>\u00edntima <\/em>\u2013 mesmo que n\u00e3o se trate do toque e da presen\u00e7a do corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8230;<\/p>\n<p>O museu, os centros culturais e as galerias comerciais s\u00e3o locais de convite \u00e0 experi\u00eancia art\u00edstica, mas nada garante que neles ela efetivamente tenha lugar. Boa parte da pr\u00e1tica art\u00edstica contempor\u00e2nea desloca a \u00eanfase do objeto a ser contemplado para a\u00e7\u00f5es ou proposi\u00e7\u00f5es, tornando sua recep\u00e7\u00e3o mais complexa e por vezes at\u00e9 problem\u00e1tica. Como pode o museu abrigar esses produtos h\u00edbridos sem constrang\u00ea-los a se materializarem em objetos que possam ser vistos? Como podem as galerias comerciais conciliar seu objetivo de venda \u2013 que pressup\u00f5e, obviamente, um produto que possa ser admirado e comprado \u2013 com o respeito \u00e0 dispers\u00e3o e \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o da arte no mundo, em propostas eventualmente imateriais (ou que n\u00e3o se esgotam em um objeto a ser contemplado)?<\/p>\n<p>Assumir a tarefa de alargar o campo institucional da arte \u00e9, sem d\u00favida, uma atitude pol\u00edtica e \u00e9tica. Um ato de resist\u00eancia contra a dilui\u00e7\u00e3o da arte no mercado de arte. Um ato de afirma\u00e7\u00e3o contra a assimila\u00e7\u00e3o da vida na l\u00f3gica perversa da mercadoria. Um ato art\u00edstico, talvez.<\/p>\n<p>Se a arte est\u00e1 dispersa no mundo, o modo de contato com ela \u00e9 aquele do encontro. Intencional ou fortuito, o encontro se d\u00e1 sempre de forma singular: posso encontrar arte na esquina de minha casa, assim como posso me deparar com ela em uma exposi\u00e7\u00e3o em um museu. \u00c9 claro que tenho mais chance de encontrar com ela em um espa\u00e7o que lhe \u00e9 tradicionalmente destinado, mas posso tamb\u00e9m esbarrar com ela em uma revista, em um livro ou em uma situa\u00e7\u00e3o mais ou menos banal da vida, desde que eu esteja dispon\u00edvel para tal. Essa disponibilidade \u00e9, no \u201creceptor\u201d, no p\u00fablico, a contrapartida do gesto do artista, e pode por vezes tomar seu lugar. Seja como for, tal disponibilidade n\u00e3o deve ser confundida com qualquer capacidade cognitiva. Trata-se de <em>experi\u00eancia<\/em>, ou seja, de <em>o sujeito ali ter lugar<\/em>. Trata-se de se perceber em uma situa\u00e7\u00e3o singular, mas que acontece em um terreno <em>comum<\/em>, ou seja, envolve um compartilhamento com outros. Como na vida cotidiana, na arte o sujeito retoma sua condi\u00e7\u00e3o singular, \u00fanica, destacando-a do fundo comum no qual estamos todos. Ele comemora e explora, na experi\u00eancia assim definida, que aquilo que h\u00e1 de mais \u201c\u00edntimo\u201d est\u00e1 fora, no campo compartilhado com o outro (\u00e9 <em>\u00eaxtimo<\/em>, para usar o termo inventado por Lacan<sup>2<\/sup>).<\/p>\n<p>Parece-me \u00fatil pensar a arte em termos de situa\u00e7\u00e3o, em vez de lugar. O termo situa\u00e7\u00e3o tem a ver com um local (<em>situ<\/em>) e com um acontecimento, em uma dura\u00e7\u00e3o temporal. A arte se d\u00e1 em um lugar no tempo.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o em que nos encontramos \u00e9 apenas em parte determinada por nossas a\u00e7\u00f5es e inten\u00e7\u00f5es. A vida consiste em situa\u00e7\u00f5es complexas, em um entrela\u00e7amento complexo de causas, efeitos e acasos, sempre em conex\u00e3o com outros viventes. Talvez a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica atual assuma muitas vezes esse emaranhado como sua estrutura, assumindo-se como n\u00e3o aut\u00f4noma e sujeita a transforma\u00e7\u00f5es que a definem de forma mut\u00e1vel, dependendo da situa\u00e7\u00e3o na qual algu\u00e9m com ela se encontra. Essa dimens\u00e3o est\u00e1 hoje em primeiro plano especialmente em trabalhos art\u00edsticos com comunidades, como aqueles desenvolvidos na 8a Bienal do Mercosul em cidades do Rio Grande do Sul, e na Esc\u00f3cia na <em>Deveron Arts<\/em>, em experi\u00eancias discutidas em alguns dos v\u00eddeos e artigos presentes nesta edi\u00e7\u00e3o de <em>Mesa<\/em>. Algumas propostas curatoriais\/art\u00edsticas lidam com a pr\u00f3pria quest\u00e3o do compartilhamento e da constru\u00e7\u00e3o de um comum na pr\u00e1tica art\u00edstica entendida de modo amplo, como acontece em <em>Makers\u2019 Meal<\/em>, tamb\u00e9m realizado na Esc\u00f3cia e aqui apresentado.<\/p>\n<p>Mais do que expor um determinado trabalho art\u00edstico ou facilitar sua recep\u00e7\u00e3o por parte de um p\u00fablico, o papel do curador, da equipe institucional em geral e do arte-educador em particular parece-me ser aquele de <em>(re)criar a situa\u00e7\u00e3o<\/em> daquela obra, de modo fiel \u00e0 proposta do pr\u00f3prio trabalho. Essa fidelidade \u00e9 fundamental, pois n\u00e3o se trata a\u00ed de impor uma \u201cleitura\u201d do trabalho que o desvie totalmente da situa\u00e7\u00e3o criada pelo artista. Mas \u00e9 importante perceber que, na medida em que a situa\u00e7\u00e3o de um trabalho \u00e9 em parte aberta e mut\u00e1vel, o trabalho do curador e do arte-educador implica sempre algum grau de desvio (intencional ou n\u00e3o), assim como de acaso. Al\u00e9m disso, em muitos casos \u00e9 o curador quem cria a situa\u00e7\u00e3o na qual o trabalho do artista ser\u00e1 concebido e realizado \u2013 especialmente quando se trata de projetos que j\u00e1 consistem eles pr\u00f3prios em um certo gesto de destacamento de um elemento ou quest\u00e3o da dispers\u00e3o do mundo, compar\u00e1vel \u00e0quele que eu nomeei como gesto do artista. A parceria e o compartilhamento s\u00e3o nesses casos condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de surgimento da situa\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n<p>O cr\u00edtico, por sua vez, parece-me criar uma situa\u00e7\u00e3o textual que tamb\u00e9m deve ser fiel \u00e0 proposta do trabalho, assumindo a parcela de (re)cria\u00e7\u00e3o e de acaso que isso envolve. Essa situa\u00e7\u00e3o textual tamb\u00e9m deve muito \u00e0 dimens\u00e3o do encontro: do cr\u00edtico com o artista, nas conversas entre ambos, do cr\u00edtico com o trabalho em situa\u00e7\u00f5es expositivas ou de ateli\u00ea, e tamb\u00e9m do cr\u00edtico com textos de outros autores, bem como trabalhos de outros artistas. Em minha opini\u00e3o, o cr\u00edtico deve, assim como o curador e o arte-educador, tomar para si a dissemina\u00e7\u00e3o do trabalho, sob fundo de sua dispers\u00e3o. Ap\u00f3s segur\u00e1-la por algum tempo, ele deve relan\u00e7ar ao mar a garrafa do n\u00e1ufrago, atualizando a transmiss\u00e3o dessa situa\u00e7\u00e3o po\u00e9tica.<\/p>\n<p>Lidar com a arte \u00e9 sempre reencontrar, com os outros, os gestos e feitos m\u00ednimos, por vezes quase invis\u00edveis, pelos quais no dia a dia uma experi\u00eancia qualquer nos toca e transforma. Seja no sert\u00e3o nordestino (no ensaio fotogr\u00e1fico <em>Casa dos Milagres<\/em>) ou na favela carioca (que reencontramos no v\u00eddeo <em>Leg\u00edtimo Novo Carioca<\/em>), assim como em torno de voc\u00ea, nesse momento, fora de sua janela ou na casa ao lado, lembre-se de que a vida pulsa (e a arte tamb\u00e9m).<\/p>\n<p>_<br \/>\n<sup>1<\/sup>OITICICA, H\u00e9lio. Programa Ambiental. In: FIGUEIREDO, L.; PAPE, L.; SALOM\u00c3O, W. (org). <em>Aspiro ao Grande Labirinto.<\/em> Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. 79.<br \/>\n<sup>2<\/sup>LACAN, Jacques. <em>O Semin\u00e1rio<\/em>, livro 7: a \u00e9tica da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo experimentando a obra oBichoSusPensoNaPaisaGen, do artista Ernesto Neto. Registrado por alunas do curso de fotografia da Spectaculu &#8211; Escola de Arte e Tecnologia. 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