Entrevista Gina Ferreira, Instituto Municipal Nise da Silvera, Filmagem Cuidado como método, novembro 2016. Frame: Daniel Leão

Vídeo: Cuidado como método: arte, política, clínica
Em 4 territórios no Rio de Janeiro

Daniel Leão e Jessica Gogan, em colaboração com o Projeto arte_cuidado

A missanga, todas a vêem. Ninguém nota o fio que, em colar vistoso, vai compondo as missangas.

Mia Couto, O fio das missangas 1

O vídeo Cuidado como método reúne diversos depoimentos de pesquisadores, artistas, agentes culturais, terapeutas e gestores que atuam nas interfaces entre os campos da arte, saúde, meio ambiente, cidadania e outras formas de institucionalidade. Visamos o cuidado como fio que relaciona e entrelaça estas práticas e campos diversos na busca de novos processos clínicos, estéticos e políticos. Mas, também, entendemos os cuidados como atuações territorializadas, co-construídas das terras, contextos e especificidades de lugares e pessoas como diferentes missangas, algumas pequenas outras grandes, brilhantes ou discretas, permanentes ou efêmeras, mas todas potentes.

Iniciamos o processo com um recorte/coleta de depoimentos realizados,a maioria em novembro de 2016, com alguns em janeiro 2017,em 4 territórios no Rio de Janeiro – Colônia Juliano Moreira, Engenho de Dentro, Centro e Boa Viagem (Niterói) – em colaboração com o Projeto arte_cuidado e várias organizações/iniciativas instituídas nestes lugares: Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, Loucura Suburbana, Espaço Aberto ao Tempo, Museu de Imagens do Inconsciente, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Museu de Arte Contemporânea de Niterói e Macquinho. Contamos também com a participação dos programas de pós-graduação em saúde coletiva e em estudos contemporâneos das artes da UFF, além de vários críticos, artistas, agentes e coletivos que se engajaram nestes lugares em tempos prévios. O próprio processo foi uma aprendizagem em si, não uma pesquisa com roteiros e resultados predeterminados. De 2016 para cá muito mudou – temos novos diretores, atores e perspectivas. Uma coleta é sempre parcial, destinada às delimitações de seu próprio recorte.

Nossa intenção não era representar uma posição única institucional, mas pelo contrário as múltiplas singularidades de seu(s) território(s). Dentro do possível, optamos por inventariar para tornar público estes “cuidados” e “cuidadores” em forma de um arquivo comum. Assim, o vídeo busca ser um dispositivo reflexivo para construir, aprofundar e criticar…As seguintes perguntas nortearam este processo: O que significa cuidar? Que agenciamentos e cuidados são possíveis em contextos sociais e institucionais públicos tão frágeis e precários? Quais potências podemos imaginar para as cidades contemporâneas se assumíssemos o cuidado como ética, conceito e prática? Como essas práticas podem gerar um corpus de métodos a serem compartilhados e também de teorias que possam alimentar outras práticas?

Com o apoio do Museu de Arte do Rio e do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, e a realização do Instituto MESA, o vídeo em formato rascunho foi apresentado no encontro Cuidado como método # 1 no CMAHO em dezembro de 2016. No início de 2017, depois de uma breve coleta adicional, a primeira edição deste vídeo foi apresentada no âmbito da exposição “Lugares do delírio”, a convite da curadora Tania Rivera, com os depoimentos dos territórios Colônia Juliano Moreira e Engenho de Dentro.2 Em 2018, finalizamos uma segunda edição (aqui disponível), agora incluindo os depoimentos realizados também nos territórios do Centro e Boa Viagem.

Uma explicação se faz necessária. Ressaltamos que toda essa realização foi um exemplo de como da adversidade e precariedade nós vivemos, tanto nas realidades de cada entrevistado, quanto nas limitações reais da produção audiovisual. O vídeo tem duração de 1 hora e 30 minutos e fica divido em 4 partes: 1) Instituto Nise da Silveira/Engenho de Dentro (28 min.); 2) Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, Colônia Juliano Moreira, Jacarepaguá (25 min.); 3) Museu de Arte Contemporânea e Macquinho, Boa Viagem, Niterói (17 min.); e 4) Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Centro (18 min.). Não entendemos este arquivo como documentário no sentido tradicional, mas como dispositivo para mergulhar, repetir, pular, revistar…

Todos os créditos são anotados no vídeo. Também listamos abaixo as mini bios dos editores e todos os entrevistados.

Editores/diretores

Daniel Leão
Nasceu no Rio de Janeiro em 1984. Graduou-se em Cinema pela Universidade Federal Fluminense e, em 2013, obteve o título de mestre em Comunicação Social ao estudar os usos do som no cinema documentário. Desde então, atua de forma independente no cinema e desenvolve experimentos sonoros e trabalhos audiovisuais com artistas como Ivar Rocha e Mariane Monteiro. Atualmente, trabalha na montagem de seu primeiro longa-metragem, “A felicidade às vezes mora aqui”, a partir de exposição coletiva homônima no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, onde também atuava como produtor artístico audiovisual (2013-2015). Contribui o vídeo ensaio Ameríkari para Revista MESA # 3 e colaborou em vários projetos audiovisuais com Instituto MESA incluindo duas corte metragens sobre o projeto ativista e coletivo O Modelo: Um modelo para sociedade qualitativa (1968).  Atualmente, cursa doutorado em Artes Visuais na Universidade do Estado de Santa Catarina.

Jessica Gogan
Curadora e educadora e diretora do Instituto MESA e co-editora da Revista MESA. Doutora em História da Arte pela Universidade de Pittsburgh nos EUA (2016). Pesquisa e atua nas interfaces entre arte e sociedade com foco nos paradigmas e práticas contemporâneas éticas e estéticas que atravessam os campos de arte, curadoria e educação. Em 2017, lançou a publicação Domingos da criação: Uma coleta do experimental em arte e educação premiado pelo Itaú Rumos. Atualmente é bolsista de pós-doutorado PNPD no Programa Pós-graduação em Estudos Contemporâneas das Artes da UFF e coordena o projeto Arte_Cuidado com Izabela Pucu.

Entrevistados

Abel Luiz
Músico, compositor e arranjador. Coordenador da Oficina Livre de Música do Ponto de Cultura Loucura Suburbana; diretor musical do Bloco Loucura Suburbana; arranjador do CD Sambas Campeões do Loucura Suburbana. Foi professor no Conservatório Brasileiro de Música. Co-fundador do Samba do Trabalhador. Coordenou o Curso de Formação de Agentes Culturais Populares/Dep. de História da UFF. Integrou É com Esse Que Eu Vou: O Samba de Carnaval na Rua e no Salão; coordenou a mesa Samba e Trajetórias no VII Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura/UFBA. Lançou, em 2013, o CD Sotaques e Influências.

Alex Venâncio
Artista Atelier Gaia (Pólo Experimental de Cultura, Educação e Convivência).

Ana Carvalho
Museóloga do Museu Bispo Rosário Arte Contemporânea.

Ana Teresa Derraik
Possui Graduação em medicina pela Universidade Federal Fluminense (2002), mestrado em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá (2010) e residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Geral de Bonsucesso (2004). Atua na área de Saúde da Mulher. Durante 5 anos, foi chefe da clínica de Obstetrícia da Associação Promatre (2004-2009). Foi professora auxiliar da disciplina de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Estácio de Sá durante 5 anos (2005-2010). Atualmente é Diretora Médica do Hospital da Mulher Heloneida Studart, médica da Clínica de Obstetrícia do Hospital Naval Marcílio Dias e médica ginecologista/obstetra em clínica privada em Ipanema, Rio de Janeiro.

Ariadne Moura Mendes
Psicóloga, sanitarista e especialista em Educação em Saúde pela Fiocruz. Coordenadora do Bloco Carnavalesco e Ponto de Cultura Loucura Suburbana. Foi professora de Psicologia da Universidade Celso Lisboa (1977). Psicóloga do Ministério da Saúde com atuação nos seguintes setores: Divisão Nacional de Saúde Mental (1982), Colônia Juliano Moreira (1988), Chefe do Núcleo de Planejamento (1989) e Diretora do Ambulatório (1989) do Centro Psiquiátrico Pedro II, Assessora da Direção do Instituto Municipal Nise da Silveira (2002/2009). Coordenadora da Escola de Informática e Cidadania Nise da Silveira e EncantArte Editora (desde 2002).

Arlindo Oliveira da Silva
O artista usa suportes variados e técnica mista, juntando elementos como madeira, luzes, vestimentas, brinquedos e objetos coletados no território onde vive e trabalha. Desde 2017 desenvolve performances relacionadas a sua vivência como interno numa instituição manicomial. Há quase 30 anos, integra o Atelier Gaia, programa do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, que atualmente conta com a orientação de Diana Kolker. No Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, participou das exposições “Quilombo do Rosário”, com curadoria de Roberto Conduru (2018); “Sobrevivências: Sobre Vivências”, com curadoria de Ricardo Resende (2017); “Play”, curadoria de Marta Mestre e Fernanda Pequeno (2013). Em 2017, participou da exposição “Constelar”, curadoria de Marcelo Campos, na Instituição Pro-Saber. Participou da mostra “Lugares do Delírio”, curadoria de Tania Rivera, no Museu de Arte do Rio (2017) e no SESC Pompeia, em São Paulo (2018) apresentando esculturas, instalações e uma performance. Tendo sua obra adquirida pelo acervo do MAR. Recentemente foi um dos artistas selecionados para a Bienal Naif, realizada em 2018, pelo SESC Piracicaba.

Atelier Gaia
É um espaço de arte e criação integrado ao Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, que estimula a prática artística e profissional de seus participantes, atualmente contando com a orientação de Diana Kolker, gerente de educação do Museu, a curadoria de Ricardo Resende e a direção de Raquel Fernandes. É composto por um coletivo de artistas vinculados à rede de saúde mental, alguns deles ex-internos do antigo sistema manicomial e hoje, com a reforma psiquiátrica, possuem autonomia. Participam atualmente os artistas: André Bastos, Arlindo Oliveira, Clóvis dos Santos, Patricia Ruth, Pedro Mota, Leonardo Lobão, Luiz Carlos Marques, Victor Alexandre Rodrigues, Sebastião Swayzer.

Bianca Bernardo
(Rio de Janeiro, 1982) É artista, arte-educadora e gestora cultural do espaço independente SARACURA no Rio de Janeiro. Pós-graduanda em Hist. e Cultura Africanas e Afro-Brasileira, mestre em Artes pelo Ppgartes-UERJ, envolve-se com projetos educativos em instituições culturais desde 2010. Gerente de Educação do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea entre 2013-17, coordenou os projetos voltados à infância e adolescência “O Museu que nós queremos!” e “Merendeira Cor-de-Rosa: Rumo à expedição!”. Artista-educadora do Núcleo Experimental de Educaçãoe Arte do MAM-Rio entre 2011-13. Em 2017 foi artista residente no Hyde Park Art Center em Chicago/EUA com o projeto “The Studio of Us”, investigando os lugares da criação entre mãe e filho.

Carla Guagliardi
Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1987/1989) e cursou pós-graduação em História da Arte e Arquitetura no Brasil, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1990/1991). Com outros artistas de sua geração, fundou o grupo de estudos Visorama, organizador de seminários e debates públicos sobre arte contemporânea durante o período de 1990 a 1995. Participou de diversos programas internacionais para artistas residentes: Künstlerhaus Bethanien Berlim (1999), contemplada com a Bolsa de Cultura Virtuose do MinC; HIAP Helsinki International Artist-in-residence Programme (2001); Khoj, Mysore (2002); Artists Residence L.A. Villa Aurora, Los Angeles (2007). Possui trabalhos em diversas coleções públicas, tais como Coleção Gilberto Chateaubriand;Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador; Instituto Brasil-Estados Unidos, Rio de Janeiro; UECLAA/University of Essex, Colchester; Art in General, New York; NEXT, Graz; KHOJ, Mysore; Coleção Hoffmann, Berlim. Participou com artista no Projeto Livre Expressão Artística, Colônia Juliano Moreira 1987 – 1988 onde ela encontrou Stela do Patrocínio que viveu por quase trinta anos internada neste asilo. Na época as falas poéticas de Stela foram gravadas e anos depois as citações foram transcritas, organizadas e publicadas pela escritora Viviane Mosé. PATROCÍNIO, Stela do. Reino dos Bichos e dos animais é o meu nome. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2001.

Clovis Aparecido dos Santos (São Paulo)
Artista integrante do Atelier Gaia, programa vinculado à Escola Livre de Artes do Museu Bispo do Rosário, explora diversos meios e materiais em suas fantásticas criações. No Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, participou das exposições “Play”, curadoria de Marta Mestre e Fernanda Pequeno (2013), da exposição “Sobrevivências: Sobre Vivências”, em 2017, com curadoria de Ricardo Resende e da exposição “Quilombo do Rosário”, curadoria de Roberto Conduru. Em 2017, integrou a exposição “Constelar”, curadoria de Marcelo Campos, na Instituição Pro-Saber. Participou da exposição “Lugares do Delírio”, com curadoria de Tania Rivera, no Museu de Arte do Rio (2017) e no SESC Pompeia (2018), onde apresentou obras de sua autoria e colaborou com a artista Lívia Flores. Tendo sua obra adquirida pelo acervo do Museu de Arte do Rio.

Eleonora Fabião
Eleonora Fabião é performer e teórica da performance. Realiza ações em ruas, palestras, workshops e publica internacionalmente. Em 2011 recebeu o Prêmio Funarte Artes na Rua e em 2014 o apoio do Programa Rumos Itaú Cultural que resultou na publicação do livro AÇÕES/ACTIONS (Rio de Janeiro: Tamanduá Arte, 2015). É professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Graduação em Direção Teatral e Pós-graduação em Artes da Cena onde coordena a linha de pesquisa em experimentação artística. Doutora e mestre em Estudos da Performance (New York University) e mestre em História Social da Cultura (PUC-RJ). Pós-doutorado na New York University.

Elielton Queiroz Rocha
“Telto” (1984) professor de educação infantil, arte educador, poeta e Coordenador de arte cultura e cidadania do Macquinho Plataforma Urbana Digital de Niterói. Atualmente leciona em uma Creche Comunitária e atua na Coordenação de ações socioculturais do Macquinho.

Elisama Arnaud
Porta-bandeira Bloco Carnavalesco Loucura Suburbana.

Emília Miterofe
Assistente social e especialista em saúde da família pela Universidade Federal Fluminense. Trabalha como supervisora de serviço social do programa médico de família de Niterói, há 2 anos. Seu trabalho no PMF é realizado junto aos profissionais das unidades de saúde trazendo reflexões junto às mesmas referentes às expressões da questão social. Atua também na interlocução junto a outros equipamentos sociais, com o objetivo de promover com maior qualidade o direito à saúde dos usuários.

Frederico Morais
Curador e crítico de arte.

Gê Vasconcelos
Norte Comum.

Gina Ferreira
Psicóloga e doutoranda em psicologia Social pela Universidade de Barcelona. Trabalhou com Nise da Silveira, como coordenadora técnica da Casa das Palmeiras durante cinco anos. Estagiou com o psiquiatra R.D.Laing em Londres na Comunidade Terapêutica de Mayfield Road em 1980, passando a se dedicar à clínica da psicose. Implementou a primeira residência terapêutica para psicóticos pelo Ministério da Saúde. Estudou com Lygia Clark o método da Estruturação do Self, sendo autorizada pela artista a utilização do método. Professora da Escola Superior de Saúde Mental do Ministério da Saúde e da Escola Superior de Dança Angel Viana.

Gladys Schincariol
Psicóloga e coordenadora Museu de Imagens do Inconsciente.

Glaucia Villas Boas
Socióloga, professora titular do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ. Coordena o Núcleo de Pesquisa em Sociologia da Cultura/UFRJ onde desenvolve programa de pesquisa sobre a arte moderna e contemporânea brasileiras com apoio do CNPq. Atua este semestre (2/2018) como Professora visitante no Programa de Artes, Cultura e Linguagens da UFJF. É coeditora de Todas as Artes. Revista luso-brasileira de Artes e Cultura.

Hélio Carvalho
Artista, professor Departamento de Arte e coordenador Curso de Graduação em Artes Universidade Federal Fluminense (UFF).

Izabela Pucu
Artista, curadora, pesquisadora, gestora cultural e editora. Doutora em História e Crítica da Arte PPGAV/EBA/UFRJ. Atual Coordenadora de Educação do Museu de Arte do Rio. Co-coordenadora do projeto arte_cuidado. Ex diretora e curadora do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (2014-2016). Professora substituta do Instituto de Artes da UERJ (2008 a 2012). Pesquisadora do livro Mario Pedrosa – primary texts, (orgs. Glória Ferreira e Paulo Herkenhoff, MoMA/NY, 2016), co-organizou o livro Roberto Pontual obra crítica (Prefeitura do Rio/Azougue, 2013), entre outros. Curadora de exposições tais como, “Bandeiras na praça Tiradentes” (2014), “Osmar Dillon: não objetos poéticos” (2015), “A lágrima é só o suor do cérebro”, de Gustavo Speridião (2016).

Josemias Moreira Filho
Fotógrafo e educador, atualmente trabalha, desde 2014, como coordenador de arte, cultura e cidadania do Macquinho (Plataforma Urbana Digital) no Morro do Palácio. Foi envolvido do início no programa Arte Ação Ambiental ativo no Museu de Arte Contemporânea de Niterói em colaboração com a comunidade do Morro do Palácio e o Programa Médico de Família entre 1998 e 2014.

Lívia Flores
Artista e pesquisadora. Doutora em Artes Visuais pela EBA/UFRJ. Professora adjunta da Escola de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes, ambos da UFRJ. Realizou exposições individuais entre as quais se destacam as realizadas na Galeria Progetti (Rio de Janeiro), no MAMAM (Recife) e no Centre d’Art Santa Mònica (Barcelona). Participou de mostras coletivas no Brasil e no exterior, tais como “Lugares do Delírio”, “Passagens: Coleção Serralves”, “Prêmio Situações Brasília” e “26ª Bienal de São Paulo”. O livro Lívia Flores (coleção ArtBra, automática, 2013) é uma referência importante sobre seu trabalho.

Luiz Carlos Marques 
Artista integrante do Atelier Gaia, programa vinculado à Escola Livre de Artes do Museu Bispo do Rosário, interessado em diversas técnicas, da pintura à instalação. Tem se dedicado à construção de instalações suspensas de bambu e linha. No Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, participou das exposições “Play”, curadoria de Marta Mestre e Fernanda Pequeno (2013); da exposição “Sobrevivências: Sobre Vivências”, em 2017, com curadoria de Ricardo Resende e da exposição “Quilombo do Rosário”, curadoria de Roberto Conduru. Em 2017, participou da exposição “Constelar”, curadoria de Marcelo Campos, na Instituição Pro-Saber. Participou da exposição “Lugares do Delírio”, curadoria de Tania Rivera, no Museu de Arte do Rio (2017) e no SESC Pompeia, tendo sua obra adquirida pelo acervo do Museu de Arte do Rio.

Luiz Carlos Mello
Diretor/curador Museu de Imagens do Inconsciente.

Lula Wanderley
Artista, nascido em Pernambuco, vive no Rio desde 1976. Em Recife colaborou como artista gráfico em jornais e revistas e fez experiências com poesia visual. Simultaneamente, estudou medicina formando-se pela Universidade Federal de Pernambuco. No Rio de Janeiro, colaborou com Nise da Silveira na Casa das Palmeiras, e com ela e Mario Pedrosa realizou o projeto de reformulação do Museu de Imagens do Inconsciente, patrocinado pela FINEP. Participou de mostras e realizou exposições individuais, entre elas “A estratégia angular de um poema” (CMAHO, curadoria Izabela Pucu, 2016). Colaborou também com Lygia Clark na pesquisa sobre arte/corpo/psiquismo. Criou o Espaço Aberto ao Tempo, do qual é coordenador técnico, onde desenvolve, há 25 anos, trabalho com psicóticos tendo como meta principal a busca de uma clínica experimental e poética.

Luiz Guilherme Vergara
Professor do Departamento de Arte e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF). Como curador/diretor do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) de 2005 a 2008, foi responsável pela curadoria de diversas exposições tais como “Poéticas do infinito” (2005) e “Abrigo poético de Lygia Clark” (MAC, 2006), e pelo programa extramuros Arte Ação Ambiental (MAC,1998-), na comunidade do Morro do Palácio. Em 2013, de volta para a curadoria/direção do MAC, foi curador das exposições “Alexandre Dacosta: percursos de coexistências improváveis” e “Suzana Queiroga: olhos d’água” e participou das equipes e colaborações curatoriais das mostras de “Joseph Beuys: Res-Pública – Conclamação” para uma alternativa global e “Carlos Vergara: Sudário”. É coeditor da Revista MESA, e seus interesses de pesquisa concentram-se na interface entre arte, museus e sociedade.

Luiz Hubner
Graduado em Odontologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em 1980. Especialista em Administração de Serviços de Saúde pela UFF(1986); Mestre em Odontologia Social pela UFF(1998) e doutor em Ciências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2012). Professor da Universidade Federal Fluminense desde 1983; atua como docente no departamento de planejamento em saúde do Instituto de Saúde coletiva/UfFF. Exerceu a função de Coordenação do Programa Médico de Família Niterói – Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, até dezembro de 2012. Foi subsecretário de Atenção Básica de Nova Friburgo durante o ano de 2017. Experiência em Educação à Distância (EAD) onde atua como coordenador pedagógico e coordenador regional em cursos de Atualização e Especialização para gestores municipais do SUS, uma parceria da UFF e Ministério da Saúde. Formação e atuação na área de Saúde Coletiva (Saúde da Família, politicas públicas de saúde, micropolítica e cuidado em saúde). Atuação em projetos intersetoriais em saúde educação e arte contemporânea em comunidades periurbanas.

Luiz Sérgio de Oliveira
Artista e professor titular do Departamento de Poéticas Contemporâneas da Universidade Federal Fluminense. Doutor em Artes Visuais (História e Teoria da Arte) pelo PPGAV-EBA-UFRJ (2006), cursou Mestrado em Arte na Universidade de Nova York (NYU), Estados Unidos (1991) e graduação em Artes Visuais (pintura) na EBA-UFRJ (1978). É professor do Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA-UFF), do qual foi coordenador no período de 2008 a 2013. É editor da Revista Poiésis (PPGCA-UFF), função também exercida entre 2011 e 2014. Seus interesses de pesquisa giram em torno das articulações entre arte, política e democracia.

Magda Chagas
Professora Adjunta da Universidade Federal Fluminense (UFF), Instituto de Saúde Coletiva, Departamento de Saúde e Sociedade. Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como bolsista CAPES. Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Gestão e Trabalho em Saúde NUPGES/CNPq. Membro da coordenação do Curso de Especialização em Educação à Distância, Micropolítica do Trabalho e Gestão em Saúde/MS/UFF. Mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Especialização em Gestão do Sistema e Serviço de Saúde pela ENSP/FIOCRUZ. Especialização em Bioética pela Universidade de São Paulo (USP). Especialização em Processos Educacionais na Saúde: com ênfase na facilitação de metodologias ativas de ensino-aprendizagem (HSL-IEP). Concluiu Habilitação em Enfermagem Saúde Pública pela Universidade de São Paulo e graduação em Enfermagem pela Universidade Gama Filho. Tem experiência na assistência, ensino e pesquisa, atuando principalmente nas seguintes temáticas: saúde coletiva, educação permanente em saúde, micropolítica do trabalho em saúde, planejamento e gestão do sistema e serviço de saúde e o processo de morrer como potência de vida.

Marcelo Correa
Carioca, fotógrafo, por 20 anos colaborou com diversas publicações brasileiras realizando principalmente retratos. Desenvolve projetos autorais, tendo sido selecionado para participar da residência artística CASA B oferecida pelo Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (na antiga Colônia Juliano Moreira) onde também foi realizada a conversa.

Maria Célia Vasconellos
Coordenadora da implantação Programa Médico de Família em Niterói, atual Secretária Municipal de Saúde de Niterói

Pablo Meijueiro
Norte Comum

Rafael Zacca
Poeta e crítico. Co-articulador da Oficina Experimental de Poesia. É doutorando em Filosofia pela PUC-Rio e pesquisa a obra de Walter Benjamin. Colabora com o Jornal Rascunho e com a Revista Escamandro. Realiza oficinas de criação, tendo atuado em universidades, escolas, centros culturais e festivais. Publicou os livros de poemas Kraft (2015, Cozinha Experimental), Mini Marx (2017, 7Letras) e A Estreita Artéria das Coisas (Garupa, 2018). É co-autor do livro de oficinas Almanaque Rebolado (2017, CMAHO, Azougue, Cozinha Experimental, Garupa). https://rafaelzacca.com/.

Raquel Fernandes
Diretora do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea. Possui graduação em cinema pela Universidade Estácio de Sá (2007) e Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1991). MBA em Gestão de Museus pela Universidade Cândido Mendes (2016) e especialização em Psicanálise, pela Universidade Santa Úrsula (2000).

Ricardo Resende
Mestre em História da Arte pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é curador do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, Rio de Janeiro; antes, foi diretor geral do Centro Cultural São Paulo de 2010 a 2014. É autor do primeiro livro sobre o artista Hudinilson Jr, Posição Perigosa, com apoio do Itaú Cultural.

Rogê de Oliveira Candido
Enfermeiro e diretor Núcleo Teixeira Brandão, IMAS Juliano Moreira

Tânia Marins
Terapeuta ocupacional pela Escola de Reabilitação do Rio de Janeiro/ERRJ (1978), especialista em Psiquiatria Social pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz – ENSP/FIOCRUZ (1992) e em Educação Permanente em Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul/ UFRGS (2015), mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense/UFF (2013); servidora do Ministério da Saúde, desde 1982, trazendo experiência na assistência, formação e gestão em saúde mental; Terapeuta ocupacional, Colônia Juliano Moreira 1982 – 1985; cedida à UFF, em 2008, onde atua em atividades de ensino (pós-graduação), pesquisa e extensão. Áreas de atuação: Reforma Psiquiátrica, Política Nacional de Humanização e Educação Permanente em Saúde.

Tania Rivera
Ensaísta, psicanalista e professora do Departamento de Arte e da Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF). Entre suas curadorias destacam-se “Lugares do Delírio” (Museu de Arte do Rio – MAR, 2017) e a parceria com Luiz Sérgio de Oliveira em “Nos Limites do Corpo” (Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, 2016). É autora dos livros Hélio Oiticica e a Arquitetura do Sujeito (2012, Editora da UFF) e O Avesso do Imaginário. Arte Contemporânea e Psicanálise (2013, CosacNaify), entre outros.

Túlio Batista Franco
Psicólogo, doutor em saúde coletiva pela Unicamp e pós-doutor em ciências da saúde pela Universidade de Bolonha – Itália. Professor Associado junto ao Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense, onde foi pró-reitor de Gestão de Pessoas. Membro titular da Câmara Técnica de Atenção Básica do Conselho Nacional de Saúde, e é Líder do Grupo de Pesquisa Laboratório de Estudos do Trabalho e Subjetividade em Saúde – LETRASS/CNPq-UFF. Membro do Laboratório Ítalo-Brasileiro de Formação, Pesquisa e Práticas em Saúde Coletiva. Autor de livros e artigos sobre o trabalho e cuidado em saúde, micropolítica, estudos da subjetividade, saúde indígena.

Vitor Pordeus
Vitor Pordeus é ator, médico e psiquiatra transcultural. Fundador da Universidade Popular de Arte e Ciência (2010) e da Teatro Clínica Therezinha Moraes (2018). Fundou e coordenou (2009 a 2016): Núcleo de Cultura, Ciência e Saúde/ Teatro de DyoNises/ Hotel da Loucura/ Instituto Nise da Silveira/ Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Autor do livro Restoring the Art of Healing (2018). Professor na Division of Social and Transcultural Psychiatry – McGill University, Canadá (2018).

William Moreira
DJ e produtor, atualmente trabalha como coordenador do estúdio do Macquinho (Plataforma Urbana Digital). Entre os projetos mais recentes estão incluídos: Macquinho ON um programa aberto de performance, música, filmes de artistas independentes e O Black IN, movimento que leva a diversidade musical com foco na música Afro.

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1 Mia Couto. Fio das missangas. São Paulo: Companhia das letras, 2009.

2 Para mais informações sobre a exposição “Lugares do delírio”: http://www.museudeartedorio.org.br/pt-br/exposicoes/anteriores?exp=4490). Também ver o ensaio de Tania nesta edição [link]